terça, 02 de maio de 2017

Macarrão de abobrinha, um passo a passo pra ficar perfeito

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Algumas receitas em casa eu tenho a mania de, depois que acerto um jeito perfeito, reproduzi-las insandecidamente por algumas semanas até enjoar. Foi assim com o molho caesar, com o hambúrguer de salmão, com o molho de salada de macarrão frio, com o molho de tomates da Paolla, com o jambalaya e com umas outras trocentas receitas de cupcakes daqui do blog.
O bom dessa obsessão é que eu acabo descobrindo todas as maneiras daquela receita dar certo – e dar errado. Viro uma expert, pelo menos naquela receita, com aqueles ingredientes e tal.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Foi assim também com macarrão de abobrinha, que decidi começar a fazer desde que iniciei minha reeducação alimentar com acompanhamento nutricional. Olhei bem pra lista de comidas liberadas pela nutricionista, naquele primeiro dia com dieta, e li “abobrinha”. Eu sequer comia abobrinha naquela época. Aprendi, comecei logo com macarrão de abobrinha que eu sempre achava o máximo.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Mas a primeira tentativa foi meio fracassada. Apesar de comestível, ele não ficou super bonito ou sequer próximo das fotos e vídeos que eu via. Ficou murcho e molenga.
Avaliando, entendi o problema. Fui melhorando o método de fazer experimentando. Comprei um espiralizador – sério, facilita muito, e deixa muito mais bonito – e agora sou uma orgulhosa fazedora de macarrão de abobrinha quando me dá na telha comer macarrão.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Mas notei que onde as pessoas ensinam a fazer o macarrão de abobrinha, ninguém fala dos problemas que eu tive. E mesmo assim, muitas amigas me perguntavam sobre elas quando descobriram que eu fazia. Onde está esse conhecimento?! Hahaha. Enfim, por isso o passo a passo extenso, com dicas.

Passo a passo para fazer macarrão de abobrinha caseiro

Macarrão de abobrinha: um passo a passo
Rende: dependendo da sua abobrinha, uma porção para duas pessoas

1 abobrinha (pessoalmente, prefiro a abobrinha brasileira pra fazer macarrão, mas a italiana também funciona)
1 faca afiada
1 dente de alho
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta a gosto

1 – Não tem muito mistério fazer macarrão de abobrinha, mas vou ensinar com dicas para o jeito que eu acho que fica melhor depois de fazer dezenas de vezes. O ideal mesmo é ter um espiralizador de legumes. Nome feio, minha mãe disse que isso é um xingamento. Espiralizador torna tudo mais fácil e menos traumático. Ele basicamente faz fios longos do legume, transformando ele em um espaguete rapidamente. Eu tenho um do modelo manual, que parece um cone (tipo esse, mas o meu só tem um lado). A única chatice dele é que você precisa achar abobrinhas que caibam no orifício, porque se você cortar ela pra caber, acaba chegando nas sementes no meio que fazem o macarrão se quebrar todo.
2 – Sem o espiralizador, você vai ter que cortar a abobrinha em fios. Não tem mistério: posicione a abobrinha na tábua e vá cortando no sentido longitudinal (do maior comprimento, ou seja, da cabeça até a bundinha hehehe). Você vai ter lascas da abobrinha. Empilhe-as e então corte novamente, formando espaguetes. Tente cortar todos mais ou menos da mesma grossura. Evite o centro com mais sementes, porque elas, apesar de comestíveis, fazem o espaguete quebrar. Eu uso essas partes pra fazer arroz com abobrinha – nada é desperdiçado!
3 – Coloque a abobrinha já “espaguetada” em uma peneira grande. Polvilhe um pouco de sal por cima, tipo uma colher de chá. Mexa com as mãos a abobrinha, misturando o sal por todo o legume. Deixe a peneira pendurada na pia ou em cima de um pote por 10 minutos. Isso faz com que o líquido amargo da abobrinha saia. Depois, lave a abobrinha de leve e rapidamente em água corrente. Reserve na peneira para escorrer.
4 – Enquanto isso, fatie o dente de alho finamente. Esquente a frigideira e, quando estiver bem quente, coloque o azeite e imediatamente coloque o alho. A ideia é não queimar o azeite. Refogue em fogo baixo por uns 30 segundos, pro alho aromatizar.
5 – Acrescente a abobrinha escorrida. Mexa com uma colher (de pau, pra não arranhar sua panela) ou mexa igual um crepe, sabem? Jogando pra cima e tals. Eu não tenho muita habilidade circense nessa hora, então prefiro a colher. Aumente o fogo pro médio e cozinhe a abobrinha assim por mais ou menos uns 4 minutos, depende da quantidade de legume que tiver. Evite colocar muita abobrinha de uma vez. Não cozinhe por muito tempo também, senão ela fica murcha e se desfaz. Você deve cozinhar até ela ficar mais amolecida, tipo um macarrão mesmo, mas antes de ficar murcha totalmente. Ela fica com um “crunch”, uma mordida no dente – tipo macarrão ao dente!
6 – Quando chegar no ponto, tempere com sal e pimenta – uma salsinha se quiser – e sirva ainda quentinho.

Pequenas vantagens indulgentes do macarrão de abobrinha: em teoria, não tem carboidratos, então você pode comer loucamente sem pensar “meu sem or, lá se vai toda a minha dieta”. Mas é claro que não adianta só fazer de abobrinha, mas finalizar com um molho super calórico – cheio de queijo, creme de leite e tal. Daí vai continuar calórico.
Eu costumo fazer assim, ao alho e óleo (que já é calórico), porque era o macarrão tradicional na casa da mamãe e eu sinto saudades. Às vezes, faço com molho de tomate caseiro também, que ta autorizado na dieta.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Vocês já fizeram macarrão de abobrinha? Como fazem? Conta aqui embaixo.

quarta, 12 de abril de 2017

Peixe vermelho com laranjas, alho e tomilho, para a Páscoa

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Então já tinha um tempo que eu estava namorando uma foto que vi no Pinterest, de um peixe com laranjas assado. Queria muito fazê-lo, em especial porque eu nunca fiz peixe assado, inteiro – e nem filés também. Só que não é como se eu fosse comer um peixe inteiro assado, sozinha, ou com o Sr. Namorado. Então decidi fazer na casa da mamãe, pois lá tem mais bocas para alimentar.
Só que por mais que eu estude culinária, por mais que eu leia mil posts do Pinterest com dicas de cozinha, por mais que eu assista trocentos vídeos no Youtube… eu não sei escolher alimentos direito. Quase sempre eu acabo me ferrando.
Não sei escolher laranjas – sempre acabo comprando umas sem suco ou até mesmo podres. Não sei escolher qual peixe está mais fresco. Não sei decidir qual das cabeças de alface americana está melhor. Apenas não sei.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Sim, já li todos os infográficos explicativos, com fotos e exemplos. Não adianta, eu erro toda vez. Não tenho faro desenvolvido pra isso ainda. Acho que estou criando ele, aos poucos.
Já minha mãe, como aparentemente todas as mães são, nasceu com essa habilidade – ou aprendeu no exato momento em que virou mãe, como um passe de mágica. Tipo quando o Neo recebe o download de kung fu no cérebro.
Comprei as laranjas (mas deixei o peixe a cargo da mamãe por motivos de a) dinheiro e b) imagina escolher um peixe inteiro sozinha!!!!) com a ajuda das dicas da Priscila e fui, toda confiante de que finalmente havia acertado. Elas estava, brilhosas, cheirosas e bonitas.
Foi só botar o saco de laranjas na bancada da cozinha, que minha mãe – sem SEQUER encostar nas laranjas!!! – determinou: “Essas não estão boas”. Aí eu fiquei, tipo, “oi?”. Ela completou que era melhor eu usar as laranjas que ela tinha em casa.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Pensei “não é possível”. Determinada, peguei as minhas laranjas e cortei.
Das quatro, duas estavam ruins e uma tinha mais parte branca que qualquer outra coisa.
Uma derrota tremenda, mais uma vez.
Fui quietinha nas laranjas da mamãe e peguei duas. Não escolhi, só peguei. Cortei. As duas estavam perfeitas. Maravilhosas.
Por que, gente? PORQUE?
Em que momento a gente cria a habilidade de escolher ingredientes perfeitos e PORQUE eu ainda não fui abençoada com isso?!

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Esse peixe só foi uma vitória graças à habilidade de mamãe. Se a escolha do peixe tivesse ficado comigo, era capaz que ele estivesse podre por dentro ou sei lá.
Ele é uma sugestão pra Páscoa quando comemos tanto peixe, mas pra quem já ta enjoado de bacalhau – ou nem é tão fã assim.

 

Peixe vermelho com laranjas, alho e tomilho
Rende: depende do tamanho do seu peixe, o nosso tinha 2,7kg e serviu bem 3 pessoas com sobras para mais 3 ou 4 pessoas

1 peixe para assar (no caso, mamãe escolheu o vermelho, esse aí da foto. Mas você pode usar o peixe que preferir, desde que seja bom pra assar. Pergunte na peixaria que eles entendem e dão boas sugestões. A receita também funciona com postas ou filés inteiros de peixe, não precisa necessariamente ser o peixe com cabeça e tudo. Se usar o peixe inteiro, garanta que a peixaria limpou ele internamente e tirou as escamas pra facilitar pra você)
4 ou 5 laranjas
1 maço de tomilho fresco
azeite e pimenta
2 colheres de sopa de cremalho (eu não ia usar, mas mamãe carioca quase teve um treco quando eu disse que não tinha alho, então usei para agradar paladares. Se não usar o cremalho, que geralmente já vem salgado, então não esqueça de temperar o peixe com alho além do azeite e da pimenta)

1 – A receita não tem como ser mais simples do que juntar tudo e levar pra assar em forno pré-aquecido a 180˚C. É isso, apenas. O passo a passo vai mostrar como eu fiz e dicas da experiência. Pra começar, passe azeite na fôrma ou assadeira que irá para o forno. Corte as laranjas em fatias finas com uma faca afiada, ou use um ralador de fatias.
2 – Posicione o peixe na assadeira para temperá-lo. Passe o cremalho dentro e fora do peixe, ou tempere com o sal e a pimenta. Posicione as fatias de laranja na assadeira fazendo uma caminha. Coloque o peixe por cima e posicione mais fatias da laranja dentro dele juntamente com galhinhos do tomilho. Não tem padrão, só espalhe bem. Onde você ver um espacinho, coloque mais laranjas e tomilho, tempere mais e esfregue um pouco de azeite também. Coloque mais laranjas por cima se desejar.
3 – Cubra a assadeira toda com papel alumínio, fechando bem o peixe lá dentro. Nesse momento, espera-se que seu forno já esteja bem quente. Asse o peixe por uns 40 minutos, no mínimo, se ele for grande como o meu. Depois que ele estiver já mais firme, você pode remover o papel alumínio e assar sem ele. Vá checando periodicamente depois disso. O ponto certo é quando você espetar um garfo e a carne do peixe estiver soltando com facilidade. Cheque esse ponto na parte mais gordinha, tipo na barriga, pois ele assa de dentro pra fora, então você não corre o risco de checar no rabo e ele estar pronto, mas o centro estar ainda muito cru.
4 – Retire do forno quando estiver pronto e sirva imediatamente. Olha o cheiro disso, minha nossa.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Para a Páscoa, enquanto a gente tem essa tradição de peixe na data, esse aqui é perfeito. Achei simples, com um pouco de planejamento – não faça como eu que achou que ia estar pronto em 20 minutos e deixou os comensais (Sr. Namorado e Mamãe) esperando.
De acompanhamento, fiz um arroz branco com castanhas do pará picadas e um arroz vermelho que tinha dando sopa e quase passando da validade na despensa da casa. Misturado, ficou bonito assim.

Aproveite a Páscoa com sua família!

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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