quarta, 04 de outubro de 2017

Risotto de morangos frescos e vinho tinto

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Continuando a saga para utilizar todos os morangos que comprei na Festa do Morango do DF, decidi que faria um prato diferente em casa. Primeiro porque tem um tempão que não como risoto, e houve uma época que eu comia risoto quase religiosamente, todos os dias, de noite. Segundo porque eu sempre fazia aquele risotto mais simples possível, ou alguma receita que eu já havia feito antes. Inovações apenas em temperos.
Dessa vez quis sentir algo diferente na boca.

Risotto de morango e vinho tinto

Risotto de morango e vinho tinto
E porque não um risotto salgado com morangos doces? Alguém já comeu essa mistureba?
Eu já vi em alguns restaurantes, no cardápio, mas nunca reuni a coragem de provar. Não sei porquê, na verdade, não tem nada de aterrorizante em morangos frescos. Mas acho que a ideia de ser uma troca de sabores muito diferente na boca me afastava de pedir quando saía pra comer.
Agora, decidi vencer essa bobagem e fazer em casa mesmo.

Risotto de morango e vinho tinto

Risotto de morango e vinho tinto
Pra começar, a cor desse negócio é incrível, né? Isso definitivamente tem peso num jantar se você servir como acompanhamento. Ou sozinho, como estrela, para ambos é um arraso.

Risotto de morangos frescos e vinho tinto
Receita adaptada do Food52.
Rende: duas a três porções

1/2 cebola pequena, picada
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 xícara de arroz para risoto (carnaroli ou arborio, eu prefiro arborio)
1 xícara de morangos frescos, sem os cabinhos, retirando a parte branca do centro, e cortados na metade
1/2 colher de chá de açúcar
1/4 xícara de vinho tinto seco
2 1/2 xícaras de caldo de legumes, fervente
1/2 xícara de queijo parmesão ralado na hora (grana padano é o melhor!)
sal e pimenta a gosto

1 – Em uma panela de fundo grosso, derreta a manteiga e acrescente a cebola picada. Refogue por uns 5 minutos, até que ela esteja bem translúcida. Adicione o arroz e misture bem, refogando por mais 5 minutos até que você veja que os grãos estão bem cobertos com a gordura, e levemente translúcidos também.
2 – Acrescente os morangos e o açúcar e refogue por uns minutos, até que os morangos diminuam um pouco. Então, acrescente o vinho tinto e espere evaporar por completo.
3 – Comece a adicionar o caldo fervente aos poucos, uma concha de cada vez (use uma concha de feijão para ajudar), esperando absorver tudo antes de acrescentar o próximo. Mexa sempre, sem parar, para que o arroz solte todo o amido que confere aquela cremosidade ao prato. Prove se está bom de sal depois da adição do caldo, especialmente se estiver usando aqueles quadradinhos ou os pré-prontos, pois eles já têm sal. E lembre-se que o queijo, que virá depois, também tem sal! Se faltar caldo e o arroz ainda não estiver al dente, pode acrescentar água filtrada mesmo, só pra finalizar o cozimento.
4 – Por último, desligue o fogo e acrescente o queijo. Misture bem e vigorosamente. Prove uma última vez e ajuste o sal. Tempere com pimenta do reino, se curtir. Tampe a panela e espere 3 minutos antes de servir.

Risotto de morango e vinho tinto
Você pode salpicar mais queijo por cima, ou ceboletes cortadas bem fininhas. Ou até mesmo vinagre balsâmico, que sempre combina bem com morangos. Mas não muito, senão ele acaba com o sabor delicado do prato.
É um risotto, sim, e você sente bem o sabor do queijo e da cebola, mas de vez em quando você morde um morango, e é incrível. Tem textura e tem uma profundidade com o vinho tinto que fica no fim da língua. Muito bom!
E por favor, use vinho tinto seco de boa qualidade, assim como o queijo, que deve ser ralado na hora. Usar aqueles de saquinho acabada com o prato… eles têm um gosto muito amargo!

Já fez risotto salgado com algum ingrediente doce, tipo morango? Já comeu? O que achou?

terça, 02 de maio de 2017

Macarrão de abobrinha, um passo a passo pra ficar perfeito

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Algumas receitas em casa eu tenho a mania de, depois que acerto um jeito perfeito, reproduzi-las insandecidamente por algumas semanas até enjoar. Foi assim com o molho caesar, com o hambúrguer de salmão, com o molho de salada de macarrão frio, com o molho de tomates da Paolla, com o jambalaya e com umas outras trocentas receitas de cupcakes daqui do blog.
O bom dessa obsessão é que eu acabo descobrindo todas as maneiras daquela receita dar certo – e dar errado. Viro uma expert, pelo menos naquela receita, com aqueles ingredientes e tal.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Foi assim também com macarrão de abobrinha, que decidi começar a fazer desde que iniciei minha reeducação alimentar com acompanhamento nutricional. Olhei bem pra lista de comidas liberadas pela nutricionista, naquele primeiro dia com dieta, e li “abobrinha”. Eu sequer comia abobrinha naquela época. Aprendi, comecei logo com macarrão de abobrinha que eu sempre achava o máximo.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Mas a primeira tentativa foi meio fracassada. Apesar de comestível, ele não ficou super bonito ou sequer próximo das fotos e vídeos que eu via. Ficou murcho e molenga.
Avaliando, entendi o problema. Fui melhorando o método de fazer experimentando. Comprei um espiralizador – sério, facilita muito, e deixa muito mais bonito – e agora sou uma orgulhosa fazedora de macarrão de abobrinha quando me dá na telha comer macarrão.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo
Mas notei que onde as pessoas ensinam a fazer o macarrão de abobrinha, ninguém fala dos problemas que eu tive. E mesmo assim, muitas amigas me perguntavam sobre elas quando descobriram que eu fazia. Onde está esse conhecimento?! Hahaha. Enfim, por isso o passo a passo extenso, com dicas.

Passo a passo para fazer macarrão de abobrinha caseiro

Macarrão de abobrinha: um passo a passo
Rende: dependendo da sua abobrinha, uma porção para duas pessoas

1 abobrinha (pessoalmente, prefiro a abobrinha brasileira pra fazer macarrão, mas a italiana também funciona)
1 faca afiada
1 dente de alho
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta a gosto

1 – Não tem muito mistério fazer macarrão de abobrinha, mas vou ensinar com dicas para o jeito que eu acho que fica melhor depois de fazer dezenas de vezes. O ideal mesmo é ter um espiralizador de legumes. Nome feio, minha mãe disse que isso é um xingamento. Espiralizador torna tudo mais fácil e menos traumático. Ele basicamente faz fios longos do legume, transformando ele em um espaguete rapidamente. Eu tenho um do modelo manual, que parece um cone (tipo esse, mas o meu só tem um lado). A única chatice dele é que você precisa achar abobrinhas que caibam no orifício, porque se você cortar ela pra caber, acaba chegando nas sementes no meio que fazem o macarrão se quebrar todo.
2 – Sem o espiralizador, você vai ter que cortar a abobrinha em fios. Não tem mistério: posicione a abobrinha na tábua e vá cortando no sentido longitudinal (do maior comprimento, ou seja, da cabeça até a bundinha hehehe). Você vai ter lascas da abobrinha. Empilhe-as e então corte novamente, formando espaguetes. Tente cortar todos mais ou menos da mesma grossura. Evite o centro com mais sementes, porque elas, apesar de comestíveis, fazem o espaguete quebrar. Eu uso essas partes pra fazer arroz com abobrinha – nada é desperdiçado!
3 – Coloque a abobrinha já “espaguetada” em uma peneira grande. Polvilhe um pouco de sal por cima, tipo uma colher de chá. Mexa com as mãos a abobrinha, misturando o sal por todo o legume. Deixe a peneira pendurada na pia ou em cima de um pote por 10 minutos. Isso faz com que o líquido amargo da abobrinha saia. Depois, lave a abobrinha de leve e rapidamente em água corrente. Reserve na peneira para escorrer.
4 – Enquanto isso, fatie o dente de alho finamente. Esquente a frigideira e, quando estiver bem quente, coloque o azeite e imediatamente coloque o alho. A ideia é não queimar o azeite. Refogue em fogo baixo por uns 30 segundos, pro alho aromatizar.
5 – Acrescente a abobrinha escorrida. Mexa com uma colher (de pau, pra não arranhar sua panela) ou mexa igual um crepe, sabem? Jogando pra cima e tals. Eu não tenho muita habilidade circense nessa hora, então prefiro a colher. Aumente o fogo pro médio e cozinhe a abobrinha assim por mais ou menos uns 4 minutos, depende da quantidade de legume que tiver. Evite colocar muita abobrinha de uma vez. Não cozinhe por muito tempo também, senão ela fica murcha e se desfaz. Você deve cozinhar até ela ficar mais amolecida, tipo um macarrão mesmo, mas antes de ficar murcha totalmente. Ela fica com um “crunch”, uma mordida no dente – tipo macarrão ao dente!
6 – Quando chegar no ponto, tempere com sal e pimenta – uma salsinha se quiser – e sirva ainda quentinho.

Pequenas vantagens indulgentes do macarrão de abobrinha: em teoria, não tem carboidratos, então você pode comer loucamente sem pensar “meu sem or, lá se vai toda a minha dieta”. Mas é claro que não adianta só fazer de abobrinha, mas finalizar com um molho super calórico – cheio de queijo, creme de leite e tal. Daí vai continuar calórico.
Eu costumo fazer assim, ao alho e óleo (que já é calórico), porque era o macarrão tradicional na casa da mamãe e eu sinto saudades. Às vezes, faço com molho de tomate caseiro também, que ta autorizado na dieta.

Macarrão de abobrinha caseiro, passo a passo

Vocês já fizeram macarrão de abobrinha? Como fazem? Conta aqui embaixo.

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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