quarta, 12 de abril de 2017

Peixe vermelho com laranjas, alho e tomilho, para a Páscoa

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Então já tinha um tempo que eu estava namorando uma foto que vi no Pinterest, de um peixe com laranjas assado. Queria muito fazê-lo, em especial porque eu nunca fiz peixe assado, inteiro – e nem filés também. Só que não é como se eu fosse comer um peixe inteiro assado, sozinha, ou com o Sr. Namorado. Então decidi fazer na casa da mamãe, pois lá tem mais bocas para alimentar.
Só que por mais que eu estude culinária, por mais que eu leia mil posts do Pinterest com dicas de cozinha, por mais que eu assista trocentos vídeos no Youtube… eu não sei escolher alimentos direito. Quase sempre eu acabo me ferrando.
Não sei escolher laranjas – sempre acabo comprando umas sem suco ou até mesmo podres. Não sei escolher qual peixe está mais fresco. Não sei decidir qual das cabeças de alface americana está melhor. Apenas não sei.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Sim, já li todos os infográficos explicativos, com fotos e exemplos. Não adianta, eu erro toda vez. Não tenho faro desenvolvido pra isso ainda. Acho que estou criando ele, aos poucos.
Já minha mãe, como aparentemente todas as mães são, nasceu com essa habilidade – ou aprendeu no exato momento em que virou mãe, como um passe de mágica. Tipo quando o Neo recebe o download de kung fu no cérebro.
Comprei as laranjas (mas deixei o peixe a cargo da mamãe por motivos de a) dinheiro e b) imagina escolher um peixe inteiro sozinha!!!!) com a ajuda das dicas da Priscila e fui, toda confiante de que finalmente havia acertado. Elas estava, brilhosas, cheirosas e bonitas.
Foi só botar o saco de laranjas na bancada da cozinha, que minha mãe – sem SEQUER encostar nas laranjas!!! – determinou: “Essas não estão boas”. Aí eu fiquei, tipo, “oi?”. Ela completou que era melhor eu usar as laranjas que ela tinha em casa.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Pensei “não é possível”. Determinada, peguei as minhas laranjas e cortei.
Das quatro, duas estavam ruins e uma tinha mais parte branca que qualquer outra coisa.
Uma derrota tremenda, mais uma vez.
Fui quietinha nas laranjas da mamãe e peguei duas. Não escolhi, só peguei. Cortei. As duas estavam perfeitas. Maravilhosas.
Por que, gente? PORQUE?
Em que momento a gente cria a habilidade de escolher ingredientes perfeitos e PORQUE eu ainda não fui abençoada com isso?!

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Esse peixe só foi uma vitória graças à habilidade de mamãe. Se a escolha do peixe tivesse ficado comigo, era capaz que ele estivesse podre por dentro ou sei lá.
Ele é uma sugestão pra Páscoa quando comemos tanto peixe, mas pra quem já ta enjoado de bacalhau – ou nem é tão fã assim.

 

Peixe vermelho com laranjas, alho e tomilho
Rende: depende do tamanho do seu peixe, o nosso tinha 2,7kg e serviu bem 3 pessoas com sobras para mais 3 ou 4 pessoas

1 peixe para assar (no caso, mamãe escolheu o vermelho, esse aí da foto. Mas você pode usar o peixe que preferir, desde que seja bom pra assar. Pergunte na peixaria que eles entendem e dão boas sugestões. A receita também funciona com postas ou filés inteiros de peixe, não precisa necessariamente ser o peixe com cabeça e tudo. Se usar o peixe inteiro, garanta que a peixaria limpou ele internamente e tirou as escamas pra facilitar pra você)
4 ou 5 laranjas
1 maço de tomilho fresco
azeite e pimenta
2 colheres de sopa de cremalho (eu não ia usar, mas mamãe carioca quase teve um treco quando eu disse que não tinha alho, então usei para agradar paladares. Se não usar o cremalho, que geralmente já vem salgado, então não esqueça de temperar o peixe com alho além do azeite e da pimenta)

1 – A receita não tem como ser mais simples do que juntar tudo e levar pra assar em forno pré-aquecido a 180˚C. É isso, apenas. O passo a passo vai mostrar como eu fiz e dicas da experiência. Pra começar, passe azeite na fôrma ou assadeira que irá para o forno. Corte as laranjas em fatias finas com uma faca afiada, ou use um ralador de fatias.
2 – Posicione o peixe na assadeira para temperá-lo. Passe o cremalho dentro e fora do peixe, ou tempere com o sal e a pimenta. Posicione as fatias de laranja na assadeira fazendo uma caminha. Coloque o peixe por cima e posicione mais fatias da laranja dentro dele juntamente com galhinhos do tomilho. Não tem padrão, só espalhe bem. Onde você ver um espacinho, coloque mais laranjas e tomilho, tempere mais e esfregue um pouco de azeite também. Coloque mais laranjas por cima se desejar.
3 – Cubra a assadeira toda com papel alumínio, fechando bem o peixe lá dentro. Nesse momento, espera-se que seu forno já esteja bem quente. Asse o peixe por uns 40 minutos, no mínimo, se ele for grande como o meu. Depois que ele estiver já mais firme, você pode remover o papel alumínio e assar sem ele. Vá checando periodicamente depois disso. O ponto certo é quando você espetar um garfo e a carne do peixe estiver soltando com facilidade. Cheque esse ponto na parte mais gordinha, tipo na barriga, pois ele assa de dentro pra fora, então você não corre o risco de checar no rabo e ele estar pronto, mas o centro estar ainda muito cru.
4 – Retire do forno quando estiver pronto e sirva imediatamente. Olha o cheiro disso, minha nossa.

Peixe assado com laranjas, alho e tomilho
Para a Páscoa, enquanto a gente tem essa tradição de peixe na data, esse aqui é perfeito. Achei simples, com um pouco de planejamento – não faça como eu que achou que ia estar pronto em 20 minutos e deixou os comensais (Sr. Namorado e Mamãe) esperando.
De acompanhamento, fiz um arroz branco com castanhas do pará picadas e um arroz vermelho que tinha dando sopa e quase passando da validade na despensa da casa. Misturado, ficou bonito assim.

Aproveite a Páscoa com sua família!

quarta, 01 de março de 2017

Muffins de bacon, cebola e parmesão

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Voltei de viagem! Como esteve esse Brasil veranil?
Quem acompanhou pelo Instagram, viu que eu estive bem ativa no Stories e com fotos de comidas que provei na viagem. Dieta não houve. Eu até tentava começar o dia bem, comendo ovos mexidos e pouco carboidrato conforme minha nutricionista indica, mas já no meio da manhã estávamos em algum café comendo um bolinho, e no almoço avançávamos em algum prato calórico. Mesmo que fosse uma saladinha, como o taboule de bulgur que comemos em Miami, já saio da dieta apenas por comer o taboule inteiro sozinha. Estava bom demais, seria feio deixar sobrar.

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Desta vez, decidi curtir Miami além da Lincoln Road, que é tão obviamente turística. Fui atrás de pontos diferentes e encontrei Wynwood e Little Havana. O primeiro é um bairro que talvez faria Doria engasgar com tanta parede pintada, por todos os lados. E daí fica o questionamento do que é arte e o que é picho. Afinal, quando tudo que você vê é picho e tudo funciona em conjunto, não virou arte? Ou arte é só quando é bonito? Eu não sei, apenas adoro debater assuntos, e era isso que eu e Sr. Namorado discutíamos enquanto passeávamos pelo bairro.
Little Havana, por outro lado, é um pedacinho colorido por ser latino e, como nós somos, vivos e fortes. É um lugar tão gostoso em Miami que vale a pena conhecer: tomar um sorvete na beira da rua enquanto escuta um pouco de música cubana. Cuidado, a chance de te puxarem pra dançar é alta. Falo por experiência.

Muffins de parmesão, bacon e cebola
O que é New Orleans? É tipo uma cidade que você não sabe bem descrever. Ela tem o velho com o novo, o rococó com o industrial, o jazz com o hip hop, tudo meio misturado num povo alegre, simpático e resiliente.
Resiliente porque não tem como não perceber o que foi Katrina pra eles. Onde você anda, em qualquer bairro – até nos mais ricos – você pode ver efeitos do furacão. Nos locais mais humildes, é ainda mais gritante. Por vezes não sabíamos se eram casas abandonadas ou se havia alguém vivendo lá, sem condições de reformar o lugar até hoje.
Resiliente pois, mesmo no meio dessas lembranças, você vê alegria, educação, respeito e atenção de qualquer residente. Não tirei fotos de nenhum desses lugares porque não é a imagem que eu tenho de lá. New Orleans é saborosa, colorida, vibrante, musical. Não há uma esquina sem festa. Às 9h, já ouvíamos o jazz em um parque. Afinal, por que perder tempo quando há tanto para tocar?

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Tenho muito pra mostrar e muito pra contar, especialmente sobre comida. Mas quero deixar isso tudo para o novo blog, onde acho que estará mais adequado para esses assuntos que não têm receitas de cupcakes, por exemplo.
Por enquanto, farei aqui no blog alguns posts sobre as lojas de confeitaria e de cozinha que visitei nessa viagem e minhas impressões de como elas andam nos EUA.
Estou voltando para a rotina aos poucos, meio assustada com as notícias que estou lendo sobre o que aconteceu no Brasil nesse período e sem muito tempo de participar das festividades carnavalescas. Brasília decidiu ignorar todos os avisos de preservação de água e, agora, precisamos cortar para não acabar. Estamos em racionamento e isso torna minha vida ainda mais complicada, porque não posso, por exemplo, lavar toda a roupa suja da viagem. Aff.

Enquanto isso, fiquem com esses muffins salgados in-crí-veis que fiz. Querem algo diferente? Esta é a receita certa! Perfeita para um lanche da tarde com amigos e família.

Muffins de bacon, cebola e parmesão
Rende: 12 muffins grandes
Receita do The Worktop.

Misturinha
6 fatias de bacon, cortada em pedacinhos
1/2 cebola picada (eu usei roxa, mas pode ser branca)
1/4 xícara (25g) de queijo parmesão, ralado (fresco ou de saquinho)

Massa
1/4 xícara (60ml) de buttermilk
1/4 xícara (60ml) de leite
1/4 xícara (60ml) de azeite
1 ovo
1 xícara (130g) de farinha
1/2 xícara (64g) de farinha integral
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de sal

1 – Primeiro, cozinhe o bacon em uma frigideira. Não precisa colocar óleo nem azeite, porque a própria gordura do bacon se descola. Frite por uns 10 minutos, até que fique bem cozido e quase crocante. Reserve até esfriar um pouco, enquanto isso refogue as cebolas picadas por uns 5 minutos, até que fiquem macias.
2 – Quando o bacon e as cebolas estiverem bem mais frios, misture tudo com o queijo em uma tigelinha e reserve.
3 – Pré-aqueça seu forno em 200˚C. Para a massa, misture todos os ingredientes secos em uma tigela grande. Em outro recipiente, misture os ingredientes líquidos: os leites, o azeite e o ovo.
4 – Aos poucos, adicione os líquidos nos secos, mexendo com uma espátula para incorporar tudo delicadamente. Mexa somente o suficiente para que não tenha mais grumos de farinha.
5 – Separe 2/3 da misturinha inicial e adicione isto à massa. O resto você reserva para colocar por cima dos muffins.
6 – Divida a massa entre as forminhas de papel, dando uma leve nivelada. Coloque um pouco da misturinha em cima de cada muffin e dê uma palmadinha em cima, de leve, para que a misturinha grude neles. Asse por 25 minutos. Retire, salpique mais parmesão em cima, e devolva ao forno apenas para que o queijo derreta – uns 2 minutinhos. Retire e aproveite!

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Fica muito bom ainda quentinho do forno, mas frio também fica incrível. Parta no meio, passe uma manteiguinha e aproveite! Ah, com creamcheese também fica show!

Como está sendo o carnaval de vocês? :)

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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