quarta, 10 de setembro de 2014

Pierogis de batata, cebola e queijo

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Semana passada foi meu aniversário com o Sr. Namorado. Completamos mais um ano de amor, companheirismo, piadas duvidosas, um gosto por rir de nós mesmos e confiança inabalável. Se eu muito menciono o Sr. Namorado aqui no blog, é porque ele realmente faz parte de cada detalhe da minha vida, de um jeito que vocês não fazem ideia.
Então pra comemorar esse relacionamento que eu encho a boca pra dizer que é perfeito com orgulho, resolvi fazer um jantar pra ele com coisas simbólicas pra nós. Começamos com bruschettas que ele tanto gosta, depois tivemos pierogis e fechamos com cupcakes de tiramisù, que ficaram perfeitos e em breve vão vir aqui pro blog!
Mas o que são pierogis, Juliana?

pierogis_batata_cebola_queijoIsso são pierogis.
Como vocês sabem, eu e o Sr. Namorado viajamos para a Polônia-país-maravilhoso-te-amo em maio desse ano. Lá, ganhamos alguns quilos a mais comendo pratos típicos como loucos e a maior parte foi de pierogis, que são tipo uns pastéis cozidos, parecidos com gyozas. O Sr. Namorado saía de noite dizendo “vou comprar janta” e voltava com trocentos pierogis, toda santa vez.
Resolvi agradá-lo com uma lembrança da nossa viagem favorita até agora.

Pierogis de batata, cebola e queijo
Rende: 30 pierogis
Receita do Portal Polônia, com adaptações.

Massa
500g de farinha
1/2 ovo batido
1 colher de sopa de manteiga com sal
250mL de água morna

Recheio
600g de batata
1 cebola grande picada bem fina
1 colher de sopa de creamcheese
200g de queijo gruyere (ou outro queijo que derreta)
sal e pimenta a gosto

250g de bacon (um pacote de bacon em tiras)

1 – Antes de tudo, retire a pele do bacon e a maior quantidade de partes brancas (gordura) que você conseguir. Provavelmente, vai acabar com 180g dos 250g iniciais. Bacon por si só já tem muita gordura, então retirar essa parte branca não muda o sabor – na verdade, eu acho que fica mais gostoso! Depois, pique as tiras em quadradinhos e frite em uma frigideira antiaderente até ficar bem crocante. Passe por uma peneira e recolha a gordura do bacon. Quanto ao bacon, você vai reservar até a hora de servir.
2 – Frite a cebola nesse óleo até que fique levemente marrom. Reserve até esfriar.
3 – Leve as batatas para ferver em uma panela grande com água e sal até que fiquem bem moles, no ponto que o garfo facilmente atravessa. Quando chegar nesse ponto, escorra a água e amasse até chegar a um purê.
4 – Acrescente o creamcheese e a cebola, tempere com sal e pimenta e misture tudo até ficar bem homogêneo. Reserve o recheio. Pique o queijo em quadradinhos bem pequenos.
5 – Prepare uma assadeira com papel manteiga e coloque bolinhas do purê. Faça-as do tamanho que caberá nos seus pierogis, dependendo do seu cortador. As minhas tinham aproximadamente 1 colher de sopa. Em cima de cada uma, pressione pedaços do queijo. Reserve coberto com um pano de cozinha.

pierogis_batata_cebola_queijo2
6 – Para a massa, misture em uma tigela a farinha, a água morna, o 1/2 ovo batido e a manteiga até chegar a uma massa. Transfira para uma superfície enfarinhada e sove até ficar uniforme. Me levou umas 30 sovadas e é o suficiente.
7 – Abra a massa em uma espessura fina, de menos de meio centímetro, e corte círculos. Se não tiver um cortador, use a boca de um copo!
8 – Preencha cada círculo com o recheio, molhe as bordas levemente com água e feche os pasteizinhos, garantindo que você retirou o ar de dentro o máximo que pôde. Feche beliscando as pontas firmemente, pode até repetir outra vez antes de cozinhar, porque a massa é bem resistente. Posicione cada pierogi em um tabuleiro coberto com uma toalha de cozinha enfarinhada, porque eles podem grudar se colocar no papel manteiga.
9 – Leve uma panela bem grande, de cozinhar macarrão, para ferver água, aproximadamente dois litros. Pense que é como fazer nhoque: quando a água estiver fervendo, adicione um pouco de sal e coloque três ou quatro pierogis por vez. Quando eles subirem, espere mais um ou dois minutinhos e retire, escorrendo a maior parte da água.
10 – Coloque diretamente no prato para servir e salpique o bacon crocante por cima. Ta pronto!

É assim que eles são servidos de maneira clássica na Polônia: sem apresentação chique, sem frescurite, sem molhos e caldas. Pierogis são comida de família, simples. O que importa neles é o recheio, que aliás você pode variar e fazer do que achar melhor. Por lá, nós comemos de salmão defumado (eles gostam muito), misto de queijos de cabra, bacon por dentro e até mesmo os pierogis doces: de mirtilo ou de chocolate.
Eles também podem ser servidos com creme de leite fresco, mas, de novo, sem nenhum tempero (no máximo um salzinho). Os pierogis doces, esses sim tinham caldas fantásticas, de creme de confeiteiro com sementes de baunilha ou calda de frutas vermelhas, por exemplo.
E ó, parece trabalhoso porque é uma receita longa, e eu mesma achei que ia levar décadas, mas juro que é tudo muito rápido e simples! Vale a pena!

segunda, 19 de maio de 2014

Polônia: o que eu vi por lá, e sorteio!

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Então, voltei, pessoal! Sinto-me renovada. Nunca imaginei que escolher um país fora do eixo padrão de visitas fosse algo tão acertado para minha cabeça agora. Gostei tanto da Polônia que virei garota propaganda oficial. Recomendo todos a visitarem, se puderem. Sei que viajar pra Europa é caro, mas escolher uma época fora do comum ajuda a diminuir custos de passagem, que acabou sendo o que mais encareceu minha viagem. Para hospedagem, optei pelo Airbnb, como já falei aqui no blog, que é um sistema excelente de aluguel de quartos ou apartamentos inteiros de pessoas físicas. Então, acabei ainda tendo dicas de locais nas cidades que visitei sobre transporte público, o que visitar e passeios fora do padrão turista com esses proprietários.

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A Polônia me surpreendeu de diversas maneiras. É um país com mais história do que sabemos, quando erroneamente acreditamos que ele se resume a participar da Segunda Guerra Mundial. Cheio de lendas antigas e prédios que existiam antes mesmo do Brasil ser colonizado, cada esquina parece ter uma história de algum rei ou cavaleiro que passou por ali, ou até mesmo algo mais recente, com as aflições dos tempos do Holocausto.
O povo também foi uma surpresa grata e maravilhosa. A língua não é fácil de aprender e não há qualquer conexão mínima com a nossa estrutura linguística para sequer relacionar. Então, eu e Sr. Namorado confiamos no nosso inglês e na nossa capacidade de gesticular. Fomos recebidos com muita boa vontade, atenção e cuidado por todos os poloneses que interagimos, desde pessoas na rua para tirar dúvidas simples, como também em restaurantes ou lojas. Ninguém nos negou um sorriso. Além disso, é de se admirar o humor e o orgulho desse povo. As palavras de Gosia, a polonesa que fez um tour em Podgórze (distrito da Cracóvia que concentrava o gueto da cidade durante o Holocausto) conosco, resumem bem o sentimento que eles tem do próprio país: quando perguntei se eles estavam apreensivos com a tensão ucraciana e se temiam que a Rússia tentaria tomar a Polônia para si também, Gosia me respondeu que “Putin não se arriscaria, pois sabe que os poloneses preferem morrer lutando a perder seu país mais uma vez na história”. Curiosidade interessante: sabiam que a Polônia foi dividida e reunida mais de 40 vezes em toda sua história? Eles são determinados.

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E além disso, a culinária e a confeitaria polonesas me surpreenderam demais. É claro que comi igual uma maluca, como se o alimento no mundo fosse acabar a qualquer instante. Intervalo de 3 horas pra quê? Meu intervalo era o tempo de passar na frente de outra confeitaria ou restaurante.
O que tem de bom por lá? Pierogi são o que chamaríamos de pastéis cozidos, ou gyozas poloneses. Todos os restaurantes de lá servem, com os recheios mais distintos possíveis (meu favorito era o russo, com queijo, batata, um pouco de carne e muito bem temperado). Salsichas também são tradicionais por lá, além de sopas das mais variadas e um queijo de ovelha defumado que é comum nas ruas (o oscypek), em formatos estranhíssimos. E, para a felicidade do Sr. Namorado, em um país frio, temos muitos cogumelos a preços de banana.
Tudo tão bem temperado e bem servido, a preços tão baixos, que não conseguíamos acreditar quando chegava a conta. Arriscamos um indicado Michelin um dia, com entrada, pratos principais e sobremesa, e pagamos menos de 90 zlotys (se fala “zuate”, com o zu bem rápido), o que dá menos de 70 reais. Pra duas pessoas, num restaurante indicado pelo mais conceituado guia do mundo? Barato demais.
Mas o show mesmo foi dado na confeitaria. Desde sorvetes a tortas, os poloneses são demais. Provamos a famosa kremówka, o doce favorito do papa João Paulo II, que deixou o Sr. Namorado apaixonado, além de tortas de chocolate e maçã, que são tradicionais por lá. Tudo feito com ingredientes de primeira (fava de baunilha em tudo!), apenas manteiga e cacau puro… e os preços? Ah, é de chorar de felicidade e emoção, só de ver a foto.

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A título de informação, eu visitei 3 cidades: Varsóvia, Cracóvia e Zakopane. A primeira é a capital, a segunda é a principal, polo de cultura e história, e a terceira é famosa por atrair turistas de esportes radicais como montanhismo e esqui. Eu não me enquadro em nenhum dos dois, mas queria ver paisagens de tirar o fôlego, como o lago Morskie Oko, que fica entre as montanhas, e o rio Dunajec e o castelo de Niedzica, localizados próximos da cidade. Além disso, ali foi o momento de descansar dos dias longos (longos, porque amanhecia às 6h e escurecia às 20h) com uma bela paisagem.

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Então, eu imploro de joelhos que, se houver a chance, visite a Polônia. Vai valer cada centavo dos poucos que você vai gastar. Não é um país apenas de Auschwitz. É claro que visitamos o extinto campo de concentração, o que configura um dia único na vida de alguém ao “presenciar” o que foi aquilo que lemos tanto nos livros de história. Porém, não é só isso. São as minas de sal de Wielizcka, são os monumentos naturais no meio da cidade como o Kopiec Krakusa, são as ruelas com os melhores lodys (sorvetes) caseiros por 1 real a bola, são os parques apaixonantes, é o castelo medieval com tumbas de 700 anos de idade no meio da cidade, são as igrejas e catedrais belíssimas a cada 300 metros… é a metrópole que respira e funciona com o antigo e o moderno junto. Deu pra ver o quanto to apaixonada por esse país?
No fim de tudo, passamos um dia e meio em Paris, o que deu tempo para ir ao Louvre atrás da minha pintura favorita, comer macarons da Ladurée e do Pierre Hermé e passar em lojas de confeitaria para ver o que tem de bom na terra da patisserie. Farei outro post indicando direitinho onde ficam essas lojas, já que já recebi pedidos de dicas de estabelecimentos na cidade.
Enquanto isso, que tal um sorteio? Eu avisei, eu ia voltar de viagem com presente pra vocês, é claro.

O que será sorteado
1 fôrma de metal para 6 cupcakes da Wilton
1 Cupcake corer da Cuisipro (que mencionei aqui)
1 termômetro de forno da Cooper
1 saco de confeitinhos coloridos parisienses
1 caixa de cacau em pó puro e negro polonês

Como participar?
O sorteio vai funcionar aqui no blog, mas é preciso que você também curta a página do Cupcakeando no Facebook. Você só precisa comentar aqui, nesse post, dizendo que quer participar do sorteio! Cada comentário neste post, aqui no blog, terá um número correspondente de acordo com a ordem cronológica. O sorteio será feito pelo Random.org, usando esses números. Mas atenção, só vale um comentário por pessoa, então não adianta postar várias vezes!
O prazo pra participar do sorteio com seu comentário é até sábado (24/5), às 22h (horário de Brasília). No domingo, vou realizar o sorteio e anunciar o vencedor no blog e na página do Facebook!

Regras:
– É preciso residir no Brasil.
– O sorteio será feito às 14h do domingo (25/5).
– Só valerá um comentário por pessoa, nesse post aqui no blog. Caso a mesma pessoa comente duas vezes ou mais, só será considerado o primeiro comentário.
– Para que seu comentário seja válido, é preciso preencher o seu nome (de preferência completo) e o seu e-mail no formulário do comentário. Site não é obrigatório.
– Curtidas, comentários e compartilhamentos no Facebook são bem vindos e contam para deixar a blogueira feliz! :)
– O vencedor tem 24 horas para entrar em contato pelo e-mail contato@cupcakeando.com.br, para me passar o endereço de envio. Caso ele não se manifeste, vou refazer o sorteio.

Observações importantes
O sorteio é feito a mão porque não confio em aplicativos do Facebook nem de site nenhum. É, sou meio neurótica com permitir acesso de aplicativos. Então, prefiro eu mesma fazer uma tabela de excel com os nomes de vocês e ir numerando um por um.
Nenhum dos itens do sorteio foram enviados por essas marcas para mim. São apenas as melhores marcas que eu conheço e foram adquiridos normalmente, por mim, para vocês. E é claro que o vencedor não precisa pagar pelo frete!

No mais, estou aos poucos colocando em dia os comentários e e-mails do blog, então não fiquem aflitos que todos serão respondidos. :)
Além disso, gostaria de informar, especialmente aos leitores de Brasília, que a edição 2014/2015 da Veja Comer & Beber Brasília está nas bancas e eu fui uma das juradas dos estabelecimentos de Comidinhas da capital. Se quiserem conferir meus votos e os vencedores, além de muito lugar legal pra conhecer pela cidade, corre pra pegar a sua!

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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