quarta, 01 de julho de 2015

Petit gateau fabuloso e um pouco sobre a arte de sorrir

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Sorrir sempre, diariamente, exercitar esses músculos na nossa cara, além da simples mastigação para se alimentar. Comer é importante, morremos sem isso, mas sorrir, ultimamente, tem sido igualmente essencial na minha vida. E no mundo.
Sorrir diante de um bom dia cruzado no corredor, sorrir porque alguém pensou em ser educado com você, mesmo que não te conheça. Tomou aquela pessoa um esforço de lembrar de dizer bom dia, de olhar para você, de sorrir. Não custa nada sorrir de volta – e dizer bom dia também.
Sorrir diante de uma ação que reestabelece nossa fé na humanidade. Sorrir quando você vê alguém ajudando um cadeirante, ou quando vê alguém dando o lugar na fila para um idoso. Sorrir quando vai numa feira de adoção de animais e vê um monte de gente com bichinhos no colo, indo embora. Sorrir para torcer que sejam conscientes e cuidem daquela pequena vida.

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Sorrir diante das adversidades. Sorrir quando são grosseiros com você, te tratam com inferioridade ou com desrespeito. Especialmente nessa hora. Sorrir quando acham que podem te denegrir dessa forma, quando pensam que são melhores que você, ou que todo mundo. Sorrir porque, para o agressor, esse é o pior remédio – porque diabos ela está sorrindo? Não estou falando nada de bom, só pode ser provocação. De certa forma é, e só se afeta quem é pequeno de coração, e não encontra motivos para sorrir. Encontre os seus, você tem vários.
Sorrir diante dos problemas. Eles são passageiros, temporários, em sua grande maioria. E os que não são, de que adianta ficar amuado por causa dele? Ele não vai embora, então aprenda a conviver com ele. Sorria para o problema e ele vai sorrir de volta pra você. Quem sabe até diga “olha, com esses dentes tão brancos, acho até que você merece uma solução”.

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Sorrir diariamente, sempre. Mostrar que você é feliz. Porque não? Você é mesmo, e se não é, lute para ser. Só depende de você e de como você escolhe ver o mundo. A felicidade incomoda, mas as maldades e negatividades incomodam muito mais. Incomode de volta com seu sorriso. ;)

Petit gateau fabuloso
Rende: 6 petit gateaus em fôrmas de 8cm de diâmetro na boca maior
Receita do livro Chocolate Basics – My Cooking Class.

200g de chocolate amargo (eu usei 80% Callebaut)
1/3 de xícara (75g) de manteiga
4 ovos
1/3 de xícara (75g) de açúcar
1/3 de xícara + 1 colher de sopa (90g) de farinha

1 – Ligue seu forno em 220˚C. Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria ou no microondas, até que esteja tudo bem uniforme. Reserve para esfriar um pouco.
2 – Bata os ovos e o açúcar por uns três minutos, até obter uma mistura mais clara e cheia de bolhinhas.
3 – Adicione o chocolate aos ovos, batendo sem parar, para não cozinhar os ovos. Por último, adicione a farinha peneirada e misture com uma espátula até incorporar tudo.
4 – Unte com manteiga e cacau as forminhas para o petit gateau. Preencha 3/4 de cada forminha (deixe um espaço sempre, porque mesmo sem fermento, a receita contém ovos e eles fazem a massa crescer) e leve para assar por apenas 7 minutos, nem mais nem menos. Assim, o centro fica cremoso como deve ficar. Desenforme em pratos e sirva imediatamente, com ou sem uma bola de sorvete. Na foto, eu peneirei açúcar gelado por cima.

Esse petit gateau é pra sair sorrindo por aí com cara de bobão. E nunca mais pagar caro por isso em restaurantes.

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Dicas:
– Com o chocolate 80%, o recheio fica bem consistente. Se quiser um recheio que escorra mais, use um chocolate 60%, mas evite o ao leite, pois vai ficar muito doce.
– Se não tiver as forminhas de petit gateau, pode usar ramekins (desses de creme brulee) ou até mesmo a fôrma de cupcake, mas para desenformar um por um pode ser um pouco complicado.
– Esse tempo de forno conta para as minhas forminhas de metal, que como da pra ver pela foto são meio cones, com 8cm de diâmetro na boca e uns 9cm de altura. Alterando o formato, diâmetro ou altura das forminhas, ajuste o tempo de cozimento de acordo para manter o centro cremoso. O ideal é fazer um só como teste nas suas forminhas antes de assar todos para os convidados.
– Petit gateau caseiro com sorvete de baunilha caseiro: matou a charada da felicidade simples.

Quais são os seus motivos pra sorrir?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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