sexta, 05 de agosto de 2016

Pão 100% integral

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Tem um tempo que uma das coisas que eu queria tratar no blog era sobre como a tecnologia avança e, aparentemente, evita o contato humano cada vez mais. Acho que agora, com Pokemon Go na área, é o melhor momento pra falar disso, né? Mas não se enganem, eu sou fã de Pokemon. Estive na febre dos anos 90 e estou agora novamente (evoluindo meus bichinhos um pouco a cada dia).
Pra mim, tecnologia é inevitável. Ela vai avançar e não adianta tentar fugir dela. Mas enquanto ela domina nosso dia a dia, é importante buscar sempre uma maneira de se conectar com as pessoas fora dela. Sabem, o toque da mão com a mão, um abraço apertado, uma conversa frente a frente. Se quiser, marque esse momento pela tecnologia – whatsapp, facebook, instagram, twitter, tinder – mas não deixe que o único contato com outras pessoas seja por meio de letrinhas numa tela.

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Um amigo meu uma vez disse que adoraria que a tecnologia avançasse o suficiente para que ele não precisasse nem mais sair de cada para comprar comida. Ela seria entregue adequada e perfeitamente para ele, sei lá, via uma geladeira inteligente que sabe quando acabaram os ovos e ela mesma manda comprar.
Eu acho a ideia fantástica, mas argumentei com ele que ainda prefiro a graça de sair de casa e ir à feira. Sentir o calor do sol (e que sol!) de Brasília, o cheiro de fruta da Ceasa, ouvir aquele barulhão, aquele fuzuê. Mas principalmente: ver o sorriso do produtor da fazenda, dar bom dia pra senhora dos tomates, trocar aquele papo gratuito na fila pra pagar com algum cliente sobre o preço exorbitante da laranja.

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Porque, por mais que a tecnologia avance e seja ótimo em vários aspectos, é esse contato que nos faz humanos. Talvez o motivo que estejamos cada vez mais centrados na telinha do Pokemon Go seja exatamente o costume de tratar com pessoas apenas via tecnologia. Acostumamos e, agora, conversar gratuitamente com qualquer um tornou-se uma “chatice” ou “não tenho tempo pra isso”.
Devíamos usar a tecnologia como uma ponte, e não como um refúgio. Tem pessoas autistas ou apenas tímidas que estão saindo de casa por causa desse jogo. E porque não, a partir daí, criar uma ponte? Um contato?

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Quando lançaram Pokemon Go, eu estava no shopping para assistir Procurando Dory. Saindo do filme, o local já havia fechado, mas ainda tinham jovens com seus celulares perambulando atrás de pokemons, na wi-fi grátis do shopping. “Que estupidez”? Bom, eu vi sorrisos, brincadeiras entre eles, conversas, olhos brilhando quando alguém identificava outros com a mesma atividade. Eu vi pessoas que não se conheciam interagindo porque chegaram num mesmo ponto x onde havia um Pidgey. “Você viu? Acabei de pegar. É só fazer assim, assado…”.
Eu, com 27 anos, nem velha sou, mas estou ultrapassada da juventude atual. Olho pra mocinhos e mocinhas de 16 anos caçando pokemons e me bate um calor no coração, um pontinho de alegria, ao lembrar que, 12, 13 anos atrás, era eu. Com meu gameboy, na escola, interagindo com pessoas para organizar batalhas pokemon. Eu não era descolada, nem tinha muitos amigos. Mas os que tive graças àquela tecnologia do momento foram ótimos e fizeram meus dias mais felizes. Aquele jogo, aquela nova tecnologia de andar por aí com o olho grudado numa telinha com botões (bem familiar, né), fez algo por mim.
Porque não podemos fazer a tecnologia tornar nossos dias mais felizes, e mais humanos? :)

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Depois de muitos pedidos de vocês quando postei no Links Legais que eu estava usando essa receita, agora traduzida e com muitos detalhes para ajudar vocês! Esse pão é mais fácil de ser feito se você tiver uma batedeira fixa, porque vai te poupar trabalho de braço na sova. Mas se não tiver, tudo bem. Nada que um pouco de exercício não resolva.

Pão 100% integral
Receita da Vegan Richa, com adaptações.
Rende: um pão de fôrma, de 22cm de comprimento

Para a esponja
1 xícara de farinha integral
1 xícara de água morna (41˚C a 46˚C)
2 1/2 colheres de sopa de mel, melaço ou açúcar comum
1 colher de sopa de fermento biológico seco

Para o pão inteiro
2 xícaras de farinha integral
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de óleo de coco líquido, ou de girassol, ou azeite
1 colher de chá de suco de limão, ou 1/2 colher de chá de vinagre branco (opcional)
2 colheres de sopa de água

1 – Em uma tigela (se usar batedeira, na tigela da batedeira mesmo), misture os ingredientes da cultura inicial esponjosa com um fouet. Mexa vigorosamente por uns segundos, até acabar com os grumos de farinha e o movimento do fouet formar traços na massa quando você mistura. Reserve a tigela, coberta com um pano de prato, em algum lugar quentinho, tipo seu forno fechado. Se tiver a função de crescer massa nele, melhor ainda. Se não, você pode ligar ele no mínimo enquanto mistura os ingredientes e desligar quando colocar a tigela lá dentro. Deixe por 50 minutos. A massa vai crescer e borbulhar.
2 – Depois dos 50 minutos, acrescente todos os outros ingredientes de uma vez. Se usar a batedeira, coloque o batedor de gancho e ligue na velocidade 2. Depois que a massa se formar, diminua a velocidade para o mínimo, ou o de misturar da KitchenAid, senão aquela bola de massa vai quebrar sua bancada, hahaha. Se estiver fazendo à mão, misture com uma espátula e quando começar a formar a massa, despeje na bancada com um pouquinho de farinha e comece a sovar. Sove ou deixe bater na batedeira por 5 minutos.
3 – Depois, deixe a massa descansar como está por 5 minutos.
4 – Volte a bater na batedeira ou a sovar por mais 5 a 8 minutos, para desenvolver bem o glúten.
5 – Cubra a fôrma de assar com papel manteiga e formate a massa em um rolo para caber dentro da fôrma. Eu faço isso abrindo a massa em um retângulo, depois dobro como se estivesse fechando uma janela, então rolo a massa até ficar no formato aproximado da fôrma. Se alguma imperfeição ficar, posicione ela para baixo na fôrma.
6 – Passe um pouco de azeite delicadamente com um pincel ou com as mãos e deixe o pão crescer novamente em um lugar quentinho, coberto com um pano de prato, por 1 hora.
7 – Pré-aqueça o forno em 180˚C (se o pão estiver lá dentro, tire antes, né!). Passe mais um pouco de azeite no topo e leve para assar por 40 minutos. Quando estiver pronto, o pão deve fazer um barulho oco quando você bater na casca. Espere esfriar um pouco para retirar da fôrma e desgrudar o papel manteiga. Se tudo deu certo, o papel vai soltar com facilidade.

Semanalmente, estou fazendo esse pão em casa. Parecem vários e complicados passos, mas depois que você pega a prática, é bem simples e dá pra fazer em 3 horas em casa. O que mais leva tempo, mesmo, é esperar crescer (a esponja e o pão), mas num geral é uma das receitas de pão mais simples que conheço. E 100% integral!

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Dicas:
– Eu sempre coloco algum tempero nesse pão. Geralmente, porque minha dieta manda, eu coloco uma colher de chá de açafrão-da-terra em pó. Já fiz um uma colher de sopa de orégano e uma colher de sopa de semente de linhaça. Apenas seja criativo! O pão aceita praticamente tudo como tempero, já que não interfere na consistência da massa. O que pode acontecer é ele crescer menos ou mais dependendo do que você colocar já que pode deixar a massa menos ou mais ácida, influenciando na cultura do fermento. O pão das minhas fotos tinha açafrão. Se quiser acrescentar temperos, faça durante o passo 2.
– A temperatura exata é a indicada na receita. O ideal é usar um termômetro, sempre, mas como nem todo mundo tem, a indicação é esquentar um pouco de água bem rapidinho. O ponto é uma água morna, que dá pra manter o dedo dentro. Melhor errar pra menos, ou você pode matar o fermento. Se depois do tempo de crescimento da esponja, ela não aumentar na tigela, é porque o fermento ou estava vencido ou morreu.

Pra que serve a tecnologia pra você? (e quem aí está na febre Pokemon Go? Quantos já pegou? Vamos interagir!)

sábado, 20 de dezembro de 2014

Pãezinhos amanteigados com alho

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Como ainda estou em processo de mudança e arrumação (exceto a cozinha, que foi a primeira a ficar pronta, claro), não tem decoração de Natal aqui no apartamento. Até porque não tenho dinheiro pra comprar itens natalinos. Pindaíba total.
Mas então, ontem, enquanto estava de molho pós-pequena cirurgia pra tirar um lipoma que eu tinha no pescoço, recebi este pequeno presente do Freddie. De acordo com o Sr. Namorado, foi ele quem comprou e digitou a senha do cartão com as patinhas.

natal_cupcakeando_pinheiro
Esse mini pinheiro é a minha decoração do Natal de 2014, o primeiro morando sozinha. Claro, mas é óbvio, que passarei a ceia na casa dos meus pais, onde sempre tem fartura graças a culinária de Dona Maria, senhora cozinheira de mão cheia que minha mãe sempre pede para preparar o jantar inteiro.
Estou pensando em levar alguma coisa para a ceia, preferencialmente uma sobremesa, claro, porque não vou competir com Dona Maria e Dona Mamãe. Estou na dúvida entre uma torta de chocolate ou uma verrine gigante de creme de baunilha e morangos, inspirado em um doce de uma confeitaria famosa aqui de Brasília. Só que mais gostosa, porque tem amor na receita.

pães_amanteigados_alho
Eu levaria esses pãezinhos, mas é fartura demais pra levar mais salgado. Mas recomendo a vocês que façam na ceia das suas famílias! É diferente, mais numa vibe americana de Natal, e é muito delicioso! Comi três de uma vez quando fiz, assim que saiu do forno. Aliás, é uma ótima dica: deixar eles prontinhos, já crescidos lá do passo 8 da receita, e só assar na hora de servir, já que leva meros 10 minutinhos.

Pãezinhos amanteigados com alho
Rende: 10 pães em uma fôrma de 25cm de diâmetro

1 xícara (250ml) de leite morno (a 35˚C)
3 colheres de sopa (35g) de açúcar
1 colher de sopa de fermento biológico seco
2 colheres de sopa (28g) de manteiga derretida
1 ovo
3 xícaras (330g) de farinha
1/2 colher de chá de sal
mais farinha se precisar
3 colheres de sopa (42g) de manteiga
2 dentes de alho ou 1/2 colher de chá de cremalho

1 – Eu fiz na KitchenAid com o batedor de massas pesadas (o gancho), mas você pode perfeitamente fazer na mão em uma tigela. Vou ensinar os dois jeitos: misture na tigela da batedeira ou em uma tigela grande o leite e o açúcar, até dissolver o último.
2 – Acrescente o fermento e misture de leve com uma colher. Deixe agir por uns cinco minutos, até que comece a borbulhar. Se não borbulhar, o leite estava muito quente e você “matou” o fermento, coitado. É preciso começar de novo.
3 – Adicione a manteiga derretida e o ovo. Em seguida, adicione uma xícara de farinha e o sal. Comece a bater na velocidade mínima ou a misturar com um garfo.
4 – Vá colocando mais farinha até chegar às 3 xícaras. Nesse ponto, a massa deverá estar se desprendendo das laterais da tigela na batedeira e subindo pelo gancho. Na mão, ela deverá estar praticamente se desprendendo dos seus dedos. Se não chegar nesses pontos, vá acrescentando mais farinha aos poucos, de uma em uma colher de sopa. Isso varia porque depende da farinha que você usou, do tamanho do ovo, da umidade na sua cidade, etc.
5 – Deixe bater na tigela por 5 minutos, em velocidade baixa. Na mão, você precisa sovar a massa até que ela fique bem lisa e elástica, por uns 10 minutos mais ou menos. Vá adicionando mais farinha para não grudar na bancada.
6 – Unte com óleo uma tigela e transfira a massa para ela. Deixe em um local quentinho para crescer, tipo dentro do seu forno, por uns 50 minutos.
7 – Unte e enfarinhe a fôrma onde você vai assá-los. A massa deverá ter duplicado de tamanho. Dê um tapa/soco para desinchá-la e comece a formatar as bolinhas na fôrma. Depois leve para crescer novamente por mais 20 minutos.
8 – Enquanto isso, derreta a manteiga no microondas ou no fogão com o alho. Pincele a mistura sobre os pãezinhos depois de crescidos.
9 – Aqueça o seu forno à 200˚C. Quando estiver bem quente, asse os pães por 10 minutos, ou até que estejam bem moreninhos por cima. Abra o forno na metade do tempo para pincelar mais manteiga com alho por cima. Eu abri umas três vezes porque alho é vida.

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Sirva recém-saído do forno, ou quentinho, com mais manteiga ainda! A apresentação fica uma graça e é ideal para a mesa de Natal, como entrada durante a ceia, não acham? Parece um panetone, até!
Se você gostar mesmo de alho, mas mesmo mesmo, como eu, vale ainda salpicar alho crocante em cima dos pãezinhos enquanto assam.

Como ficou a decoração de Natal de vocês esse ano? Capricharam?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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