segunda, 14 de janeiro de 2013

Pad Thai

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Em nome das boas vibrações deste ano que começa, resolvi colocar no blog uma receita bem diferente. Quem aí conhece o pad thai?
Tive meu primeiro contato com ele num supermercado. Eu adoro a seção de macarrões instantâneos, gosto de ver a diversidade de maluquices. Rodando essas prateleiras, parei nesse potinho escrito “pad thai”. O que me deixou mais afim de provar foi ver que tinham 3 saquinhos de temperos diferentes.
É claro que foi uma das piores coisas que eu comi na vida. Triste, pesquisei na internet sobre esse prato, indo direto nos resultados de imagens do Google. Fiquei fascinada, porque eram todos muito lindos para mim, que amo massas. Fui atrás da história do prato e descobri que pad thai nada mais é do que comida de rua na Tailândia. É quase como o cachorro quente de Nova Iorque, o bauru de São Paulo. Qualquer esquina, você encontra uma barraquinha com pad thai. Aí foi o suficiente para o Sr. Namorado me encher o saco.
“Você está maluca. Esse negócio na Tailândia deve ter carne de cachorro e inseto morto dentro. Aquelas barraquinhas sem higiene? O primeiro dia na Tailândia, se você comer isso aí, vai ser no hospital!” e mais um monte de coisa. Mas, quando eu boto alguma coisa na cabeça, nada me tira, então fiquei determinada a fazer um autêntico pad thai em casa. Todos os dias eu enchia o saco do Sr. Namorado sobre isso, até que ele finalmente cedeu e apareceu na minha casa com todos os ingredientes necessários. Eu vibrei.

pad_thai
Nossa primeira tentativa foi um pequeno fracasso. O Sr. Namorado comprou o macarrão errado e nosso pad thai acabou grudento e difícil de comer, apesar de gostoso. Na segunda tentativa, tínhamos o macarrão certo, mas nem todos os ingredientes que o tradicional pede. Mesmo assim, foi uma delícia. Adoramos. Sr. Namorado mordeu a língua. Agora somos dois viciados que esqueceram completamente que yakissoba existe. Porque pad thai is the new yakissoba.
Alerta aos navegantes: é um sabor diferente. Você sente doce, salgado e azedo na boca, depois o crocante dos amendoins e do broto de feijão, e é muito gostoso, mas talvez não seja para qualquer paladar. Para ter uma ideia do sabor, é só saber que grande parte do molho é da polpa de tamarindo. Infelizmente, não tem como substituir, senão não é pad thai.

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Esse prato é feito em porções, porque você precisa mexer rapidamente as coisas na panela, portanto não dá pra fazer uma panela grande para muitos. Para todos os ingredientes citados – menos os do molho –, separe em 5 partes e siga os passos!

Pad Thai
Receita baseada nos ensinamentos da Chez Pim.
Rende: 5 porções

Molho
1/2 xícara de polpa de tamarindo
1/2 xícara de molho shoyu
1/3 de xícara de açúcar (cristal ou mascavo)
1 colher de chá de pimenta em pó (menos ou mais, dependendo do seu gosto)

500g de macarrão de arroz seco
5 colheres de sopa de óleo vegetal
5 dentes de alho, cortados finamente
280g de peito de frango, cortado em cubos
5 ovos
3 xícaras de broto de feijão
2 xícaras de cebolinha nirá, parte verde, cortadas em pedaços de 5 cm
10 colheres de sopa de amendoim picado

1 – Começamos preparando o molho: em uma panela pequena, junte todos os 3 primeiros ingredientes da receita. Acenda o fogo no médio e, com uma colher, mexa até dissolver tudo. Agora, coloque a pimenta em pó. Pode ser branca ou preta, ou até mesmo páprica. Se você gosta de pratos apimentados, pode colocar mais do que o indicado e ir provando até chegar onde você gosta. Eu não sou muito fã, então coloquei só a colher de chá, para dar uma profundidade ao molho. Espere que comece a ferver e, então, desligue e retire a panela. Reserve.
2 – Se você comprou o macarrão certo, provavelmente deverá deixá-lo de molho por alguns minutos, de acordo com o indicado na embalagem. Faça isso e, depois, prepare os outros ingredientes: corte o frango, a cebolinha e o alho, lave o broto de feijão e pique o amendoim. Muito cuidado para não deixar o macarrão ficar muito mole, ou ele vai se desfazer na panela! Agora, vamos começar as porções de pad thai. Saiba que o processo todo é muito rápido já que tudo estará muito quente.
3 – Em uma wok, ou numa frigideira de fundo grande e paredes altas, comece com 1 colher de sopa do óleo. Ligue o fogo no máximo. Refogue 1 dente de alho por 1 minuto, e depois acrescente 1/5 do frango em cubinhos. Mexa por uns 2 ou 3 minutos, até que o frango esteja meio cozido.
4 – Acrescente 1/5 do macarrão que ficou de molho, que corresponde a aproximadamente 2 xícaras de massa, e junto coloque 1/4 de xícara do molho. Misture vigorosamente, para soltar o macarrão. Se achar que o macarrão ainda está duro e o molho secou, coloque algumas colheres de sopa de água a mais.
5 – Quando o macarrão estiver pronto, empurre-o para um lado da wok e quebre 1 ovo no espaço aberto. Espere uns 20 segundos e, então, mexa pra valer! Misture tudo!
6 – Adicione 1/5 do broto de feijão e continue mexendo, até que ele se incorpore no molho. Nunca pare de mexer, ou as coisas vão queimar na panela!
7 – Por fim, adicione 1/5 da cebolinha nirá, misture bem e retire fogo. A ideia é colocar essa porção em um prato ou tigela e, na mesma panela – sem limpar nada! –, preparar as outras. Salpique o amendoim picado por cima e sirva enquanto ainda está quente!

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Então, é só comer com hashis, como se fosse um yakissoba, ou com garfo e faca mesmo. Quem se importa? É o sabor que eu quero.

Dicas:
– Polpa de tamarindo vende em mercadinhos especializados, em potes de vidro. Você pode fazer a sua polpa em casa, com tamarindos: deixe-os de molho na madrugada e, no dia seguinte, ferva até que a polpa fique mole. Depois passe por uma peneira, apertando bem para retirar o máximo possível.
– O pad thai mais original é feito com camarão, mas o Sr. Namorado é alérgico, portanto fizemos a segunda versão mais famosa: com frango. Se quiser fazer com camarão, tenha pelo menos 6 ou 7 camarões médios para cada porção.
– Normalmente, o prato tem tofu. Eu detesto, então fiz sem, mas, se você quiser, pode colocar junto com o frango, até que fique com uma leve casquinha.
– Você pode guardar na geladeira o que sobrar de molho por até duas semanas. Acho até mais fácil e rápido dessa forma.
– Se você não achar macarrão de arroz, não tem o menor problema. Fiz uma vez com talharim de ovos e achei uma delícia.

Você conhecia pad thai? Já experimentou? O que achou?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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