terça, 29 de dezembro de 2015

Fettuccine cremoso com cogumelos e abobrinhas para o Réveillon

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Metas para 2016, quais são?
Bem, as minhas são: manter a rotina de exercícios, começar um curso de francês/espanhol (ainda não me decidi), ficar pelo menos um dia por semana sem comer carne e ler bastante. Vou falar de cada meta em outros posts, mas o foco antes de fechar 2015 é terminar a lista de livros para 2016, como falei no post anterior! Vamos ver até onde cheguei?

Janeiro – Pirâmides, do Terry Pratchett (porque já comecei há dois meses, então é melhor terminar)
Fevereiro – A Menina que Brincava com Fogo, do Stieg Larsson
Março – Queen, do Phil Sutcliffe
Abril – Battle Angel Alita, ou Gunnm (mangá que meu amigo me emprestou e está na gaveta tem meses, mas agora vai!)
Maio – O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini
Junho – Ponte de Outono, de Takashi Matsuoka
Julho – Caçando Carneiros, de Haruki Murakami
Agosto – Garota Exemplar, de Gillian Flynn
Setembro – Chegadas e Partidas, de Annie Proulx
Outubro – O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro
Novembro – Por Lugares Incríveis, de Jennifer Niven
Dezembro –

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Me falta um mês para completar a lista. Coloquei indicações de vocês e livros que o Goodreads me sugeriu. Me ajudem? Digam outros para eu colocar aí, coisas bacanas pra ler, coisas diferentes, novas e velhas! Topo tudo, basta ser interessante, divertido, bem escrito, engraçado ou até sério, desde que conte uma boa história. Quem sabe troco um ou outro da lista!

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E para a ceia de ano novo? Bem, uma das metas do Sr. Namorado para 2016 é ser ainda mais fitness, para atingir sei-lá-qual-número-com-menos-de-dois-dígitos de gordura. Besteira, digo eu.
Um dia quando fui cozinhar o almoço do fim de semana, ele encarecidamente me pediu: “amor, por favor, me ajuda na dieta e faz alguma coisa saudável, ta?”. Eu disse ta bom, lindinho. Pode confiar em mim. Aí fiz esse fettuccine com manteiga, creme de leite, queijo por cima e… abobrinha e cogumelos. Aposto que vocês concordam comigo que isto é extremamente saudável, né? Abobrinha e cogumelos são saudáveis. Então pronto!

Fettuccine cremoso com cogumelos e abobrinhas
Rende: 4 porções
Receita da Erren’s Kitchen, com adaptações.

500g de fettuccine para ferver
20g de manteiga (tipo uma colher de sopa generosa já está bom)
3 dentes de alho, picados
1/2 cebola grande ou 1 pequena, picada
250g de cogumelos paris, limpos e fatiados com .5 centímetro
1 abobrinha
1/2 xícara (125ml) de creme de leite fresco
2 colheres de sopa de salsinha picada (mais ou menos que isso, a seu gosto)
sal e pimenta a gosto

1 – Corte a abobrinha a meio, depois corte novamente ao meio no sentido longitudinal. Em seguida, fatie na mesma espessura dos cogumelos. Coloque todos os pedaços em uma peneira e tempere de leve com sal, misturando. Deixe apoiado na pia da cozinha ou em cima de uma tigela por 10 minutos (pode ir picando e fatiando os outros ingredientes enquanto isso). Esse detalhe ajuda a tirar o amargo da abobrinha – é aquela água que vai pingar embaixo da peneira.
2 – Cozinhe o fettuccine em bastante água fervendo com um pouco de sal. Confira no pacote o tempo de cozimento indicado: se for 10 minutos, cozinhe por 8 ou 9, por exemplo. Deixe um pouco a baixo do tempo porque ele ainda vai se misturar ao molho e cozinhar um pouco nele. Quando escorrer o macarrão, guarde um pouco da água do cozimento em um copo.
3 – Enquanto o fettuccine cozinha, derreta a manteiga em uma panela grande onde possa caber todo o molho e o macarrão depois. Adicione junto a cebola e os cogumelos e refogue por uns 4 minutos.
4 – Adicione então a abobrinha e o alho e continue refogando até a abobrinha amolecer e o alho ficar bem cheiroso.
5 – Acrescente o creme de leite fresco e a salsinha (eu coloco uma colher de sopa primeiro e provo, se achar que precisa mais eu adiciono o resto). Misture bem. Prove e tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe ferver no fogo baixo por 2 minutos.
6 – Jogue o fettuccine dentro da panela e misture tudo muito bem. Nessa hora, é bom usar o pegador de macarrão, é mais fácil do que com uma espátula ou garfo. Mexa sem parar até que tudo esteja bem aquecido e misturado. Se precisar, coloque um pouco da água do cozimento do macarrão pra ajudar.
7 – Sirva imediatamente com parmesão ralado por cima e mais salsinha fresca, se quiser.

Por aqui, vou repetir essa receitinha no Ano Novo, porque ficou muito muito boa. Faz parte da minha vibe de tentar coisas novas com comidas que eu antes nunca comia por frescura: cogumelos e abobrinha.

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Acho que vejo vocês de novo em 2016! Um excelente Réveillon para cada um, um beijo no coração de vocês! Torçam por mais coisas gostosas aqui no blog, estou planejando muita coisa deliciosa, espero que tudo dê certo!

E quais são as metas de 2016 de vocês? :)

quarta, 02 de abril de 2014

Mac’n’cheese clássico

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Vou contar pra vocês o mais recente drama da minha vida.
Entre minhas grandes paixões que incluem cozinhar, tirar fotos, comer um bom risoto e fazer carinho atrás da orelha do Freddie, está viajar. Eu amo viajar. Trabalho arduamente para juntar dinheiro e poder viajar confortavelmente pra qualquer destino que eu tenha vontade. E pra mim não adianta viajar dentro do Brasil: gosto de culturas diferentes, sociedades com formações distintas e com costumes exóticos.
O ano passado foi excelente para mim, mas eu estava um pouco pra baixo pensando que fazia tempo que não ia pra um lugar novo, completamente desconhecido. Aí resolvi fazer o que sempre tive vontade: abrir o mapa mundi, fechar o olho e apontar. Prometi pra mim mesma que seguiria o que quer que saísse ali, dependendo das minhas condições financeiras.
Dito e feito: meu dedo apontou pra Polônia.

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Bem, pra ser 100% honesta, primeiro apontou pro Laos, que fica na Indochina. A passagem para lá girava em torno de 5 mil reais. Fechei o olho de novo, pedi desculpas pela furada na promessa e apontei novamente. Aí deu Polônia.
Pesquisei passagens e não era nada absurdo. Fui atrás de informações sobre hospedagem e outros gastos (alimentação e transporte) e fui ficando ainda mais animada. É um país incrivelmente barato, tipo, você se mata de comer no almoço por 5 euros, o que da mais ou menos uns 20 reais. Então, fui atrás do que eu poderia visitar por lá, e comecei a encontrar coisas maravilhosas, muito além dos campos de concentração que viraram museus e das cidades reconstruídas.
Achei Zakopane, Morskie Oko, o rio Dunajec, as praças centrais de Varsóvia e Cracóvia, as cidadezinhas como Sandomierz e o castelo que é coisa de cinema, o Niedzica. Meus tipos de programas de turista alternativo. Praticamente toda a população fala inglês ou pelo menos se esforça pra ajudar os turistas, já que polonês não é bem uma língua comum. Apaixonei pelo país!
Comprei as passagens, reservei as hospedagens (pelo excelente Airbnb, que recomendo) e comecei a preparar os passeios no meu meticuloso roteiro de viagem.

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Mas, como eu disse no começo, essa é a história de um drama, porque eu tenho uma sorte incrível. Afinal, quatro meses atrás quando eu paguei absolutamente tudo dessa viagem, não havia nada demais rolando por aquelas bandas. E em apenas quatro meses, a Ucrânia, que faz fronteira com a Polônia, resolveu brigar com a Rússia, e vice-versa.
Mas é outro país, você me diria. Eu estaria bem mais tranquila se os EUA não resolvesse usar a Polônia como base para caças que ele enviou caso o probleminha na Crimeia saísse um pouco da linha. Sem contar que as proporções lá são bem diferentes. São territórios tão pequenos que da Varsóvia até Kiev, capital da Ucrânia, são apenas 9 horinhas de carro. É mais perto que Brasília-Belo Horizonte, minha gente.
É um pouco aterrorizante. Afinal, nós brasileiros somos agraciados com a completa falta de noção do que é uma guerra. Eu, na minha inocência, não vejo mal em ir, mesmo que a Ucrânia esteja na pura tensão, mas isso faz parte desse desconhecimento da proporção de uma guerra.
Não gostaria de cancelar a viagem, ou mesmo parar no meio do caminho (mesmo que o meio do caminho seja Paris), porque realmente acabei me empolgando muito com a Polônia. Até aprendi um pouco de polonês pra me virar por lá! Então, torçam por mim? :)

Mac’n’cheese clássico
Rende: 6 porções caprichadas
Receita por The Pioneer Woman Cooks, com adaptações.

4 xícaras de macarrão caracol mini
1 ovo
1 gema
4 colheres de sopa de manteiga
1/4 de xícara de farinha
2 1/2 xícaras de leite
2 colheres de chá de mostarda
450g de queijo cheddar para ralar (a leitora Marina não encontrou e usou o processado, e ficou bom igual!)
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta preta em pó
1/2 colher de chá de páprica
mais queijo para salpicar por cima
farinha de pão (panko) ou farinha de rosca

1 – Cozinhe o macarrão em água fervente com sal, mas o mantenha levemente duro. Ou seja, atente-se ao tempo de cozimento: se for de 8 minutos, deixe apenas 6, se for de 6 minutos, deixe apenas 4, e por aí vai. Escorra e reserve. Bata o ovo e a gema em uma tigela e reserve. Também rale o queijo cheddar e reserve.
2 – Em uma panela grande e funda, derreta a manteiga e peneire a farinha por cima. Com um fouet, misture em fogo baixo e cozinhe por cinco minutos, sem parar de mexer. Não deixe queimar. A mistura vai ficar bem grossa.
3 – Adicione o leite, a mostarda, a páprica, a pimenta e o sal. Aumente o fogo para a chama média e continue mexendo por uns 5 minutos, até a mistura engrossar.
4 – Retire 1/4 de xícara do molho e derrame em um fio sobre os ovos, mexendo rapidamente enquanto isso. Estamos temperando os ovos para que fiquem em uma temperatura próxima ao molho e não cozinhem automaticamente quando misturados. Dessa forma, acrescente essa pequena mistura dos ovos ao molho na panela e continue mexendo.
5 – Adicione o queijo cheddar ralado e misture até derretê-lo completamente. Prove o molho e ajuste o sal e a pimenta ao seu gosto.
6 – Derrame o macarrão cozido no molho e misture por 2 minutos, envolvendo todo o macarrão. Desligue o fogo!
7 – Unte com manteiga uma fôrma ou louça que possa ir ao forno e coloque o macarrão com o molho lá dentro. Salpique com mais queijo e com a farinha de rosca (ou de pão, que fica mais gostoso), e leve para grelhar no forno pré-aquecido em 180˚C por 20 minutos, ou até que o queijo no topo esteja dourado. Sirva logo em seguida!

Massa e queijo é igual a amor culinário. Adoro Mac’n’cheese pela simplicidade da receita e o tanto que fica delicioso. Sabe outra coisa que fica divino nesse macarrão? Ervilhas. Acrescente no final do preparo e delicie-se. Ai. Acho até que vou pra cozinha fazer ele de novo.

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Dicas:
– Macarrão caracol é igual ao da foto, apesar de não dar pra ver muito bem. É um penne encaracolado! Se você não encontrar, recomendo usar o parafuso ou o penne. Não é muito bom usar espaguete ou talharim para essa receita, porque o molho escorrega deles.
– Mac’n’cheese original usa queijo cheddar, mas você pode usar qualquer queijo que derreta facilmente. Recomendo gouda, brie ou parmesão.
– O queijo cheddar tem que ser comprado em bloco e ralado na hora. Queijo cheddar processado (aquele que já vem fatiado) não serve para a receita.
– Farinha de pão tipo panko vende em mercadinhos gourmets. Também costuma ser vendida em padarias, feitas do pão do dia anterior. Se não encontrar e quiser fazer em casa, basta moer um pão velho e duro.

O que acham da Polônia? Alguém tem alguma dica legal? :)

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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