quinta, 16 de abril de 2015

Cupcakes amarelos com gemas

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Sobre minhas duas últimas semanas e a falta de posts: estava experimentando uma morte lenta e dolorosa.
Brincadeira. Eu apenas gripei e depois tive uma infecção intestinal, uma depois da outra. Mas sabe como é, se você não fizer um draminha a mais, o Sr. Namorado não vem cuidar de você. O que aconteceu mesmo foi um monte de desventuras em série – aliás, já leram essa série de livros? Eu li até o sétimo e adorei! Curtos, simples, divertidos e instigantes. São levemente infantis, mas é bom pra gente relaxar.
Duas semanas atrás, eu peguei uma gripe com dor de garganta que me derrubou. Com anos de prática, já sabia que lá pela quarta-feira eu estaria implorando para morrer de uma vez, então providenciei logo uma ida ao hospital buscar um antibiótico. “Podemos dar uma injeção que resolve mais rápido”, ah, doutora, obrigada, mas não. Jamais. Agulha e Juliana não podem ser conjugados na mesma oração. Eles sequer existem no mesmo dicionário juntos.

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Então, a doutora – bem pouco simpática e que mal olhou para a minha cara – me receitou amoxicilina. O padrão para dores de garganta. Como era esperado, a melhora ocorreu, com um certo atraso na minha opinião já que só fez efeito mesmo no segundo dia. Mas o que importa é que não passei a Páscoa derrotada no sofá.
Mas passei a semana seguinte fadada ao troninho.
Não entendi bem o que houve, mas consultei um profissional gabaritado e com bastante experiência para saber qual era o meu problema: minha mãe. Afinal, toda mãe é amplamente graduada em VIVER. E Dona Mamãe me disse: “a amoxicilina desregulou seu intestino e você provavelmente comeu algo que não te fez bem. Você comeu maionese?”. Caraca, eu pensei, mãe é mesmo vidente. Eu tinha comido uma salada de maionese no dia anterior.

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Me automediquei com Floratil, mas é claro que fui num médico mesmo no começo dessa semana. Ele apenas confirmou o que mamãe já havia dito e pediu para que eu continuasse com o Floratil caso ainda estivesse mal – e evitasse folhas. HAHAHA, eu pensei feliz, finalmente uma situação na qual a alface não seria saudável. Abaixo o monopólio da alface!
Mas espero que entendam a falta de posts, devido a essa série de desventuras fisiológicas que resolveram me acometer nesses últimos dias. Fica aí de lição: antes de gastar dinheiro com um médico, consulte mamãe, se você ainda puder.
A receita de hoje é especial para todas as vezes que você fizer um merengue ou pudim de claras em casa, e se ver com um monte de gemas, sem saber o que fazer. Além das óbvias opções de quindim e gemada, você também pode fazer um bolo ou cupcake! Chamei de cupcakes amarelos por causa da quantidade de gemas, mas eles só ficaram bem amarelinhos mesmo se suas gemas forem beeeeeem amarelas. Procure ovos orgânicos!

Cupcakes amarelos com gemas
Rende: 16 cupcakes pequenos como os da foto, ou 12 cupcakes normais
Receita da Baking Bites, com adaptações.

1 3/4 xícaras (230g) de farinha
1 xícara (200g) de açúcar
1 colher de chá (4g) de fermento
1/2 colher de chá (2g) de bicarbonato de sódio
uma pitada de sal
115g de manteiga
5 gemas
1 xícara (230ml) de buttermilk
1 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Faça o buttermilk se você ainda não tiver feito.
2 – Em uma tigela, bata a manteiga e o açúcar até que fique pálido e fofo. Adicione as gemas e bata bem, garantindo que não tenha traços delas na massa. Acrescente o extrato de baunilha e bata novamente.
3 – Alterne a adição dos ingredientes secos e do leite, terminando com os secos e batendo somente até incorporar. Assim, a massa vai ficar bem fofinha!
4 – Divida a massa entre as forminhas e asse por 16 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo. Se fizer cupcakes maiores do que esses da foto, o tempo de cocção vai ser maior. O ideal é fazer um teste com um cupcake sozinho, preenchendo sempre até 2/3 da forminha de papel, e ver quanto tempo leva para depois colocar todos juntos.

Decore como desejar. Eu passei apenas um doce de leite sensacional que descobri aqui em Brasília, não sei se vende em outros lugares: D’Alice. Parece um La Salamandra argentino, só que menos concentrado, e com um toque de baunilha no fundo. Estou completamente viciada, comendo puro o tempo todo.

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Ou você pode passar o seu doce de leite caseiro por cima. Incrível!

Em quais outras áreas de atividade suas mamães são graduadas?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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