quinta, 26 de julho de 2012

Um digno hambúrguer caseiro

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Como uma boa viciada em cozinhar, eu adoro achar receitas faça você mesmo. Coisas que eu podia encontrar no supermercado, enlatadas e industrializadas, prontas para facilitar a nossa vida. No começo, era mais curiosidade: como elas eram feitas? Depois, passei a entender que era melhor fazer em casa do que comprar pronto.
Parte disso, devo ao Jamie Oliver. Foi muito tempo atrás, quando vi um vídeo dele na internet sobre como são feitos os nuggets que comemos nos fast foods. Eco! A verdade é essa: não fazemos a menor ideia do que as indústrias colocam nos produtos que comemos diariamente. Eu desconfio até dos legumes enlatados e, se eu pudesse, plantaria meus próprios tomates em casa.
Minha jornada pela comida de verdade teve outro passo a mais durante o Food Revolution Day, um evento internacional organizado pela fundação do Jamie, que aconteceu simultaneamente por várias cidades do mundo no dia 19 de maio. Basicamente, éramos voluntários e não ganhamos nada com isso além de momentos divertidos, várias receitas novas na cabeça, dicas de chefs e muita interação com a população brasiliense que compareceu ao Parque da Cidade. O vídeo abaixo foi feito pela produção do evento.


Foi um dia maravilhoso. Passei a ter mais esperança no futuro nutricional do nosso país ao ver muitas crianças andando por lá, observando atentamente as receitas dos chefs e aprendendo mais sobre frutas e legumes naturais.

Food Revolution Day Brasília!
Nessa onda, em um fim de semana em que desejei por um hambúrguer, resolvi fazer em casa. Qual a vantagem, você pergunta, de preparar na sua cozinha e não ir no fast food mais próximo? São vários argumentos e você pode escolher o seu: dá pra fazer do tamanho que você quiser, é mais barato, é mais gostoso, você sabe exatamente o que está ali dentro e você pode adicionar praticamente qualquer coisa.

Hambúrguer do Jamie
Receita original do Jamie Oliver, com adaptações.
Rende: pelo menos 6 hambúrgueres de 2 cm de altura

450g de carne moída, de boa qualidade: alcatra ou maminha
12 bolachas de cream cracker comum
3 colheres de sopa de salsa picada bem fina
2 colheres de chá de mostarda dijon
1 ovo grande
1/4 de xícara de queijo parmesão ralado
Sal e pimenta a gosto

1 – Triture as bolachas. Eu fiz isso com ajuda de um pano de prato limpo e alguma força. Se precisar, use um martelinho de carne com cuidado. Um multiprocessador também serve, mas não deixe ficar muito fino e virar farinha.
2 – Em uma vasilha grande, coloque as bolachas quebradas, a carne moída, a mostarda dijon, o queijo e a salsa. Misture com a melhor ferramenta da cozinha, suas mãos limpas!
3 – Quebre o ovo em cima e então tempere com o sal e a pimenta. Misture tudo com intensidade, até que a massa esteja uniforme.
4 – Separe os hambúrgueres em 6 bolas e então as amasse até que tenha mais ou menos 1,5cm de espessura. Se quiser congelá-los, guarde envolto em papel plástico no congelador.
5 – Coloque-os em uma vasilha rasa, untada com um pouco de azeite. Leve-os ao congelador por no máximo 15 minutos.

Cru!
6 – Para grelhar, o melhor é usar um grill (George Foreman ou uma daquelas máquinas de waffle, usando o lado liso), pois daí o hambúrguer fica ainda mais saudável sem o uso de óleo. Caso não tenha, use uma frigideira rasa antiaderente. Espere ficar bem quente para colocá-los – a dica é esperar sair fumaça – e então diminua para o fogo baixo. Cada hambúrguer leva mais ou menos 5 minutos de cada lado para ficar ao ponto, com o centro levemente avermelhado.

Pronto!
Como eu queria ser ainda mais saudável, ao invés de colocar no pão, comi com salada. Vergonhoso, não é? Mas estava gostoso, ainda mais com o molho caesar caseiro que fiz, ali do lado.

Dicas:
– Caso resolva congelar, retire da geladeira pelo menos 30 minutos antes de grelhar.
– Na falta de bolachas creamcrackers, um pão velho e triturado nas mesmas proporções dá conta do recado! Aquela farinha Panko também é boa.
– Exerça sua criatividade! Mude o queijo ou adicione outros temperos como tomilho, alecrim, erva doce e orégano. Fica muito gostoso!

O que você pensa sobre fazer tudo em casa? Acha melhor?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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Todas as fotos e textos nesse site são produzidos pela confeiteira Ju Morgado, a não ser que esteja especificado o contrário. Eles representam muito trabalho e esforço. Caso deseje utilizar alguma foto ou texto do site, por favor, entre em contato. Ficarei imensamente grata em ajudar, mas é importante dar os devidos créditos. :)

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