segunda, 12 de setembro de 2016

Madeleines de morango e a Festa do Morango do DF

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Mais um ano de Festa do Morango por aqui. Adoro, adoro, adoro, adoro. Não sei definir o tanto que eu amo o cheiro de feira. Aquela andança pra encontrar as melhores bandejas de morango. Experimentar várias geleias até achar aquela mais adequada ao seu paladar. É sobrenatural pra mim.
Nesse ano, a festa estava bem vazia em comparação ao que presenciei nem 2015. Não sei se foi a crise, ou se foi o horário que chegamos. Foi tranquilo comprar um almoço e ainda haviam várias barraquinhas com sobremesas gostosas e bandejinhas de morangos vermelhinhos e super maduros para escolher.

Montagem com duas fotos com licores da festa do morango.

Bandejas de morango

Potes de mudas de morango
O que me diverte na festa é que tudo, tudo vai ter morango. Afinal, né, gente, trata-se da FESTA DO MORANGO. Nada mais óbvio. Ou era pra mim, pelo menos, e eu fiquei genuinamente assustada quando, enquanto eu provava uma geleia, escutei uma senhora perguntando para a vendedora: “Mas o que você tem sem morango?”. A vendedora fez até uma cara de espanto, mas respondeu com educação que tudo ali tinha morango.
Quando a senhora saiu, eu não pude não brincar com a mulher: “Como ela quer achar algo sem morango na FESTA DO MORANGO?!”. Rimos juntas. Eu não levei a geleia dela. Era muito doce.

Morango crescendo

Mão de criança pegando um morango
Acompanhei o sobrinho do Sr. Namorado no evento e é a mãozinha dele que vocês podem ver nas fotos. Ele é uma fofura e se amarrou na minha câmera. Tirou várias fotos – obviamente todas sem foco, muito brancas ou muito escuras – e ficava todo orgulhoso quando conseguia mirar no tio ou na avó.
Em uma das barraquinhas, ele fez amizade com o Davi. “Olha, ele tem o mesmo nome que você!”, “é mesmo, Ju”. Ele bateu uma foto do amiguinho, desfocada e torta. Ficou super feliz. Rodamos mais um pouco. “Ju, eu quero ver o Davi de novo”, ele disse, e lá fomos atrás do amiguinho.
Foi um dia bom.

Madeleines de morango
Saí de lá com 12 bandejas de morango, dois brigadeiros com morango a mais e alguns kgs de irritação a menos. Sabem, os estresses do dia a dia, do trabalho, dos probleminhas. Quando você vai em um lugar tão deboas, com uma criança felizona por ver um moranguinho verde crescendo, come uma boa comida japa… não tem como não ficar bem mais alegre, mais motivado com a simplicidade dos dias.

Madeleines de morango

Madeleines de morango
Esse ano, além do já amado purê de morango que eu faço com aquelas frutinhas no pico da produtividade e sabor, planejo um cupcake que leve, claro, morango. Afinal, tenho que usar o tanto que comprei na festa. Passo o ano inteiro fugindo delas e das bandejinhas por 9 reais cada, que quando chego na feira e elas estão a 2,50 reais, quase tenho uma convulsão de tanta emoção.
Levei três caixas e fiz de tudo, e tudo vai aparecer aqui aos poucos. Aguardem.

Madeleines de morango
Rende: 60 madeleines de 4 cm cada
Receita por A Cupcake for a Love, com adaptações.

120g de manteiga
1 1/2 xícara (260g) de morangos
1 xícara – 2 colheres de sopa (125g) de farinha (ou seja, meça uma xícara e depois tire duas colheres de sopa)
3/4 xícara (150g) de açúcar
1 colher de chá de fermento
3 ovos
corante vermelho em gel (opcional)

1 – Derreta a manteiga em uma pequena panela, no fogo baixo. Reserve. Enquanto a manteiga esfria, limpe os morangos tirando os cabinhos de cada um.
2 – Processe os morangos no multiprocessador ou no liquidificador, até obter um purê. No fim, será um total de 1/2 xícara de purê, próximo de 230g.
3 – Bata os ovos e o açúcar até obter um creme mais consistente e bem pálido, cerca de 4 minutos. Adicione o purê de morango e bata para misturar tudo.
4 – Peneire a farinha e o fermento juntos. Adicione-os à mistura de ovos e bata somente até incorporar. Por último, adicione a manteiga derretida aos poucos, batendo sempre. Nesse ponto, pare e troque por uma espátula, se preferir, para não trabalhar muito o glúten da massa.
5 – Se for usar corante, adicione agora. Sem o corante, a massa fica num tom rosado que lembra um Danoninho mais claro. Se quiser as madeleines com uma cor mais viva de rosa/vermelho, use corante até o ponto que preferir. Eu coloquei só uma gotinha porque acho que o corante deixa a massa com gosto amargo.
6 – A massa vai descansar um pouco na geladeira. Da pra fazer no dia anterior e assar no dia seguinte, inclusive, isso costuma deixar a massa com mais textura característica de madeleine (segundo meu professor de confeitaria, porque eu mesma nunca provei madeleine original). Se já for assar agora, deixe-a descansar por pelo menos uns 20 minutos na geladeira. Enquanto isso, pré-aqueça seu forno em 180˚C.
7 – Unte a famosa fôrma de madeleines com manteiga e farinha e preencha as cavidades com 1 colher de sopa de massa, aproximadamente, se sua forminha for como a minha (madeleines de mais ou menos 4 cm). O certo é preencher até quase chegar nas bordinhas, pois elas vão crescer um pouco. Dê leves batidas com a fôrma na bancada para nivelar e leve para assar por 5 minutos, ou até que elas comecem a ficar levemente douradas. É difícil reconhecer por causa do vermelho, então você também pode checar tirando a madeleine mais no meio da fôrma e ver se ela está pronta. Se ela estiver, as outras certamente estão.

Madeleines de morango

Madeleines duram dois dias fora da geladeira, especialmente porque têm morangos frescos na massa. Dá pra tomar com cafezinho, mas tome cuidado pra não comer uma atrás da outra. São pequenas e deliciosas demais!

Sua cidade tem Festa do Morango? Você já foi? Como é?

quarta, 26 de agosto de 2015

Madeleines de limão

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Queria desabafar um pouquinho aqui sobre meu bloqueio pessoal com alguns atores de Hollywood. Esses atores que sempre fazem o mesmo papel, provavelmente porque a indústria os acham tão pouco competentes que acreditam que só dá pra inserir eles em um tipo de personagem. E assim você já sabe que qualquer filme com o estereótipo x tem uma chance de 95% de ter no elenco o Fulano de Tal.
Na minha visão, isso acontece com: Robert Downey Jr., George Clooney, Katherine Heigl e Keira Knightley. Com muitos outros também, mas esses me chamaram atenção nos últimos dias.
Robert Downey Jr. sempre muito provavelmente vai fazer o papel de um cara com morais levemente tortas, piadinhas rápidas e que, no fundo, tem um bom coração. George Clooney está sempre naquele papel de cara mais velho sedutor e sempre arrumam um momento no meio do filme para que ele possa dar um sorriso de canto de boca para seduzir a contraparte. Eu já não sei contar mais quantos filmes a Katherine Heigl fez nos quais ela é uma boboca apaixonadinha e nem quantos longas históricos, que se passam em séculos passados, que a Keira Knightley botou no currículo (sempre fazendo o papel da protagonista irritante que você passa a maior parte do tempo torcendo pra sumir da tela porque os conflitos são todos tão banais que dá vontade de sacudir a TV).

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Eu geralmente nem assisto filmes com esses atores, por puro preconceito, porque acho que vai ser sempre a mesma atuação que eu já vi. Não que seja uma atuação ruim, com exceção da Katherine Heigl, mas é que quando você já viu uma vez, você já viu todas.
Mas selecionando filmes novos para assistir no Popcorn Time, eu cliquei umas cinco vezes no cartaz do O Juiz, com o Robert Downey Jr. E toda vez me surpreendia porque tinha ele, então ia atrás de outro filme. Até que desisti e falei “vamos juntas vencer este preconceito, Juliana”.
O Juiz tem um roteiro bem pouco desenvolvido para os outros personagens e a direção não fez muita coisa. O que é uma pena porque tem a Vera Farmiga e o incrível camaleão Vincent D’Onofrio, muito mal aproveitados. Vale – e aqui eu mordo minha língua – pelas atuações do Downey Jr. e do Robert Duvall. Sim, o Downey começa o filme fazendo exatamente o mesmo papel de sempre. Mas ele evolui, mostra outras nuances (que não posso contar porque tem spoiler) e me prova que sabe atuar. E do lado do Duvall, ele não deixa a bola cair.
Estou aguardando o mesmo de vocês, Clooney, Heigl e Knightley, e de todos os outros que não saem da zona de conforto do personagem-padrão.

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Madeleines são aqueles docinhos que você quer comer vários, um seguido do outro. Assim, mesmo, não dá pra comer dois, ou três. É estatisticamente impossível. Tanto que não faço ideia de quantos renderam exatamente, porque comi vários da primeira fornada, e da segunda e da terceira. Paciência!

Madeleines de limão
Rende: mais de 30, não cheguei a contar enquanto eu comia vários

2 ovos
120g de açúcar
2 colheres de chá de raspas de limão
100g de farinha
3g de fermento
uma pitada de sal (dois dedos)
100g de manteiga, derretida

1 – Em uma tigela, bata os ovos e o açúcar com as raspas até obter uma espuma. Pode bater com a batedeira ou com um fouet, mas talvez com um fouet seu braço canse rapidinho.
2 – Adicione a farinha, previamente peneirada junto com o fermento e o sal. Faça isso aos poucos, batendo até incorporar apenas. Em seguida, acrescente a manteiga já levemente fria. Se estiver muito quente, ela pode cozinhar os ovos.
3 – Se quiser, guarde a massa na geladeira dentro de um saco ziploc durante a noite e asse-os pela manhã. Isso ajuda o sabor a ficar mais concentrado. Quando for assar, pré-aqueça o forno a 220˚C, unte a fôrma de madeleines com manteiga e farinha, preencha apenas 2/3 de cada buraquinho e asse por uns 8 minutos. Ou até ficar levemente dourado, vai depender muito do seu forno, então fique de olho!

Essa massa é uma coisa fantástica não apenas por ser a coisa mais simples de fazer numa cozinha, mas também por causa dessa possibilidade de guardar a massa na geladeira – algo que no fim das contas deixa ela MELHOR. Como pode? Hahaha.

madeleines_limao

Dicas:
– Se não tiver a fôrma de madeleines, você pode fazer em forminhas de mini cupcake, preenchendo bem pouco para mantê-los pequenos. Ajuste o tempo no forno desta forma. Eles devem sair levemente dourados, como na foto.
– Se você encontrar água de flores de laranjeiras, coloque 1 colher de sopa na massa. Fica ainda melhor, por incrível que pareça.

Já assistiu O Juiz? Gostou? E o que acha desses atores que citei?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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