segunda, 17 de abril de 2017

Cupcakes de doce de leite

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Às vezes, quando não tenho mais o que fazer, eu vou atrás do cardápio de alguns restaurantes que eu sonho em ir depois que assisti Chef’s Table. A ideia (maluca) é avaliar qual viagem dá pra encaixar um deles ou qual viagem teria que ser criada só pra chegar nele. Fico colocando na balança qual oferece a melhor experiência, ou qual deles eu sairia ainda com fome. Todos, de maneira unânime, eu sairia falida.
Mas faz parte. É uma experiência única que se paga para ter, para caminhar entre as nuvens (dos ricos) por algumas horas e provar ingredientes e texturas que sua boca jamais imaginou. Pelo menos é isso que eu busco.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Se você já viu Chef’s Table, sabe como é incrível ver a montagem daqueles pratos. Sim, eles parecem minúsculos, mas não é essa a ideia. Se for pra sair na fartura, melhor ir num self-service. A ideia ali é comer até o ponto exato necessário para seu paladar sentir coisas que você talvez nunca sentiu antes. Isso tudo me fascina e, por isso, pagar uns 200 dólares na refeição, uma vez na vida, não me parece tão absurdo.
Mas eu sou exigente, também. Me recuso a pagar 200 dólares numa marca – ou seja, quando não estou provando coisas inovadoras, e sim experimentando os testes de alguém de renome.
Claro que todos esses do Chef’s Table – e todos os chefs que acabam em listas de melhores do mundo ou com estrelas Michelin – passam a cobrar pela marca. Porém, já diferenças, honestas diferenças.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Meu favorito de todos os Chef’s Table por enquanto é Grant Achatz. Primeiro episódio da segunda temporada. Ainda não terminei a terceira.
Grant, depois de vencer um câncer na boca e perder parte do paladar e achar que ia morrer aos 30 anos de vida, consegue servir um prato em cima de um travesseiro de noz-moscada. Que chef. É esse tipo de momento que eu pago sem sofrer os 200 dólares pra reserva da mesa.
Grant te fala: não existem regras, você faz o que quiser. E, disso, dá pra tirar um monte de coisas pra sua vida. Pare de achar que não dá pra fazer algo porque existem regras. Que regras? Quem as fez? Não está na hora de desconstruir regras? Quais regras dá pra desconstruir? Eu assistindo Grant montando uma sobremesa em cima da mesa e pensando nisso tudo.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Aliás, era o restaurante do Grant mesmo que eu estava olhando agorinha. O Next, que deve ser tipo o modelo mais humildão do Alinea, ambos em Chicago. Coincidentemente, Chicago é a cidade favorita do Sr. Namorado e, logo, um lugar que quero muito ir.
Aí fico naquele medinho de primeiro mundo de, no dia que eu finalmente conseguir ter a grana pra viajar pra Chicago, esse restaurante ter sumido do mapa. Falência? Não, mas esses caras tops não ficam muito tempo repetindo a mesma coisa. Eles sempre buscam uma coisa nova.
Acho que vou ter que perseguir o Grant Achatz pelo mundo.

Cupcakes de doce de leite
Receita da Tatyana’s Everyday Food, com adaptações.
Rende: 14 cupcakes

Massa
85g de manteiga
3/4 xícara (155g) de açúcar
2 ovos
1/4 xícara (65ml) de leite
190g de doce de leite, bem consistente
1 xícara (140g) de farinha
2 colheres de chá de fermento
uma pitada de sal
1 colher de chá de extrato de baunilha

Cobertura de buttercream de merengue suíço
3 claras
1/2 xícara + 1 colher de sopa (110g) de açúcar
1/4 colher de chá de cremor tártaro (ou uma gotinha de suco de limão)
200g de manteiga
4 a 6 colheres de sopa de doce de leite, bem consistente

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme bem fofo. Adicione os ovos, um a um, batendo bem até incorporar e depois acrescente a baunilha. Bata novamente.
2 – Coloque o doce de leite em uma vasilha e leve ao microondas por 15 segundos, só pra dar uma leve amolecida nele. Não deixe ficar muito quente ou vai derreter a manteiga. Adicione ao creme na tigela e bata até incorporar tudo.
3 – Peneire a farinha, o sal e o fermento. Em seguida, alterne a adição dos secos e do leite, terminando com os secos e batendo somente até incorporar tudo.
4 – Divida a massa entre as forminhas (o que sobrar pra próxima fornada não tem problema deixar na bancada esperando) e leve para assar por 20 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.
5 – Fiz metade da receita de buttercream de merengue suíço. Como a original pede 5 claras, eu usei 3 aqui e deu certinho. Basta seguir todos os passos da receita original, usando as quantidades daqui. Quando estiver pronto, acrescente o doce de leite. Coloque primeiro as 4 colheres de sopa, depois adicione as outras se achar que precisa de mais sabor de doce de leite, mas lembrando sempre em checar a consistência da cobertura. Ela não pode ficar muito mole!
6 – Decore seus cupcakes como preferir. Eu usei um bico redondo comum, sem marca ou número, e fiz bolinhas conforme a foto, arrematando com outra bolinha por cima. Finalizei com uma bolinha no meio, e um confeito pra ficar ainda mais fofo.

Outros dos meus queridinhos do Chef’s Table incluem Massimo Bottura (QUEM não tem ele como queridinho?!), Magnus Nilsson, Ana Roš e Jeong Kwan. Estou terminando a terceira temporada e atualizo essa listinha no futuro.

E vocês? Já viram Chef’s Table? Quais os chefs mais interessantes pra você? Qual você viajaria pra conhecer?

quinta, 05 de maio de 2016

Cupcakes de churros, e uma tag de filmes

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Acho que nunca fiz uma tag no blog, né, gente? Pois bem, vi essa aqui no meu mais novo blog favorito, A Life Less Ordinary, e decidi responder porque estou vendo muitos filmes nos últimos anos – mais do que estou lendo. Aliás, aquela lista de livros de 2016, hein…..? Vamos lá!

1 – Um filme para assistir sozinho: Dogville
É um filme muito pesado, na minha opinião, para assistir acompanhado. É profundo, tenso, traz questionamentos sobre a humanidade (ela existe?), sem contar as cenas fortes. Pessoalmente, eu não assistiria acompanhada, até por aquela leve vergoinhazinha, sabe?

2 – Um filme para assistir quando está chovendo: Crash: No Limite
Tem gente que não gosta do filme, nem do fato dele ter ganhado o Oscar naquele ano, mas eu acho bem legal. Não é um filme INCRÍVEL UAU, mas é muito bom e te faz pensar: outros seres humanos têm vidas próprias. Juro! Então antes de destratar aquele chaveiro que chegou atrasado na sua casa, pense bem.
E porque assistir quando ta chovendo? Olha, eu penso em chuva e penso em tristeza, e eu morri de chorar vendo Crash, então tudo faz sentido.

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3 – Um filme para te fazer dormir: Mogli (o antigo)
Desculpa quem é fã, mas não tem nada nesse mundo que me faça gostar de Mogli. Acho o desenho mais chato em filme já feito na história desse planeta. É só começar a passar que eu capoto de sono. Juro, porque eu já tentei reassistir pra ver se eu começava a gostar, mas eu SEMPRE durmo. É fatal.
Espero que o live action que está nos cinemas me faça mudar de ideia.

4 – Um filme para assistir bêbado: Clube da Luta
Porque dá vontade de gritar junto com o Brad quando ele começa os discursos dele, ou quando começa a esmurrar os outros. E gritar bêbado é tudo de bom. Só não comece a esmurrar os outros do lado por causa da cachaça – a não ser que sejam seus migos, daí tudo bem.

5 – Um filme para passar enquanto você está fazendo outra coisa: Guardiões da Galáxia
Não é porque é ruim, gente. Não é. Eu AMEI o filme e é um dos melhores de histórias em quadrinhos dos últimos tempos. Mas sabe quando você quer um sonzinho rolando no fundo enquanto você lava a louça e não consegue ver a tela da TV (talvez eu diga isso por experiência própria…)? Guardiões tem aquelas músicas super legais, uma edição de som maneira, então é legal! E além do mais, você já deveria ter visto Guardiões, pra não precisar prestar atenção nesse momento. Assista, umas 4 vezes, pelo menos. Como eu fiz.

6 – Dois filmes para serem assistidos em sequência: Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol
Não coloco o terceiro porque ainda não vi, mas coincidentemente assisti esses dois juntos e foi incrível. É muito lindo ver a relação dos dois florescendo, depois pula 10 anos e mais 10, e cá estamos. Estou torcendo por um filme desses dois de 10 em 10 anos, obrigada Linklater.

7 – Um filme para assistir com o namorado/marido: Chelsea Does… Marriage
Pode indicar documentário? Pode, porque eu quero. Eu ia indicar um filme romântico que eu gosto muito, Paixão à Flor da Pele, mas pensando na história do filme talvez não seja exatamente legal pra um casal… vocês tem que assistir pra ver, hahaha. Então decidi recomendar esse documentário da Chelsea: ele está no Netflix, tem quatro episódios, cada um sobre um tema. O primeiro e um dos melhores é sobre casamento.
A Chelsea é comediante, então boa parte dos documentários tem altíssimas cargas de ironia. Em “Marriage”, por exemplo, ela passa o episódio inteiro reafirmando o quanto ela acha casamento uma ideia ruim, especialmente para ela mesma. Mas então porque, Juliana, você indicaria isso para assistir com namorado/marido? Porque eu acho que relacionamentos são FORTALECIDOS com conhecimento. É ótimo ver o ponto de vista de outras pessoas que pensam diferente da gente e entender as razões para elas serem assim. Com isso, você pode virar pro seu “namorido” ao lado e dizer “realmente, amor, quero ser casada” ou então “é, então, isso não é pra gente mesmo”. Sem contar que o documentário inteiro é muito divertido!

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8 – Um filme para assistir com os amigos: Antes de Partir
Um filme pra você ver como a amizade é uma coisa que deve apenas te fazer bem. E ele não poderia ser assistido com outras pessoas que não seus amigos.

9 – Um filme para assistir com a sua mãe: Valente
Porque quando eu assisti, imaginei por alguns segundos se minha mãe fosse um urso e aquilo tudo acontecesse e eu chorei um pouquinho. Então tenho que rever com mamãe pra depois dar um abraço apertado.

10 – Um filme para assistir com o seu pai: Kramer vs Kramer
O que é ser pai se não ser Dustin Hoffman nesse filme, minha gente? Puro, real, sombrio, amoroso e forte ao mesmo tempo.

Cupcakes de churros
Rende: 10 cupcakes

Massa
120g de manteiga
2/3 de xícara de açúcar
2 ovos grandes
1 colher de chá de baunilha
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de açúcar mascavo
1/4 de xícara de leite
1 1/2 xícara de farinha
1 1/2 colher de chá de fermento
uma pitadinha de sal

Cobertura
100g de chocolate meio amargo, picado
130g de creme de leite uht ou fresco

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata a manteiga com os açúcares até obter um creminho bem fofo e levemente clareado. Só não clareia mais porque o mascavo é escuro.
2 – Acrescente os ovos, um por um, batendo bem após cada um, e em seguida acrescente a baunilha e bata novamente.
3 – Peneire em uma tigela a farinha, o fermento, o sal e a canela. Misture bem para incorporar tudo junto. Você vai alternar a adição desses ingredientes com o leite no creme, começando e terminando com os ingredientes secos.
4 – Bata somente até incorporar tudo e, então, divida a massa entre as forminhas, preenchendo apenas 2/3 de cada uma. Leve para assar por 15 minutos ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.
5 – Para fazer a cobertura, o ideal é preparar no dia anterior à noite ou de manhã cedo se for fazer no fim do dia. A ganache precisa de um tempo para descansar. Se usar creme de leite uht, basta misturar com o chocolate em uma tigela e levar ao micro ondas de 20 em 20 segundos, mexendo bem em cada intervalo até derreter tudo. Se usar o fresco, leve ele para esquentar numa panela, mas não deixe subir fervura. É para esquentar até as bolhinhas nas laterais começarem a aparecer. Então, despeje sobre o chocolate em uma tigela, deixe parado por um minuto e daí mexa com um fouet delicadamente até que tudo esteja incorporado.
6 – Deixe a ganache descansar para endurecer. Aproveite para rechear os cupcakes com doce de leite comum – o caseiro fica uma delícia! Quando a ganache estiver mais durinha, coloque em um saco de confeitar e decore seus cupcakes.

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Quem tiver vontade de responder no seu blog também, manda bala! E deixa aqui o link que eu vou ler e ir atrás de novas indicações de filmes! Ou então só responde aí embaixo pra eu ver.
Queria muito ver as respostas desta tag das migas Priscila do Culinarístico, Sara do Cozinha em Cena e do migo Vinícius do Aquela Velha Onda. No aguardo!

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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