terça, 17 de maio de 2016

Couscous marroquino com legumes

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Já tem um tempinho que eu tenho me esforçado para fazer um minuto de meditação todos os dias, antes de dormir ou logo depois de acordar. Pessoalmente, não consigo ficar muito mais do que isso meditando, então achei o máximo quando encontrei esse vídeo que fala sobre o assunto e ensina a meditar por um minuto. Tem traduções dele pelo Youtube, mas quis colocar aqui o original para dar os créditos.
Por um minuto, eu consigo me concentrar apenas na minha respiração e em mais nenhum outro pensamento dos milhões que passam por aqui diariamente. E eu achava que era baboseira, no começo. Mas quando você termina, realmente bate uma calma, uma luz interna que te deixa mais acordado e atento ao mundo ao seu redor.

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A primeira vez que meditei foi com no Templo Budista de Brasília. Era uma meditação contemplada, então não era para se concentrar na respiração e sim no que era contado pelo monge. E eu também tive experiências muito esquisitas naquela sessão – tipo no momento que ele dizia “imagine seus pés dentro do lago, tocando as pedrinhas, e elas agora virando fogo” e eu senti um calor na ponta dos dedos que parecia que eu tinha enfiado o pé dentro do fogão. Juro.
Desde então, eu quero voltar lá (mas nunca arrumo tempo) ou fico procurando outros encontros do tipo para participar. Foi o caso no meu antigo trabalho, uns anos atrás, quando no Dia da Qualidade de Vida uma sala inteira era dedicada à meditação. Honestamente, foi um dia bem pouco produtivo nesse sentido pra mim. Tinha gente demais na sala, apesar de não estar lotado e termos espaço para sentar como queríamos, mas eu não conseguia me concentrar em nada além de pensar “nossa, tem gente demais aqui”.

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Agora tento esse minutinho todos os dias e tenho gostado muito. Inclusive recomendo para quem, como eu, está começando nessa!
Curti tanto que levei até pro Sr. Namorado um dia, quando estávamos no Jardim Botânico. Sabem, natureza, climinha ameno, dia bacana. Falei “senta aqui, vamos fazer uma coisa” e foi… conhecendo o rapaz, ele provavelmente achou hippie demais da minha parte e jamais vai repetir sozinho. Mas estamos aqui pra isso, não é?! Para forçá-lo… ops, incentivá-lo a fazer quando estivermos juntos, hahaha.
Esse couscous virou figurinha carimbada da minha cozinha, pois acho muito saboroso e de uma facilidade incrível. Por algum tempo, substitui ele por arroz como acompanhamento de refeições e adoro. Dá pra colocar qualquer outro legume que você quiser, então também é versátil!

Couscous marroquino com legumes
Rende: 5 porções

1 pimentão vermelho
1 cebola
3 dentes de alho picados ou 2 colheres de chá de cremalho (alho moído com sal)
1 xícara de caldo de legumes ou frango, quente
2 cenouras picadas
1 xícara de couscous marroquino
4 colheres de sopa de salsinha picada
sal e pimenta a gosto

1 – Em uma panela grande suficiente para caber todos os ingredientes, refogue a cebola, a cenoura e o pimentão em uma colher de sopa de azeite, por uns 3 minutos. Quando a cebola ficar levemente translúcida, adicione o alho picado e refogue por mais 2 ou 3 minutos, até sentir aquele cheirinho de alho pela casa. Se estiver usando cremalho, refogue apenas por no máximo 2 minutos, senão ele queima.
2 – Adicione o caldo de legumes e aumente o fogo para o alto. Aqui, prove o sal e ajuste se necessário, sem esquecer da pimenta. Se você usou cremalho, provavelmente não vai precisar adicionar sal.
3 – Assim que começar a ferver, desligue o fogo e adicione imediatamente o couscous por cima. Misture com uma colher de pau ou espátula para ficar mais uniforme e, então, tampe a panela totalmente.
4 – Deixe descansar por 9 minutos, sem levantar a tampa. Deixa o couscous viver, ele se entende sozinho ali dentro, relaxa. Depois que passar o tempo, tire a tampa, adicione a salsinha e misture novamente. Está prontinho!

O couscous pronto dura uns 3 dias na geladeira em um pote vedado, mas eu duvido que dure isso tudo.

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Vai muito bem com salmão grelhado. Vou dizer que almocei e jantei isso por duas semanas seguidas sem um pingo de remorso. E ainda emagreci! Claro, é só não fazer uma pratada enorme de couscous. Dividindo direitinho, ele dura e é capaz de tampar qualquer buraco no estômago.

Dicas:
– Se quiser que ele dure muito mais, faça sem a cebola. Ela azeda mais rápido, mesmo na geladeira.
– Pode substituir praticamente tudo na receita. Se não tiver pimentão vermelho, use o verde, ou amarelo. Ou não use. Use vagem. Ou ervilhas. Ou brócolis. Ou cheetos. Não… cheetos não.

E você, medita ou já meditou? Qual tipo de meditação? O que você me recomenda pra manter o hábito?

sexta, 05 de fevereiro de 2016

Couscous marroquino com camarões

9 Comentários

Tive um fim de dia não muito bom recentemente. Daqueles que fica um gostinho de amargo na boca e você nem entende direito o motivo. Além de triste, foi frustrante porque achei que seria tudo 100%. Criei expectativas, sabem, e expectativas não prestam muito para manter a sanidade de uma pessoa.
Para salvar o resto do dia, tive um ímpeto de ver meus amigos. Reuni minha coragem de sair de casa – porque eu sou preguiçosa e caseira, não necessariamente nessa ordem – e fui, aos 47 do segundo tempo, atrás do meu melhor amigo. Acabei em uma casa de outros amigos, com pessoas que eu não conhecia e que pessoalmente acabei nem interagindo muito.
Mas somente essas horinhas a mais acordada, com pessoas que eu desejo bem e que sei que me desejam bem, foi o suficiente para aliviar as angústias do meu coração. O amargo passou, o dia não ficou marcado como um lixo total. Rendeu boas histórias e alguns minutos daqueles risos que doem a barriga.

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Eu sou dessas que acredita que família não é determinada pelo sangue, ou pela obrigação. Família é quem a gente ama. Então eu posso escolher minha família, desde que eu ame aquelas pessoas.
Eu escolhi uma família de amigos para mim. Pessoas que eu sei que posso contar, seja às 6h da manhã para bater um papo, no meio da tarde sem nenhum planejamento pra comer um burgão ou às 23h59 da virada do ano quando eu disser “cadê você?”. Pessoas que sabem dos meus defeitos e problemas, sabem que eu sou sarcástica, pentelha, crítica, exagerada, preguiçosa, péssima com matemática, de humor negro e altamente duvidoso e que algumas vezes eu vou falar sem pensar.
Mas são as mesmas pessoas que puxam minha orelha delicadamente, ou grosseiramente mesmo, que me dizem que eu sou preguiçosa na minha cara, que fazem piada com minha ineficiência total com números e que apontam sem cerimônia quando eu ofendo ou magoo alguém com meus comentários.
São as mesmas pessoas que sabem que eu sou amiga deles, provavelmente do mesmo jeito que eles são meus. E eles passam pelos meus defeitos e problemas, assim como eu passo pelos deles, e chegamos – juntos – ao que significa família… ou amizade! Pra mim dá na mesma. E é por isso eu amo essas pessoas do fundo do meu coração.

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Desde que me mudei para morar sozinha, descobri os fascínios do couscous marroquino. Esses pequenos grãos – que nem são grãos! – são ótimos como um acompanhamento rápido e que deixa todos bem satisfeitos. Dá pra servir puro ou incrementar, como essa receita faz. A versatilidade dele tem me feito muitas vezes trocar o famoso arroz nosso de cada dia por couscous.

Couscous marroquino com camarões
Rende: porções para 5 pessoas
Receita da incrível Martha Stewart, que não tem como dar errado. Adaptei um pouquinho.

2 colheres de sopa de azeite
600g de camarões, sem casca e limpos
1 1/2 alho poró, cortado ao meio e depois fatiado em rodelas
2 cenouras médias, raladas
5 dentes de alho, picados
1 xícara de couscous marroquino, tamanho médio
1 xícara de ervilhas verdes (pode usar a congelada, só descongele antes)
2 xícaras de água fervente (ou 2 xícaras de caldo de legumes fervente)
sal e pimenta a gosto

1 – Mantenha a temperatura da água ou do caldo fervendo de vez em quando enquanto prepara a receita. Lembre-se que a água vai evaporar aos poucos, então garanta que no fim você terá 2 xícaras.
2 – Em uma panela bem grande, esquente o azeite no fogo médio e coloque os camarões. Deixe-os cozinhar com um pouco de sal e pimenta, até que estejam prontos. Não leva mais do que 2 minutos, se seus camarões não estiverem gelados. Assim que ficarem rosinhas dos dois lados, estão prontos. Não deixe cozinhar muito senão ficam borrachudos. Remova-os da panela e reserve.
3 – Adicione o resto do azeite na mesma panela e coloque o alho poró, as cenouras e o alho. Cozinhe mexendo sempre por 5 minutos, ou até que tudo tenha murchado um pouco.
4 – Adicione o couscous e as ervilhas. Misture bem. Tempere com um pouco de sal e pimenta, acrescente a água ou caldo fervente e desligue o fogo. Misture de leve, ou apenas balance a panela para que o líquido se assente. Prove o sal e ajuste, mas seja rápido pois o couscous precisa ser abafado no calor do líquido.
5 – Tampe a panela e deixe descansar por 5 a 10 minutos fora do fogo. Depois abra e misture com um garfo. Deve estar super fofinho e o couscous deve ter absorvido todo o líquido. Então devolva os camarões já prontos, dê uma mexidinha para ficar uniforme e sirva imediatamente.

Dá pra usar camarões congelados também, mas eles contém muita água, então na hora de saltear na panela, vá removendo o líquido que sai aos poucos. Se não tiver alho poró, dá pra fazer com cebola também, é só usar uma inteira de tamanho grande, bem picadinha.

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Quem está na sua família de amigos?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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