segunda, 07 de dezembro de 2015

Cheesecupcakes com caramelo

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Já passaram algumas edições do Lollapalooza que eu quis ir e não fui. Sempre rola uma banda ou pessoa que me interessa bastante, mas ultimamente o precinho do ingresso tem desanimado qualquer pessoa. Especialmente para quem não mora em São Paulo, ou seja, que vai precisar desembolsar ainda passagem e hospedagem. Então, fica ainda mais complicado de ir.
Em 2013, eu quis pelo Cake. Não sei dizer se é minha banda favorita, mas é a banda que eu mais sei músicas de cor. Praticamente o repertório inteiro. Em 2014, teve Muse, mas a perda deles lá foi compensada pelo Rock in Rio depois.

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Em 2015, rolou Jack White e eu fiquei me remoendo de tristeza em casa enquanto via o show no Youtube. Esse cara é bom demais, fala sério. É tipo o toque de midas: no que ele bota a mão, fica bom. O último CD solo dele é uma coisa linda de ouvir, e ele é fundador dos meus queridos The Raconteurs, que deve ser a segunda banda que eu mais sei músicas de cor. Aliás, a bem da verdade, eu sei todas as 25 músicas dos dois CDs de cor.
Aí pra 2016 eu já estava meio que conformada em sequer cogitar minha ida, porque o dinheiro anda escasso. Quando o lineup saiu, eu fui ver só pra me torturar um pouquinho. Então li, “Eminem”, e pensei “ah, bem, eu sabia que ia perder algo bom de novo” e segui a lista já meio desolada. Mas foi quando cheguei nos nomes menores, “menos importantes” segundo alguma lógica esquisita da produção, eu vi: WALK THE MOON.

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Mas rapaz, eu tive um troço!! WALK THE MOON tem sido minha banda favorita tem pelo menos uns 5 meses, com as músicas em loop eterno na playlist do carro e cantando em voz alta todos os dias. Um pouco obsessivo, eu diria.
Minha tristeza em não poder ir foi quase tão grande quanto em 2013, com Cake. E Eminem! Slim Shady! Ah, cara, eu gosto dele. É tipo o Marilyn Manson: canta besteira, mas no fundo é nice guy.
Eu, Sr. Namorado e meus amigos empolgamos loucamente, mas eu só fui na onda para tirar umas risadas. No fundo, eu sabia que não ia dar pra mim.

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Mas vejam bem o que é a lei da vida: quando você se cerca de pessoas boas, boas coisas acontecem pra você. E é muito amor e carinho e fofura por esses lindos que eu tenho como amigos (e namorado), porque eles resolveram se juntar e me carregar até SP para esse Lollapalooza. Todos juntos! Ver Eminem! Ver WALK THE MOON! Ver a Liberdade!
Então, só pra reforçar: AMO VOCÊS SEUS LINDOS. E São Paulo, tá vendo como você a cada dia que passa fica melhor no meu conceito? Tá de parabéns!

Cheesecupcakes com caramelo
Rende: 12 cheesecupcakes
Receita do Bakers Royale, com várias adaptações.

140g de biscoitos de chocolate (32 metades, 16 biscoitos sem recheio)
3 colheres de sopa (42g) de manteiga derretida
440g de creamcheese
1/2 xícara (110g) de açúcar refinado
2 ovos
1 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha
3/4 de xícara (155g) de açúcar
3 colheres de sopa (44ml) de água
10 colheres de sopa (145g) de creme de leite fresco

1 – Em um multiprocessador ou em um liquidificador, processe os biscoitos até obter uma farinha. Adicione a manteiga derretida aos poucos, até obter uma consistência de areia molhada. Pode ser que não precise usar toda a manteiga, depende muito da marca de biscoito que você usar. Eu usei Negresco (muito amor!) e usei só duas colheres de sopa de manteiga.
2 – Divida os farelos entre as forminhas, já posicionadas dentro da fôrma de cupcake. Pressione no fundo, até formar um chãozinho. Use a parte de trás de uma colher, ou até o fundo de um copo de tequila, para que fique bem compacto. Leve para a geladeira enquanto faz o creme.
3 – Bata o creamcheese por 3 minutos, até que fique bem fofo e uniforme. Então, adicione o açúcar às colheradas, em chuva, beeeem devagar.
4 – Adicione os ovos, um a um e bata bem para incorporar tudo, e por último adicione a baunilha. A mistura vai estar bem líquida, é normal. Divida entre as forminhas, preenchendo até 3/4 de cada uma: a massa incha no forno, por causa dos ovos, mas depois ela desce novamente, por isso pode preencher bastante, mas deixando um espaço na forminha pro caramelo depois.
5 – Leve para assar em forno pré-aquecido à 135˚C, por 40 minutos, até que estejam firmes no centro, mas antes de começarem a dourar em cima. Quando prontos, deixe esfriarem um pouco e leve, dentro da fôrma, para a geladeira por pelo menos 2 horas.
6 – Prepare o caramelo: leve em uma panela bem alta de fundo grosso o açúcar e a água para ferver. Com um pincel, lave as paredes da panela para garantir que não tenha grãos de açúcar por ali, senão a calda cristaliza.
7 – Espere a calda chegar a um tom marrom. Não mexa com uma colher. Se quiser misturar para deixar a cor uniforme, vire a panela de um lado para o outro, com MUITO cuidado pra não se queimar. Quando começar a sentir um cheirinho levemente queimado, o termômetro deverá estar em 180˚C aproximadamente.
8 – Adicione todo o creme de leite de uma vez, mexendo com uma espátula para derreter tudo. Vai borbulhar loucamente a princípio, mas não se desespere e cuidado com o bafo quente. Desligue o fogo e continue mexendo. As bolhas vão se dissipar e você terá uma delícia de caramelo. Transfira para uma tigela e deixe esfriar antes de colocar uma ou duas colheres de sopa sobre cada cheesecupcake. Deixe na geladeira até a hora de servir!

Acho que já falei por aqui, mas repito só pra reforçar: a gente pode chamar o que a gente produz do que quisermos. E é por isso que nomeei essas doçuras de cheesecupcakes, que será o nome pra todas as receitas de cheesecakes em formato cupcake deste blog.

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É uma delícia incrível: o caramelo fica muito, muito delicado e saboroso, combinando demais com o cheesecake. O legal é servir num pratinho com a forminha e a pessoa retira na hora para que a calda escorra delicadamente. Testa em casa e aproveita, aposto que vão gostar!

Algum leitor está se preparando para ir para o Lolla do ano que vem? E o que acham da teoria universal: cerque-se de pessoas boas? Funciona pra vocês?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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