quinta, 26 de janeiro de 2017

Bolo de carne para cachorros

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“Eu não posso entrar. Diz que é só para menores de 8 anos”
“Ai que lindo, filha, você já é uma mocinha crescida!”
E com esse diálogo atrás de mim e do Sr. Namorado na cafeteria, foi que concluímos: as regras de entrada nos parquinhos e playgrounds eram o alerta do universo para todos nós sabermos que crescer é uma cilada. Aquelas réguas de altura que um dia iriam nos impedir de entrar no brinquedo do McDonalds ditavam em que momento a vida iria deixar de ser só diversão. Agora, eram responsabilidades.

Bolo de carne para cachorros
Bons tempos em que nossa maior preocupação era se íamos entrar no pula-pula ou não. Se chegaríamos em casa a tempo do desenho animado. Se o colega de rua ia devolver seu brinquedo hoje ou se você ia ficar sem pro resto da sua vida. Éramos dramáticos assim, será? Eu me lembro de achar que minha vida não seria completa pro resto da vida porque eu perdi uma roupa da Barbie que eu gostava muito.

Bolo de carne para cachorros
E a gente devia ter aproveitado melhor o tempo antes de bater o limite daquelas réguas malditas do playground. Tem horas que eu penso que não aproveitei o suficiente a minha infância, mas até o Sr. Namorado, que tem certeza que curtiu bastante o quanto pode, diz que devia ter feito mais na época. Sempre vamos ter esse sentimento de que não foi o bastante.
Talvez seja nossa vontade de voltar para aqueles tempos e ter uma vida menos complicada. Com menos trabalho, menos boletos para pagar, menos problemas burocráticos no banco pra resolver, mais tempo para se preocupar com diversão.
Vejo as crianças brincando no parquinho e me imagino, como em uma cena de filme, puxando uma delas num canto e fazendo um amplo discurso sobre como ela deve aproveitar o agora que ela não tem responsabilidades de sobrevivência própria.
É claro que nenhuma delas vai me entender. Talvez nem devessem.

Freddie e Bob brincam

Freddie deitado na grama
O aniversário do Freddie foi dia 15/12, um dia depois do meu. No fim de semana, eu fiz um bolo de carne para comemorar os quatro aninhos dele. Levamos para dividir com o Bob, o Golden do amigo do Sr. Namorado, e acabamos encontrando outros vários cachorros no gramado aberto onde fomos. Brasília é meio assim, como não tem lugar específico para esses encontros, do nada eles podem acontecer em qualquer lugar.
Os amigos cães aproveitaram o bolo. Os donos acharam gozado um bolo de cachorro. Mas no fim todo mundo ficou feliz.

Bolo de carne para cachorros
Rende: um bolo de carne de 16cm de diâmetro

500g de carne moída com baixo teor de gordura
1 ovo (orgânico, de preferência)
1/4 xícara de ervilhas
1/4 xícara de aveia em flocos finos
3 colheres de sopa de manteiga de amendoim sem açúcar
biscoitos de cachorro para decorar

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Passe um fiapinho de nada de azeite em uma fôrma de 16cm de diâmetro, para untar.
2 – Em uma tigela, misture a carne moída, a aveia e o ovo. Misture com a mão como se fosse formar hambúrgueres, até que tudo esteja bem incorporado e firme. Acrescente as ervilhas por último e misture sem amassar a carne, senão as ervilhas estouram.
3 – Coloque a carne na fôrma e nivele para ficar bonitinho. Leve para assar por 40 minutos, no mínimo. As laterais podem até chegar a queimar um pouquinho, mas é melhor assim e garantir que o centro estará bem cozido. Não alimente carne mal passada pro seu bichinho, jamais. Para checar, você pode abrir o centro com uma faca e ver se deixou de ficar vermelho. Quando estiver pronto, retire e espere esfriar completamente.
4 – Retire a fôrma, coloque no prato que você vai servir e passe a manteiga de amendoim em volta, igual você faria com um bolo normal. Decore com os biscoitinhos para cachorro se preferir. Voilá!

Não precisa de sal porque não é legal muito sódio pra cachorros. E te garanto que ele não vai achar sem sal – carne é carne pro cachorro, ahahaha. Claro, não alimente seu cachorro com o bolo inteiro, por mais que ele queira. Isso é um petisco e, como um petisco, deve ser dado com moderação.
O ideal mesmo é você consultar o veterinário do seu bichinho para ter certeza que ele pode comer todos os ingredientes da receita – desta ou de qualquer outra caseira para animais. :)

Mais alguém ficou frustrado quando bateu a altura máxima pra entrar num brinquedo?

segunda, 26 de dezembro de 2016

Tempero de café, cacau e canela para carnes

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Banner da parceria entre Cupcakeando e Café do Sitio.

É isso mesmo que você leu no título. Você vai comer uma carne temperada com café, cacau em pó, canela e outros temperinhos a mais. E vai ficar incrível, sério! Dê chance à receita antes de achar esquisito e pular pra frente.
Quando fui pesquisar receitas para essa série com o Café do Sitio, eu fiz questão de achar algo salgado pra provar que café realmente é super versátil. Quando vi que as pessoas faziam temperos com o pó de café, de diferentes tipos e sabores, eu fui meio com medo, meio ansiosa, testar em casa em um almoço para o Sr. Namorado. Afinal, ele é o viciado em café.

Tempero para carnes de café, cacau e canela
Deixei a carne – um filé mignon alto – descansando depois de empapar os dois lados com o tempero. Uns 15 minutinhos é suficiente, mas se ficar mais que isso também não tem problema, e ainda te dá tempo de produzir um belo risotto de acompanhamento.
O Sr. Namorado também estava cético com relação ao tempero – afinal, já tínhamos visto em cardápios de restaurantes um molho de café, mas o café em si, na carne, isso é novidade para ambos. Mas somos pessoas abertas para novas e malucas experiências.
Grelhei nossos bifes até ficar ao ponto, com o centro levemente vermelho e um pouco sangrando, como ele gosta. O café e o açúcar da mistura criaram uma crostinha na carne para cortá-la. A primeira fatia foi à boca do Sr. Namorado enquanto eu ainda me servia de risotto. Medo, tensão.
Aí ele balançou a cabeça positivamente, franziu as sobrancelhas com a expressão tradicional Sr. Namorado de aprovação. “Diferente, mas é bom”, e continuou comendo. Entendo como um ok, pode vir, então provei também.

Tempero para carnes de café, cacau e canela
Realmente, é diferente. Mas o diferente também pode ser bom. Este foi delicioso! Deixou o filé melhor do que já é e ainda fez um contraste muito gostoso com as ervilhas docinhas do risotto. Por isso recomendo que o acompanhamento tenha algo doce pra balancear o prato – uvas passas, talvez?
Experimente, sem preconceitos! Ficou MUITO bom, mesmo.

Tempero de café, cacau e canela para carnes
Rende: 1 xícara de tempero

1/3 xícara de café em pó do Café do Sítio
1/4 xícara de cacau em pó
1/3 xícara de açúcar mascavo
1/2 colher de sopa de páprica defumada
1 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de pimenta caiena
1 colher de chá de sal

1 – É só misturar tudo muito bem e está pronto. Garanta que os pedacinhos de cacau e de açúcar mascavo estão quebrados, pois eles que costumam empelotar. Eu peneirei o cacau antes de adicionar e fui quebrando o açúcar aos poucos com as costas da colher.
2 – Para usar, basta esfregar a mistura na carne da sua escolha e deixar uns 15 minutos descansando para que o tempero adentre. Não precisa lavar antes de grelhar a carne, vá com tudo mesmo! Mantenha o tempero guardado em um pote de vidro hermético na geladeira que ele vai durar bastante – uns dois meses pelo menos.

Risotto de queijo com ervilhas
Rende: quatro porções (ou duas se você for gordinho como nós)

1/2 xícara de arroz arbóreo (ou carnaroli)
2 colheres de sopa de manteiga sem sal
1/2 cebola média, picada em pequenos cubinhos
1/3 xícara de queijo parmesão ralado na hora
2 xícaras de caldo de legumes (você pode usar os cubinhos de tempero fervidos nessa quantidade, mas o bom mesmo é fazer o seu caldo em casa)
1/2 xícara de ervilhas congeladas (gosto dessas porque são mais verdinhas, mas a outra enlatada também serve)
1/4 xícara de vinho branco seco
sal e pimenta a gosto

1 – Em uma panela, coloque 1 colher da manteiga no fogo médio. Quando derreter, adicione a cebola e refogue em fogo baixo por mais ou menos 6 minutos, até que fique translúcida. Colocar um pouco de sal neste momento ajuda, mas não capriche pois outros ingredientes têm sal e você corre o risco de deixar tudo muito salgado – tipo o queijo e o caldo em cubinhos, se você estiver utilizando ele.
2 – Adicione o arroz e refogue por uns 4 minutinhos junto com a cebola. O ponto certo é quando o arroz começa a estalar um pouco. Então, acrescente o vinho e mexa até evaporar e secar.
3 – Comece a adicionar o caldo aos poucos, meia xícara de cada vez. Só acrescente a próxima depois que esteja bem seco já e mexa sempre. Quanto mais você mexer, mais amido ele vai liberar dos grãos e mais cremoso vai ficar o risotto.
4 – Antes de acabar todo o caldo, cheque se os grãos já estão al dente, pois pode ser que eles fiquem prontos antes de acabar o líquido. Como o risotto ainda descansa na panela um pouco e continua cozinhando, eu gosto de deixar bem al dente pra não virar uma papa depois. Ou seja, o centro dos grãos ainda tem um durinho que gruda no dente quando você morde (e isso é bom demais).
5 – Se estiver no ponto, acrescente as ervilhas congeladas e mexa bem para incorporá-las e misturá-las no risotto.
6 – Um minutinho depois (o suficiente pras ervilhas aquecerem), desligue o fogo e acrescente o resto da manteiga e o queijo parmesão. Misture vigorosamente para derreter os dois. Prove o tempero e coloque mais sal se precisar, ou pimenta do reino a gosto. Tampe a panela e deixe por uns 2 ou 3 minutos. É o tempo perfeito para você finalizar os filés e empratar seu almoço ou janta. Enjoy!

Tempero para carnes de café, cacau e canela

A ceia de Ano Novo está chegando (bom, por aqui temos ceia, mas sei que tem muita gente que vai pra festas) e essa novidade diferentona é uma excelente sugestão para você surpreender todo mundo. Já vi usando esse tipo de tempero em peixes e frango também, apesar de eu ter testado somente com carne de boi. Mas como a misturinha rende bastante, dá pra ir experimentando em várias coisas!
Aliás, se acharem que rende muita coisa, é só dividir todos os ingredientes pela metade. E sim, tudo ali é variável (com exceção das quantidades de café, cacau e açúcar, eu diria, pois já estão balanceadas entre si pra você não achar muito acafeinado, ou muito amargo), então se você gostar de mais pimenta, capricha na caiena, ou retire a canela se você não curtir.

Quais receitas diferentonas você já fez ou provou por aí?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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