quarta, 01 de março de 2017

Muffins de bacon, cebola e parmesão

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Voltei de viagem! Como esteve esse Brasil veranil?
Quem acompanhou pelo Instagram, viu que eu estive bem ativa no Stories e com fotos de comidas que provei na viagem. Dieta não houve. Eu até tentava começar o dia bem, comendo ovos mexidos e pouco carboidrato conforme minha nutricionista indica, mas já no meio da manhã estávamos em algum café comendo um bolinho, e no almoço avançávamos em algum prato calórico. Mesmo que fosse uma saladinha, como o taboule de bulgur que comemos em Miami, já saio da dieta apenas por comer o taboule inteiro sozinha. Estava bom demais, seria feio deixar sobrar.

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Desta vez, decidi curtir Miami além da Lincoln Road, que é tão obviamente turística. Fui atrás de pontos diferentes e encontrei Wynwood e Little Havana. O primeiro é um bairro que talvez faria Doria engasgar com tanta parede pintada, por todos os lados. E daí fica o questionamento do que é arte e o que é picho. Afinal, quando tudo que você vê é picho e tudo funciona em conjunto, não virou arte? Ou arte é só quando é bonito? Eu não sei, apenas adoro debater assuntos, e era isso que eu e Sr. Namorado discutíamos enquanto passeávamos pelo bairro.
Little Havana, por outro lado, é um pedacinho colorido por ser latino e, como nós somos, vivos e fortes. É um lugar tão gostoso em Miami que vale a pena conhecer: tomar um sorvete na beira da rua enquanto escuta um pouco de música cubana. Cuidado, a chance de te puxarem pra dançar é alta. Falo por experiência.

Muffins de parmesão, bacon e cebola
O que é New Orleans? É tipo uma cidade que você não sabe bem descrever. Ela tem o velho com o novo, o rococó com o industrial, o jazz com o hip hop, tudo meio misturado num povo alegre, simpático e resiliente.
Resiliente porque não tem como não perceber o que foi Katrina pra eles. Onde você anda, em qualquer bairro – até nos mais ricos – você pode ver efeitos do furacão. Nos locais mais humildes, é ainda mais gritante. Por vezes não sabíamos se eram casas abandonadas ou se havia alguém vivendo lá, sem condições de reformar o lugar até hoje.
Resiliente pois, mesmo no meio dessas lembranças, você vê alegria, educação, respeito e atenção de qualquer residente. Não tirei fotos de nenhum desses lugares porque não é a imagem que eu tenho de lá. New Orleans é saborosa, colorida, vibrante, musical. Não há uma esquina sem festa. Às 9h, já ouvíamos o jazz em um parque. Afinal, por que perder tempo quando há tanto para tocar?

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Tenho muito pra mostrar e muito pra contar, especialmente sobre comida. Mas quero deixar isso tudo para o novo blog, onde acho que estará mais adequado para esses assuntos que não têm receitas de cupcakes, por exemplo.
Por enquanto, farei aqui no blog alguns posts sobre as lojas de confeitaria e de cozinha que visitei nessa viagem e minhas impressões de como elas andam nos EUA.
Estou voltando para a rotina aos poucos, meio assustada com as notícias que estou lendo sobre o que aconteceu no Brasil nesse período e sem muito tempo de participar das festividades carnavalescas. Brasília decidiu ignorar todos os avisos de preservação de água e, agora, precisamos cortar para não acabar. Estamos em racionamento e isso torna minha vida ainda mais complicada, porque não posso, por exemplo, lavar toda a roupa suja da viagem. Aff.

Enquanto isso, fiquem com esses muffins salgados in-crí-veis que fiz. Querem algo diferente? Esta é a receita certa! Perfeita para um lanche da tarde com amigos e família.

Muffins de bacon, cebola e parmesão
Rende: 12 muffins grandes
Receita do The Worktop.

Misturinha
6 fatias de bacon, cortada em pedacinhos
1/2 cebola picada (eu usei roxa, mas pode ser branca)
1/4 xícara (25g) de queijo parmesão, ralado (fresco ou de saquinho)

Massa
1/4 xícara (60ml) de buttermilk
1/4 xícara (60ml) de leite
1/4 xícara (60ml) de azeite
1 ovo
1 xícara (130g) de farinha
1/2 xícara (64g) de farinha integral
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento
1/2 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de sal

1 – Primeiro, cozinhe o bacon em uma frigideira. Não precisa colocar óleo nem azeite, porque a própria gordura do bacon se descola. Frite por uns 10 minutos, até que fique bem cozido e quase crocante. Reserve até esfriar um pouco, enquanto isso refogue as cebolas picadas por uns 5 minutos, até que fiquem macias.
2 – Quando o bacon e as cebolas estiverem bem mais frios, misture tudo com o queijo em uma tigelinha e reserve.
3 – Pré-aqueça seu forno em 200˚C. Para a massa, misture todos os ingredientes secos em uma tigela grande. Em outro recipiente, misture os ingredientes líquidos: os leites, o azeite e o ovo.
4 – Aos poucos, adicione os líquidos nos secos, mexendo com uma espátula para incorporar tudo delicadamente. Mexa somente o suficiente para que não tenha mais grumos de farinha.
5 – Separe 2/3 da misturinha inicial e adicione isto à massa. O resto você reserva para colocar por cima dos muffins.
6 – Divida a massa entre as forminhas de papel, dando uma leve nivelada. Coloque um pouco da misturinha em cima de cada muffin e dê uma palmadinha em cima, de leve, para que a misturinha grude neles. Asse por 25 minutos. Retire, salpique mais parmesão em cima, e devolva ao forno apenas para que o queijo derreta – uns 2 minutinhos. Retire e aproveite!

Muffins de parmesão, bacon e cebola
Fica muito bom ainda quentinho do forno, mas frio também fica incrível. Parta no meio, passe uma manteiguinha e aproveite! Ah, com creamcheese também fica show!

Como está sendo o carnaval de vocês? :)

segunda, 30 de janeiro de 2017

Salada gelada de ervilha e bacon

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Já faz mais de seis meses que estou com uma dieta alimentar regrada. E não é dieta de “comer menos”, e sim a reeducação alimentar, na qual você passa a comer bem. Saudável. Nas quantidades certas. E isso, por si só, já ajuda a emagrecer, afinal não é como se meu corpo precisasse mesmo daquele bolo de chocolate com cobertura de brigadeiro INTEIRO que eu comi. Posso estar falando por experiência própria, vocês jamais saberão, hahahaha…
Desde que comecei, perdi 5kg e – o mais importante – diminui meu percentual de gordura de 38% para 23%. Durante a semana, eu criei hábitos de refeições e horários e como somente comida de verdade, preparada por mim em casa. Além de ser bom pra dieta, ainda me ajudou a economizar muitos rios de dinheiro que iam embora em um burgão de 25 reais do McDonalds. Vocês não fazem ideia de quantos almoços da pra fazer com 25 reais de feira.


No novo blog que ta chegando, pretendo contar um pouco mais sobre essa empreitada do emagrecimento e em como isso me ajudou em inúmeros aspectos: desde ter mais consciência do meu corpo, a melhorar a saúde e até conseguir juntar mais dinheiro para viajar. Quem não quer ter mais dinheiro – pode não ser pra viajar, mas pra qualquer outra coisa?
Por enquanto, como não sou de ferro, eu reservo duas ou três refeições na semana para amplas indulgências gastronômicas. Geralmente tiro um dia inteiro, ou um jantar/café da manhã/almoço. Eu e Sr. Namorado juntinhos, mentes de gordinhos forever.


Essa salada entra nos itens reservados para dias de indulgência. Infelizmente, o bacon e o queijo não ajudam muito a manter-se saudável (você já viu o quanto de gordura que sai do bacon quando você ta fritando?! Socorro). Logo, eu faço ela quando estou na refeição autorizada (por mim mesma, minha nutri não autoriza dia do lixo).
Ela já foi minha refeição, somente, mas também serve como um excelente acompanhamento para um almoço em família. Uma salada diferente, que você pode até acrescentar mais coisas. Ela não tem folhas, por exemplo, mas não tem problema algum em colocar. Fica top! (sim, eu falo top. Podem me julgar.)

Salada gelada de ervilha e bacon
Receita por Closet Cooking, com adaptações porque não encontra-se cheddar barato nesse Brasil varonil.
Rende: 4 porções

70g de bacon, picado, ou 4 ou 5 fatias daquelas que já vem cortadas
2 xícaras (260g) de ervilhas congeladas ou frescas (prefiro as congeladas porque são mais verdinhas)
1/2 xícara (80g) de queijo gouda, picado do mesmo tamanho que a cebola
1/4 xícara (50g) de cebola roxa, picada do mesmo tamanho que o queijo
1/4 xícara de iogurte grego
2 colheres de chá de suco de limão
1/4 colher de chá de páprica picante
sal e pimenta a gosto

1 – Frite o bacon puro, sem óleo, na frigideira, até que ele esteja bem crocante. Não precisa de óleo porque o bacon já tem gordura demais. Você vai ver sua frigideira no final. Retire quando chegar no ponto, coloque em cima de um papel toalha e espere esfriar. Depois, se não estiver em pedaços pequenos, corte com uma faca. Reserve.
2 – Em uma tigela, misture o iogurte grego com o suco de limão e a páprica até que esteja bem uniforme. Prove e ajuste o sal e a pimenta a gosto, lembrando que o queijo e o bacon tem o próprio salgado deles, então não capriche demais.
3 – Acrescente todos os ingredientes na tigela e mexa bem para espalhar o molho. Deixe na geladeira até a hora de servir!


Dicas:
– A receita original pedia maionese, que eu já usei uma vez, mas definitivamente preferi com o iogurte grego. Compre o iogurte sem açúcar, preferencialmente, mas com também fica bom – talvez você só precise caprichar mais no sal.
– Fica melhor se você fizer um dia antes porque parece que os sabores vão maturando juntos na geladeira. Nham!
– Se você achar cheddar de corte na sua cidade, pode usar na receita. Eu optei pelo gouda porque cheddar aqui é o olho da cara. E não estou falando daquele cheddar já fatiado de hambúrguer, e sim o cheddar importado. Não testei com o já fatiado, mas pode ficar bom também.

Você já fez reeducação alimentar? Como foi? Continua seguindo?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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