sexta, 24 de junho de 2016

Travessa de frango, abobrinha e arroz integral

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Gosto de pensar que a gente não nasce sabendo de tudo, não é, minha gente? A verdade é que sabemos muito pouco até o momento que a gente morre. A vida, o dia a dia, é um aprendizado de coisas novas constante. E pra mim não tem muita graça um dia no qual eu não aprendi algo completamente novo – tipo anteontem, que descobri o que é Parintins, e o dia que eu fiquei sabendo que farinha no ar é altamente inflamável.
Tem um monte de coisas que eu não sei, e especialmente quando envolve relacionamentos com outros seres humanos. Vivo aprendendo e aprendo pra viver. Mas enquanto isso, segue uma lista de coisas que eu não sei.
Juliana não sabe: não mencionar que você já contou aquela história mais de uma vez. Às vezes vou dizer de brincadeira, porque a história é muito engraçada e eu adoraria ouvir de novo. Às vezes vou dizer porque eu já estou de saco cheio de ouvir isso pela quadragésima vez.
Juliana não sabe: enaltecer e elogiar eternamente alguém. Eu provavelmente vou concordar quando você disser que seu cabelo está bonito, se ele estiver, e posso fazer isso sempre que ele estiver radiante. Mas esse elogio precisa ser natural, tem que vir de mim. Se você buscar esse elogio de mim todos os dias, religiosamente, dizendo que ele está maravilhoso, sedoso, incrível, como se estivesse precisando de uma aprovação… daí não sei ser dessas, perdoe-me. É capaz que eu fique calada observando seu ego inflar e torcendo para que, como a Tia Marge do Harry Potter, você voe para longe de mim.

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Juliana não sabe: não dizer qual o problema quando perguntam “qual o problema?” se realmente há um problema. Juro que já tentei permanecer calada, mas é como um vulcão verborrágico que vem do fundo do meu ser e, quando eu me dou conta, já botei tudo pra fora. Por isso, evito sempre confrontos no exato momento do problema. Vou pra casa digerir, compartilho com uns 4 confidentes, respiro fundo. Capaz que no dia seguinte esteja tudo bem, fique frio.
Juliana não sabe: não relembrar em brinks alguma cagada que você tenha feito. Sou dessas. Não é rancor, às vezes nem foi comigo, é só porque crio essas piadas internas entre amigos que eu acho divertido. Tipo quando derrubaram todo o drink em cima do meu celular no bar – provavelmente, vou relembrar da situação quando formos de novo, dizendo algo como “me traz um drink, mas já vem com dois dele porque o Gui curte derrubar o copo dos outros”. E vamos rir e ta tudo certo. Ele me zoa porque não sei fazer cálculo. Estamos quites.
Juliana é assim. Meio torta, mas de bom coração. Tento sempre aprender coisas novas, inclusive essas aí que eu não sei fazer. Um dia aprendo, tenho fé. Vamos aos poucos, não é?

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Estamos nessa época linda de festa junina, mas confesso que não fiz nenhuma receita específica. De qualquer jeito, por aqui já rolou muita coisa boa de São João. Inclusive um cupcake de canjica delicioso, já viram? Não?! Corre lá no site da Westwing pra ver a receita inteira e maravilhosa! Aproveita e já compra alguma coisa das maravilhas que eles têm por lá! #falência

Travessa de frango, abobrinha e arroz integral
Rende: uma travessa de 26cm de comprimento (tamanho médio)
Receita da Pink Parsley, com adaptações.

2 ovos
1 colher de chá de sal (ou a gosto)
2 colheres de chá de mostarda dijon (ou comum)
2 dentes de alho
1 xícara de queijo cottage
1/2 xícara de queijo parmesão, ralado
2 xícaras de arroz integral cozido (aprox. 1 xícara de arroz integral seco)
1/2 xícara de cebola picada (aprox. 1 cebola pequena)
1 abobrinha ralada
1 lata de milho, sem a água
1/2 pimentão vermelho, picado
2 xícaras de frango desfiado (cozido e cortado em cubos também serve)

1 – Pré-aqueça seu forno em 180˚C. Em uma tigela grande, misture os ovos, o sal, a mostarda, o alho e o queijo cottage até estar tudo bem uniforme.
2 – Adicione o arroz, a cebola, a abobrinha, o milho, o pimentão e o frango. Misture tudo muito bem. Prove, se achar que precisa de mais sal, coloque agora.
3 – Passe azeite na travessa que for usar. Coloque toda a mistura nela e nivele direitinho. Espalhe o queijo parmesão por cima uniformemente.
4 – Cubra com papel alumínio e asse por 30 minutos. Depois, retire o alumínio e asse por mais 15 ou 20, ou até o queijo no topo derreter e formar uma crosta deliciosa. Espere uns 10 minutos antes de servir, senão você se queima.

Fiz essa travessa já umas três vezes aqui em casa e parece que a cada vez, ela fica ainda melhor. Experimente!

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Dicas:
– A abobrinha tem muita água. Então, depois de ralar, coloque-a numa peneira, passe um pouco de sal e misture bem. Deixe ela ali, pendurada em cima de uma tigela, por uns 10 minutos. Isso faz com que ela perca a água e também um pouco do amargor da abobrinha. Depois dos 10 minutos, lave pra tirar o excesso de sal e esprema muuuuuito em cima da peneira. Mas muito mesmo!
– A receita original pede 1 1/2 xícaras de tomate, mas não usei e ficou ótimo. Se quiser, acrescente.

segunda, 04 de janeiro de 2016

Jambalaya e mais metas para dobrar em 2016

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Outra meta para 2016 é aprender uma nova língua. Sou fluente em inglês, mas sempre senti que isso não era suficiente. Sempre quis ser uma dessas pessoas que fala três ou quatro línguas.
E eu seria uma delas se eu não tivesse um bloqueio imenso com espanhol. Tive aulas na escola, mas eu simplesmente não consigo entender espanhol. É tipo matemática pra mim, tem algum botão, lá no fundo do meu cérebro, que desliga todo o sistema quando algum número ou palavra em espanhol aparece em um texto ou em uma conversa. O Sr. Namorado faz chacota com meu bloqueio, pois em Buenos Aires a única coisa que eu conseguia dizer era “si si” para qualquer pergunta, até quando o taxista perguntava “qual sua idade?”. “Si si” era a minha resposta padrão.

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Mas eu também sempre quis aprender italiano, só porque eu amo a Itália. No entanto, de uns tempos pra cá, passei a ver essa nova empreitada como também uma chance de melhorar minha vida profissional e acadêmica, então o francês se tornou uma opção muito mais interessante nesses aspectos.
Só que tem o alemão, que tem sido uma língua muito pedida para currículos. E tem o polonês, só porque eu apaixonei completamente por aquele país e minha meta de vida é voltar lá sempre que possível, então é bom falar um pouco da língua para me virar por lá.

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Claro, pensando menos com o coração (italiano e polonês) e mais com o cérebro, minhas opções válidas para aprender em 2016 são espanhol e francês. Então não sei qual dos dois vou escolher: Mercosul ou Europa? Qual eu começo primeiro? Claro, porque não vou parar por aí. Aprendo uma agora e depois me aplico em outra.
A impressão que tenho é que francês é mais importante ter aulas em si, por ser uma língua mais diferente da nossa. Espanhol eu talvez consiga aprender bastante coisa com aulas intensivas de férias, enquanto o francês eu tenho a impressão que terei que começar do zero, com aulas de iniciante mesmo.

jambalaya
Que dúvida! Mas gosto desse sentimento de ir em busca de coisa nova. Ar novo nessa vida, estou precisando.
E como todo começo de ano no qual eu busco ar novo e coisas diferentes, vou passar pra vocês uma receita de um prato salgado que fez meus dias mais felizes ultimamente. Comi isso no almoço e no jantar acho que umas três semanas diferentes – não seguidas, não sou tão obsessiva.
Diferente porque tem pimenta e eu nunca gostei de pimenta. Fujo de pratos apimentados. Mas decidi aprender a gostar, já que muita gente me disse que é só questão de costume. Jambalaya é uma receita tradicional de New Orleans, nos EUA, e é tipo uma paella. Eles usam a holy trinity – cebola, pimentões e aipo – para dar um sabor maravilhoso ao prato.

Jambalaya
Rende: 5 porções generosas
Receita por Closet Cooking, com adaptações.

Mistura de tempero creole
2 1/2 colher de chá de páprica doce
2 colheres de chá de sal
2 colheres de chá de alho em pó
1 colher de chá de cebola em pó
1 colher de chá de pimenta preta moída
1 colher de chá de pimenta cayena em pó
1 colher de chá de orégano seco

Jambalaya
500g de linguiça de frango
2 xícaras de caldo de frango
1 colher de sopa de manteiga
1 cebola pequena, picada
1 pimentão vermelho médio, picado
2 talos de aipo, picados
2 dentes de alho, picados
1/2 colher de sopa da mistura de tempero creole
1 lata de tomate pelato (se encontrar em cubos, perfeito, se não, fatie os tomatos pelatos grosseiramente antes de usar)
1 colher de sopa de extrato de tomate
1 colher de chá de molho inglês (opcional)
2 folhas de louro secas
1 xícara de arroz branco
sal e pimenta a gosto

1 – Deixe o caldo de frango ferver e depois desligue, mas o mantenha sempre quente. Ou seja, se estiver ainda preparando as coisas e ele esfriar, lembre-se de fervê-lo antes de usá-lo na receita. Em uma tigela pequena, misture todos os ingredientes para o tempero creole, até ter certeza que tudo está bem misturado e uniforme.
2 – Em uma panela bem grande onde caiba todos os ingredientes (lembrando que o arroz cresce!), coloque um fio de azeite ou óleo e frite as linguiças dos dois lados. Quando estiverem quase prontas, retire-as e as fatie em rodelinhas. Devolva as linguiças para a panela e frite novamente até que elas estejam totalmente cozidas e já ganhando cor.
3 – Adicione a cebola, o pimentão e o aipo e cozinhe mexendo sempre, por uns 5 minutos, até a cebola ficar translúcida.
4 – Adicione o alho e a 1/2 colher de sopa de tempero creole e cozinhe por mais um minuto, mexendo sempre.
5 – Coloque na panela o caldo fervente, a lata de tomate, o extrato de tomate, o molho inglês, as folhas de louro e o arroz. Misture bem para que fique tudo bem uniforme. Prove e se achar que precisa de mais tempero creole, adicione agora. Diminua o fogo para o mínimo e cozinhe com a panela semitampada até que o arroz esteja pronto e o caldo tenha reduzido até o seu gosto. Eu prefiro úmido, mas pouco aguado, então ele ficou ali por mais ou menos uns 30 minutos, um pouco mais talvez. Ajuste sal e pimenta, se estiver fraco pra você, e sirva imediatamente com um pouco de cebolinha picada por cima!

Se você quiser e tiver em casa, acrescente camarões e frango em cubinhos também, para ficar mais próxima do verdadeiro jambalaya. Como eu nem sempre tenho, e essa linguiça de frango é bem acessível pra mim, eu faço só com ela. E se você for mais acostumado com pimenta do que eu, regule a quantidade do tempero creole ao seu gosto!

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Dicas:
– Regule a umidade do seu jambalaya de acordo com seu gosto: se quiser mais úmido, retire do fogo antes, se quiser mais seco, deixe secar mais, etc.
– Se quiser ser mais jambalaya ainda, use uma linguiça apimentada. Eu estou indo com calma ainda, hahaha.
– Rende bastante, sim. Divida a receita pela metade ou faça como eu e coma no almoço e no jantar por uns 3 dias seguidos. Puro amor!
– Se quiser colocar camarões também, deixe para acrescentá-los nos últimos 4 ou 5 minutos de cozimento do arroz. Se optar pelos cubinhos de frango, basta dourá-los junto com as rodelas de linguiça.
– Vai sobrar bastante da misturinha do tempero creole. Dá pra guardar como qualquer outro tempero e usar em outras receitas.

Qual língua vocês acham que devo aprender? Espanhol e Mercosul, ou francês e Europa? Qual é mais fácil, ou mais difícil?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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