sexta, 02 de novembro de 2012

Risoto bouquet garni com camarões

9 Comentários

Se eu tivesse que escolher um prato para comer pelo resto da minha vida, somente ele, provavelmente seria uma batalha difícil entre risoto e sushi. Não sei bem o motivo do meu fascínio por eles.
Minha paixão por sushi vem de um tempo, em uma festa de inauguração de um shopping. Eu estava tentando impressionar um garoto e, por alguma razão na minha cabeça, comer peixe cru parecia apropriado e incrível naquele momento. Agora, imagino que deve ter sido meio patético. A coisa boa que tirei dessa noite foi provar a culinária japonesa pela primeira vez e iniciar uma paixão avassaladora que me faz escolher churrascarias pela qualidade do sashimi no sushibar.
Já o risoto, eu honestamente não faço ideia de quando comecei a amar. Foi um dos primeiros pratos que eu me dediquei a estudar e aprender a fazer na cozinha. Desde então, conto a marca de, pelo menos, 50 risotos servidos. Fiz mais risotos do que fiz miojos, na vida.
Houve umas semanas em que cozinhei risotos 3 vezes. Em um dia de gordice, almocei e jantei dois diferentes. Nunca mais repeti essa aventura, porque tenho piedade da minha dieta, né.


Em comparação, acredito que é possível fazer risoto/sushi de tudo. Não necessariamente eu vou achar ótimo – detesto risoto/sushi com manga –, mas que é possível, é. A versatilidade é infinita. Eu posso viver com isso.

Risoto bouquet garni com camarões
Rende: 2-3 porções

15 camarões médios limpos, sem casca
1 dente de alho grande, amassado
4 xícaras de chá de água
1 bouquet garni
1/2 xícara (100g) de cebola branca média picada bem fina

2 colheres de sopa de azeite

1 xícara (200g) de arroz arbório ou carnaroli

1/2 de xícara de chá de vinho branco

2 colheres de sopa (30g) de manteiga gelada

1/2 xícara de chá (40g) de queijo parmesão ralado na hora
sal e pimenta a gosto

1 – Caso não ache pronto para comprar, prepare o seu bouquet garni com pequenos galhos de salsa, tomilho e folha de louro. Amarre com um barbante, deixando a ponta bem longa para que fique fora da panela. Ferva a água com o bouquet. Retire o bouquet e reserve.
2 – Tempere os camarões com o alho amassado e umas gotas de azeite. Em uma frigideira pequena, frite os camarões por 45 segundos de cada lado. Camarão não deve ficar muito tempo no fogo, senão ele fica “borrachudo”. Corte alguns em pedaços e deixe outros inteiros, depois reserve enquanto faz o risoto.
3 – Em uma panela de fundo grosso, refogue a cebola nas colheres de azeite em fogo baixo por aproximadamente 3 minutos. Não deixe que dourem, devem ficar apenas translúcidas.

4 – Acrescente o arroz, aumente o fogo e mexa bem por 2 minutos, garantindo que cada grão fique envolto em uma camada de azeite.

5 – Derrame o vinho e continue mexendo, até que evapore. É bem rápido!
6 – Comece a adicionar o caldo do bouquet garni aos poucos. Use uma concha de feijão, se preferir. Misture bastante com a colher, até que o arroz absorva tudo. Aqui, confira o sabor do caldo e tempere com mais sal e pimenta, se preferir. Lembre-se que o queijo parmesão é naturalmente salgado e irá acrescentar isso ao prato final.
7 – Continue adicionando o caldo até o conteúdo da panela praticamente dobrar de tamanho. Prove um grão para saber se está al dente – o arroz deve estar macio, mas com o centro ainda duro. Quando atingir essa consistência, pare de adicionar caldo e retire do fogo. Caso o líquido acabe antes, complete com água quente.

8 – Acrescente os camarões, a manteiga e o parmesão ralado. Misture vigorosamente. Tampe a panela e deixe descansar por 4 minutos antes de servir bem quentinho.


O Sr. Namorado é alérgico a camarões, e eu sou apaixonada por eles. Quando faço pratos com camarões, costumo deixá-los pré-prontos, como nessa receita, para acrescentar ao final. Assim, divido em duas porções: uma com e outra sem para comermos juntos. Estou aguardando pacientemente o dia que ele fará o tratamento de alergia – muitas injeções durante várias semanas – para poder comer de novo.

Qual prato você escolheria para comer pelo resto da vida?

  1. 02 de novembro de 2012 - 16:25

    Olá Juliana!!Esse risoto parece maravilhoso!!Amo risoto, sempre dá para se aproveitar tudo que estiver dando sopa na geladeira ou despensa…rsrsrs
    Ah estou fazendo agora meu bolo de aniversário, como sou fissurada em cookies and cream, vou fazer a cobertura negresco daqui do seu blog,eu tenho uma dúvida, será que só dá certo com o açúcar impalpável ou o de confeiteiro pode ser usado??

    • 02 de novembro de 2012 - 16:48

      Oi Cintia!

      Dá certo com o de confeiteiro também, mas talvez fique um pouco mais granulado, sabe? Daquele jeito que a gente sente o açúcar nos dentes quando morde. Mas fica gostoso do mesmo jeito. :)

      Depois me diz como ficou! Tira uma foto! Beijo!

  2. 02 de novembro de 2012 - 18:36

    Ju…
    eu simplesmente amoooo o seu blog!!! porque tem aqui duas das coisas eu mais amo nessa vida: receitas e fotos lindas!!! hahaha
    me aventuro na cozinha.. e já fiz várias das suas receitas!

    estou fazendo agora pela primeira vez suspiro!! kkkk
    não é tão simples quanto parecia.. fiquei um tempão batendo na batedeira, e coloquei no forno (que estava quente demais!) não deu certo!! =/
    vamos ver se a segunda fornada vai dar certo!!!

    você é de brasília?? eu tbm sou!
    acho que eu vi em algum post vc falando isso..hehe
    beijos!

    =)

    • 02 de novembro de 2012 - 21:29

      Oi Hayane!

      Que legal, você já tentou algumas receitas minhas! Me dê o feedback, gosto de saber quando dá certo, errado ou o que vocês mudam nas receitas! ;)
      Suspiro eu já fiz, muitos anos atrás. Não ficaram com a melhor das aparências, mas ficaram gostosos!

      Sou de Brasília, sim! Vivo nesse ovo de codorna. Capaz da gente se conhecer e nem saber, né. Hehehe.
      Um beijo e volte sempre por aqui!

  3. 03 de novembro de 2012 - 10:47

    Minha querida Juliana, pela aparência desse risoto eu entendo plenamente sua paixão por eles.Também me apaixonei, eu quero rsrs.
    Ficou apetitoso.Beijos querida, tenha um lindo final de semana.

  4. vivi
    05 de novembro de 2012 - 13:03

    parece delicioso. pena aqui em casa nínguem gostar de camarão. acredita.
    pobre tem cada coisa…. rsrsrrs
    mas eu queria muito aprender a fazer um risoto de frango.
    amei a historinha. eu parei de comer unha por causa de um garoto. rsrs a gente faz cada coisa.hehheheh
    nunca comi risoto mas sempre digo que mesmo sem comer eu amo pois amooooo arroz papa e sopinha de bebê. rs
    besos
    vivi

    • 05 de novembro de 2012 - 13:12

      Ah, Vivi, eu adorava um risoto de frango defumado de um restaurante aqui em Brasília. Pena que ele fechou, mas tenho como uma missão reproduzi-lo algum dia. Daí coloco aqui no blog pra gente! :)

      Um beijo!

  5. Natascha
    10 de março de 2013 - 03:54

    Olá Juliana,

    gostaria de saber se algum dia poderei experimentar esse MARAVILHOSO risoto?!

    :)

    Beijo!

    • 10 de março de 2013 - 15:18

      Está registrado que eu lhe devo vários risotos. Marca o dia: que seja um sábado! ;)

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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