quarta, 19 de outubro de 2016

Quiche de alho poró e tomatinhos

6 Comentários

Estava vendo esta lista de filmes para chorar sem culpa no sofá e que estão no Netflix e pensando no quanto eu sou chorona com longa-metragens. Eu tentei buscar nessa lista um filme que eu não tivesse chorado, mas todos que vi dela, eu chorei. Copiosamente e vergonhosamente, a ponto de soluçar e ter dores de cabeça fortíssimas no dia seguinte.
Tem quem diga que filme chororô não é bacana porque está trazendo público pelo drama e não pelo conteúdo. Eu acho que depende muito. Um filme pode ser muito bom e nos matar de tanto chorar. Não precisa ser clichê. Ou pode ser clichê também, que importa?

Quiche de alho poró com tomatinhos cerejas no topo.
Nessa lista, por exemplo, tem um bom exemplo: A Vida é Bela. É um filme muito bem feito, com atuações incríveis e uma história e personagens cativantes. Eu sei disso porque é o que dizem, já que eu não consegui terminar de ver. Simplesmente não conseguia parar de chorar.
E você chorava quando começa a parte tensa no campo de concentração, Juliana? Não, senhores. Eu já era uma cachoeira enquanto Benigni fazia suas palhaçadas no primeiro ato. Era porque eu já sabia o que viria depois – juntei com minhas lembranças da Polônia – e já estava previamente desesperada pelo personagem.
Isso pra mim é comoção e conexão com o personagem. Isso pra mim não é ruim. É só ser bem feito, como é em A Vida é Bela.

Quiche de alho poró com tomatinhos cerejas no topo.

Quiche de alho poró com tomatinhos cerejas no topo.
Não vou nem dizer de Sempre ao Seu Lado que ta na lista. O dia que vi esse filme no cinema, eu nunca ouvi tanta gente soluçando e sussurrando de ansiedade em um filme só.
Up? As Vantagens de Ser Invisível? Chorei com todos. Gente, eu chorei até em Senhor dos Anéis. Sou uma manteiga no calor do Brasil em dezembro.

Quiche de alho poró e tomatinhos
Rende: uma quiche de 26cm de diâmetro

Massa podre
1 1/4 xícaras de farinha
110g de manteiga, gelada, cortada em cubinhos
1/4 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de água gelada

Recheio
7 ovos
1 alho poró picado
1 colher de chá de sal
1/2 xícara (40g) de queijo parmesão ralado (preferencialmente, na hora. O de saquinho não é muito bom pra assar)
180g de tomatinhos cerejas (é um pacote daqueles padrões do mercado)
1/4 xícara (65ml) de creme de leite fresco
1/4 xícara (65ml) de leite
temperos da sua preferência, se quiser (salsinha, cebolinha, alecrim, pimenta do reino, etc)

1 – Primeiro, faça a massa: misture a manteiga cortada com a farinha e o sal. Se você tiver um utensílios como esse aqui, é exatamente para isso que ele serve, então use para incorporar a manteiga ainda gelada à farinha. Se não tiver, pode usar duas facas ou a ponta dos seus dedos mesmo. O risco com os dedos é que a manteiga pode derreter, o que não é indicado. No fim, você vai obter uma farofa, quase como areia molhada.
2 – Adicione as colheres de sopa de água, uma a uma, misturando entre elas, até que a massa forme uma bola. Depende muito da umidade na sua casa e da sua farinha, então não dá pra garantir que você usará toda a água, e pode ser até que você precise de mais!
3 – Abra a massa com um rolo e cubra a fôrma de torta delicadamente. Acerte com os dedos para que a massa esteja uniforme e espalhada por toda a fôrma. Leve para a geladeira por 10 minutos, enquanto pré-aquece seu forno em 190˚C.
4 – Cubra a massa com papel alumínio e coloque algum tipo de peso que possa ir ao forno em cima, dentro da fôrma. Pode ser feijão, só lembre que eles não poderão mais ser consumidos. Mas servem como pesinhos de tortas pro resto da vida hahaha. Leve para assar por 20 minutos, até que as bordas comecem a dourar. Então, remova do forno, retire o papel alumínio e os feijões, e devolva para assar por mais 6 ou 8 minutos, para dourar o centro da massa também. Quando estiver pronto, retire e reserve.
5 – Nesse meio tempo, você pode preparar o recheio. Refogue o alho poró com um pouco de azeite por uns 10 minutos, até que esteja bem murcho e com um cheiro incrível. Eu amo alho poró, socorro. Reserve.
6 – Em uma tigela grande, bata os ovos com o sal. Tempere com mais ervas ou pimenta se você preferir, eu não quis colocar nada pra não passar por cima do sabor do alho poró, mas fique à vontade.
7 – Acrescente o creme de leite, o leite e o parmesão e misture bem.
8 – Para montar: espalhe o alho poró no fundo da massa, de maneira uniforme. Então, despeje a mistura de ovos com delicadeza por toda a massa. Dê uma leve sacudidinha para uniformizar. Corte os tomatinhos pela metade e os posicione com cuidado em cima da mistura. Com cuidado senão eles afundam e não dão o efeito da foto.
9 – Leve para assar na mesma temperatura da massa por 15 a 20 minutos, mas o ideal mesmo é checar quando estiver se aproximando do fim: o centro deve ainda ter um leve remelexo quando você balança a fôrma, mas o topo deve estar firme e um pouco corado. Espere esfriar pelo menos uns 20 minutos para cortar. Sirva com uma saladinha. :)

Quiche de alho poró com tomatinhos cerejas no topo.
Uma delícia de quiche. Parece ser difícil ou ter muitos passos, mas eu a fiz em 1 horinha e pouco. E o resultado vale muito a pena. Um excelente presente pra levar pra casa de uma amiga pra uma reunião de brothers e jogar Black Stories a tarde toda.

Dicas:
– Você pode usar margarina ou banha de porco para a massa, como faz a cozinheira top da casa da minha mãe. Só precisa estar gelada para incorporar à farinha como pede essa receita.
– Higienize bem seu alho poró pra não levar terra pra quiche. Alho poró geralmente tem bastante terra entre as folhas. Eu costumo cortar ao meio e passar embaixo da água da torneira enquanto abro as folhas.
– Você pode usar tudo de creme de leite ou tudo de leite integral, não altera muito na textura, mas o sabor com o creme de leite é outra coisa!
– Antes de colocar o recheio na massa assada, se você quiser garantir ainda mais a crocância dela no final, passe uma clara de ovo com um pincel por cima de toda a massa e leve para o forno por um minutinho. Isso vai criar uma camada que impede que o líquido do recheio amoleça demais a casca.

  1. Beatriz Levorse Araujo
    19 de outubro de 2016 - 12:31

    Hummm. Estou sentindo o cheirinho , gosto desta quiche. A massa é como ( aquela deliciosa massa podre? ) ?? A combinaçao do alho poró com os tomatinhos ficou maravilhosa. Ju , este chororo todo ao assistir filmes , sao para poucas pessoas sensiveis como nós. Graças a Deus por isso. Bj

    • 04 de novembro de 2016 - 06:56

      Beatriz, é sim a massa podre! Fica uma delícia!

  2. Rebeca
    20 de outubro de 2016 - 17:31

    Olá!
    Que delícia de receita, parabéns!
    Gostaria de saber se eu posso substituir o creme de leite fresco pelo de caixinha.

    Obrigada. :)

    • 04 de novembro de 2016 - 06:58

      Rebeca, o de caixinha não é bom para assar. Melhor você omitir ou substituir por mais leite integral :)

  3. Jaqueline
    22 de outubro de 2016 - 16:48

    Aih que delicia essa quiche!! Com certeza vou fazer! Sobre chorar em filmes…. To no seu time Ju…. Cherei em todos q assisti dessa lista…. Aliás se bobear choro até com comercial!

    • 04 de novembro de 2016 - 06:58

      Jaqueline, já chorei com alguns comerciais hahahah

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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