terça, 07 de abril de 2015

Pão de queijo e a saga da estante

23 Comentários

Ontem minha estante chegou no apê! Que estante, Juliana? Bem, não sei se já havia comentado em algum post com vocês, mas todos os itens de decoração, pra tirar fotos, todos os stands de cupcake e as porcelanas que eu compulsivamente adquiro em viagens ou em lojas por aí – tudo isso precisava de um destino, já que minha mãe não para de me questionar quando é que eles vão sair do meu antigo quarto.
Bem, eles sempre tiveram um destino: minha estante. Ela já constava no projeto das arquitetas, com um design bem legal baseado nas imagens de inspiração que pesquisei e mandei pra elas. O layout dela era pra ser de nichos, cada um de um tamanho diferente, e assim elas fizeram. Mas, como vocês podem imaginar, o dinheiro acabou mais ou menos ali na bancada da cozinha, antes de sequer chegar na estante.

pao_de_queijo
Então, fui atrás de outras opções pra preencher o espaço com uma estante. Busquei nichos prontos na Leroy Merlin, mas daria muito trabalho, eu teria que furar a parede e não ficaria perfeito. O próximo passo foi em lojas de decoração e arquitetos, com projetos. Alguns eram bacanas, apesar de não serem desformes como eu achava legal, mas o preço? Ficava praticamente a mesma coisa de mandar fazer a minha estante do projeto, ou até mais caro.
Resolvi deixar pra finalizar mais pra frente. Mas, por um golpe do destino, mamãe e eu nos unimos para multiplicar os pãe… a grana, e pagar o marceneiro mais simples, porém confiável, que conhecíamos. E voilá, dividida em várias parcelas suaves pero no mucho, aqui está minha estante maravilhosa.

“Nossa, mas ela é tão… branca, Ju”, é, gente, é branca, como tudo no apartamento, porque já falei que eu curto o branco hospitalar e porque eu tenho tantas, mas TANTAS porcelanas coloridas que, se eu fizesse a estante colorida também, ia virar uma Sapucaí.

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E agora? Bem, agora falta a prateleira que circunda o teto da sala de estar, onde caberão os livros, que não deu pra ser montada ontem. Mas é jogo rápido pra um próximo dia. E então já poderei montar essa estante com trocentas coisas coloridas e potes e stands e porcelanas e… TUDO. <3 Enquanto isso, fiquem com esse tão pedido pão de queijo. Foi a primeira coisa delícia que saiu do meu forno elétrico do apê. Mas porque diabos um pão de queijo, e não um cupcake? Não tenho nenhuma boa história pra contar ou argumento pra dar. Apenas estava com um arrasador desejo de pão de queijo e fiz essa receita. E ficou tão boa que repeti três vezes em duas semanas.

Pão de queijo
Rende: 60 bolinhas de 1 colher de sopa
Receita da Paula, do The Cookie Shop, com adaptações.

2 xícaras (480ml) de leite
200g de manteiga
650g de polvilho doce
1 colher de sopa de sal
3 ovos
200g de queijo meia cura (ou parmesão)

1 – Ferva o leite junto com a manteiga, até derreter tudo. Não precisa que o leite suba, basta aquecer o suficiente pra derreter a manteiga. Reserve até esfriar, o suficiente pra você colocar o dedo e não queimar.
2 – Peneire o polvilho e o sal em uma tigela grande. Rale o queijo e reserve. Bata levemente os três ovos em outra tigela menor e reserve.
3 – Abra um buraco no centro do polvilho e derrame o leite e a manteiga. Misture com uma colher aos poucos, até incorporar tudo. Em seguida, acrescente os ovos e continue misturando. Aqui você precisa de um pouco de trabalho de braço, o que é ótimo pra queimar umas calorias antes de comer esses pães de queijo deliciosos.
4 – Por último, adicione o queijo ralado e misture bem. Se quiser largar a colher e misturar com as mãos, acho válido. Quando estiver bem uniforme, reserve a massa na geladeira. Fica mais fácil fazer as bolinhas com a massa gelada.
5 – Se quiser assar imediatamente, é só pré-aquecer o forno em 190˚C e assar até que fiquem corados, em cima de um papel manteiga. Se quiser congelar, faça as bolinhas e as coloque em fôrmas. Leve para o congelador até endurecer e guarde em ziplocs depois.

Eu sou muito esquisita com várias coisas de comida. Uma delas é pão de queijo: eu gosto mesmo é daquele pão de queijo puxento, com bastante polvilho e queijo bem distante. Então, pra mim, esse balanço do polvilho e do pão de queijo, nessa adaptação da receita da Paula, ficou ideal. Mas se sinta à vontade para alterar a quantidade de polvilho e de queijo até ficar satisfeita com o puxa-puxa, ou a falta dele, no seu lanche da tarde.

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Dicas:
– Quando fiz com queijo parmesão, segui a receita exata da Paula, com 500g de polvilho doce. Quando fiz com queijo meia cura, a massa não pegou consistência pra enrolar nem depois de fria, então adicionei 150g de polvilho na receita original pra fazer com esse queijo. Ficou perfeito! Se fizer com o parmesão, se atente pra esse detalhe e decida o que acha que fica melhor pro seu paladar.
– Compre o queijo em blocos e rale em casa. Não use queijo ralado porque ele tem amido e outros componentes que podem afetar a textura da massa.
– Se usar um queijo muito salgado, ajuste o sal da receita para menos e vice-versa. Dica: uma amiga fez com parmesão e um pouco de provolone e ficou show.
– Leite integral e manteiga sem sal, como eu falo no FAQ do blog.

  1. Leonay
    07 de abril de 2015 - 08:38

    Caraca, Ju, acredita q pensei em pão de queijo semana passada inteirinha? Uma puta vontade de comer, mas, cadê polvilho? :(

    Vou ter que dar uma boa garimpada pelas lojas exóticas e de produtos brasileiros…

    Esse foi o post sacanagem da semana, só atiçou as “mocinhas”! kkkkkkkkkkkkkk

  2. Caroline Uezu
    07 de abril de 2015 - 08:53

    Bom dia, tu achas que dá para fazer com queijo minas???? é o único tipo sem lactose que eu conheço à venda no mercado :p

    Se der e ficar legal poderemos fazer pão de queijo sem lactose!!!!

    :D

    • 17 de abril de 2015 - 07:44

      Caroline, acho que você pode tentar, só precisa ser um queijo que derreta (queijo mole). Se bem que um amigo já fez com ricota e ficou bom. :)

  3. 07 de abril de 2015 - 10:28

    Sou apaixonada por estantes, e a sua é muito linda, cabe bastante coisa ! Outra coisa q eu sou apaixonada é pão de queijo, como todo dia se puder kkkkk. Queria saber se essa massa pode bater na batedeira, com o gancho ?
    Beijos !

    • 17 de abril de 2015 - 07:45

      Vivian, até pode, mas acho que faz sujeira sem necessidade, porque de qualquer jeito você vai precisar sujar as mãos depois pra fazer bolinhas hahahahaha. Beijos!

  4. Leonay
    07 de abril de 2015 - 11:17

    Ah, sim, a estante é da hora, adorei! :)

    • 17 de abril de 2015 - 07:45

      Lay, seus presentinhos vão pra estante enfeitá-la! :D

  5. 07 de abril de 2015 - 20:58

    Puta merda, eu fiz pão de queijo e donuts pra receber uns amigos aqui na última sexta-feira. Tanto a massa do pão de queijo quanto a dos donuts foram batidas na planetária. :3

    Minha receita vai só polvilho azedo. Qual é a diferença entre o azedo e o doce?

    • 17 de abril de 2015 - 07:51

      Fernanda, acho que é só preferência mesmo. Tanto que das próximas vezes vou fazer com polvilho azedo pra ver dicoé! Hahahahah beijossss

  6. Maitê
    07 de abril de 2015 - 22:29

    Ju, sua estante ficou perfeita! E o branco hospitalar não é problema, é solução! Como você mesma disse, tudo colorido fica sapucaí! rsrs
    Parabéns pelo ap como um todo, e nada como um bão pão de queijo sô! ;)
    Bjs

  7. Leonay
    26 de abril de 2015 - 08:34

    Ju, consegui achar o polvilho, será que ficariam bons com emmental? Digo pq acho emmental tão sem gosto… quero fazer pq tenho um monte deles em casa e ninguém fala em comer.

    • 26 de abril de 2015 - 09:42

      Lay, acho que vai ficar bom sim! Emmental derrete né? Confesso que nunca comi muito emmental. Só precisa ser um queijo que derreta. Qualquer coisa, pode usar metade parmesão e metade emmental!

  8. Débora
    03 de maio de 2015 - 13:39

    Ju! Eu fiz os pães de queijo e ficaram esplandidos eu amei! Obrigada pela receita, parabéns!! =D

  9. Herika
    17 de maio de 2015 - 20:00

    Olá Juliana.

    Utilizei o polvilho azedo e um pouco menos de manteiga (150g). Ficou uma delícia! Ainda não testei com o polvilho doce. Com qual deles você achou melhor?

    Abraço!

    • 22 de maio de 2015 - 11:09

      Herika, também fiz uma vez com menos manteiga e ficou show também! :) Eu prefiro polvilho azedo, acho que o sabor do queijo fica mais acentuado. Beijos!

  10. Virginia
    12 de junho de 2015 - 14:12

    Olá Juliana.
    Fiz tudo ao pé da letra, mas ficou muito aguado, uma calda só, coloquei mais 300 gr de povilho, coloquei na geladeira e firmou, mas na hora de assar, ele esparramou todo virando uma placa. O que ser o que houve? Obrigada

    • 17 de junho de 2015 - 18:49

      Virginia, você usou polvilho doce, por acaso? Quando eu faço com polvilho doce, fica aguado também, mas mesmo assim é só colocar na geladeira por bastante tempo pra enrolar. E depois, pra assar, tenha certeza que o forno está bem quente e eles estão bem gelados! Beijos!

  11. 01 de julho de 2015 - 01:07

    Nossa, água na boca com essa receita!! Gostaria de tirar uma dúvida, quando você diz pra bater os ovos, é bater + ou – até que ponto ou quanto tempo? Eu costumo seguir tudo a risca, pois não sou lá essas coisas na cozinha. Ah, as fotos são uma delícia a parte. Parabéns, blog lindo!!

    • 13 de julho de 2015 - 18:32

      Eliana, bater só pra quebrar a gema, já está bom. Beijos!

  12. Isabela
    02 de julho de 2015 - 00:49

    Não leva fermento ?

    • 13 de julho de 2015 - 18:49

      Isabela, pra que fermento em pão de queijo? Nunca vi receita de pão de queijo com fermento…

  13. Cristiane
    14 de outubro de 2018 - 11:19

    Pode substituir a manteiga por óleo? Qual seria a proporção?
    Obrigada

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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