quarta, 20 de julho de 2016

“Pão” de limão e sementes de papoula

6 Comentários

Nós, como serumaninhos, temos o costume de transformar pequenos problemas em grandes coisas. Digo por experiência pessoal, afinal todos nós fazemos isso. Uns mais ou menos que outros, mas todo mundo já criou na cabeça uma situação muito maior do que ela efetivamente era na realidade.
Porque será que fazemos isso? Seria tudo bem mais simples se a gente não inventasse coisas para complicar. Com certeza aquele dia que Fulano não lhe deu bom dia teria sido bem menos chato se você tivesse pensado “ele esqueceu” ao invés de “com certeza ele está com algum problema comigo, será que fiz algo? Será que o magoei? Ou será que é de propósito para que eu fale com ele primeiro?”. Já paramos para pensar o quão louco é achar isso?

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Talvez estejamos buscando algo para preencher um espaço vazio e encontramos na complicação esse algo. Pode ser tempo de sobra, cabeça vazia, coração vazio. Qualquer coisa onde a ampliação de um problema simples possa ser encaixada.
Eu faço isso bastante, mas gosto de pensar que melhorei com o tempo. Eu era bem pior. Mas aí conheci Sr. Namorado, o melhor conselheiro de todos os tempos. Toda vez que começo a criar coisas na cabeça sobre qualquer situação, recorro a ele. E como uma bigorna gigante de realidade e deboísmo, ele sempre me traz de volta para o lado simples e menos estressante da vida.
O mais importante de não deixar as pequenas coisas virarem uma bola de neve é, principalmente, não se deixar engolir pelo estresse. Quando você toma aquilo com leveza, parece que o mundo fica leve com você. Capaz que aquela pessoa que não te deu bom dia veja o seu status de calmaria e se inspire a ficar deboa também. Ou não, porque, afinal de contas, – e isso é muito importante! – nem tudo no mundo gira em torno do nosso umbigo.

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E ta tudo bem sem girar em torno do nosso umbigo! Desde que você esteja em paz consigo mesmo, o mundo pode ruir em volta, com pequenos problemas, que você provavelmente continuará com a consciência tranquila. E com bem menos rugas de preocupação.

“Pão” de limão e sementes de papoula
Rende: 1 “pão” de 18 cm de lateral, praticamente uma fôrma de pão mesmo
Receita da Reluctant Entertainer, com adaptações.

2 xícaras (265g) de farinha
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento químico, em pó
1 colher de chá de extrato de baunilha
1/2 colher de sopa de raspas de limão
1 colher de sopa de sementes de papoula
2 ovos
2/3 xícara (155ml) de manteiga derretida
1 xícara (200g) de açúcar
1 xícara (236ml) de leite (ou de whey que sobrou depois que você fizer creamcheese caseiro)

1 – Ligue seu forno em 170˚C para ir pré-aquecendo. Peneire a farinha, o sal e o fermento em uma tigela. Em outra, misture o açúcar, as raspas e a semente de papoula. Apalpe o açúcar com as raspas para que o cheirinho delas impregne os grãos. O cheiro é in-crí-vel.
2 – Na tigela da batedeira, basta acrescentar todos os ingredientes secos (farinha e açúcar) e os líquidos, além dos ovos. Bata na velocidade mínima por dois minutos, até chegar a uma massa um pouco líquida e uniforme.
3 – Transfira a massa para uma fôrma estilo de pão, previamente untada com manteiga e farinha, e leve para assar por mais ou menos 1h. É bom checar depois dos 40 minutos com um palito no centro do bolo. Provavelmente ele vai ficar com uma casquinha bem morena, mas é o necessário pra assar o centro do bolo.
4 – Retire quando estiver pronto e deixe esfriar dentro da fôrma em uma grade por pelo menos uns 15 minutos. Depois pode desenformar, mas o ideal é esperar ele ficar quase totalmente em temperatura ambiente. Aproveite!

Eu só chamei isso de “pão” porque era o nome na receita original, mas pessoalmente isso pra mim é um bolo. Eu fiz em casa porque queria gastar as sementes de papoula que tenho aqui. Tenho gramas e gramas delas, quase sem uso. Então, fui atrás e fiz essa delícia que, pra mim, é um bolo no formato de pão de forma.
O meu eu fiz com whey no lugar do leite, como citei na receita, que é a sobra líquida da produção de queijo caseiro. No caso eu tinha feito creamcheese, que vou colocar a receita aqui em breve! Aguardem! :)

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Você também transforma pequenos problemas em grandes, não é? Pelo menos uma vez na vida. Como você lida com isso?

  1. Angela Rodrigues
    20 de julho de 2016 - 09:51

    Bom diaaaaa Ju sua lindaaaa s2

  2. Ilza Rosa
    20 de julho de 2016 - 10:02

    Querida Juliana!

    Essa questão de minimizar os grandes problemas vem com o amadurecimento. Lembro que eu era a rainha dos grandes problemas ( mas que na realidade eram bem menores do que pareciam)!!!
    O envelhecer, somado a companhia de pessoas amadas, incluindo aqui meus bichos e suas receitinhas e textos super bacanas, faz da minha vida uma delicia de ser vivida!!

    Um grande beijo!

    • 20 de setembro de 2016 - 13:49

      Ilza, é verdade, a gente amadurece e vemos as coisas com outros olhos, né? Beijos!

  3. Nazarethe Coelho
    20 de julho de 2016 - 10:17

    Esse ” pão bolo”, é divino!.. vc é ” sensacional” com essas ” piadinhas de verdades”!..SIMPLISMENTE, adoro!.. as vezes acontece isso comigo. Mas, sou do tipo q costumo dizer pra mesma: o problema está aí,p/o homem,e não o homem p/o problema!..ou ainda: olhe isso por outros angulos!..de cima,de lado. Nunca ” encaro”o problema. Sempre procuro ficar acima ou tentar ve-lo de fora. Assim, consigo analisar friamente, e tentar resolve-lo. Ou, se for apenas” achismo”..ignoro ou contorno!. Bjs!..e Feliz dia do Amigo!

    • 20 de setembro de 2016 - 13:52

      Nazarethe, concordo! Temos que olhar de outros ângulos, buscar ver o problema e, quem sabe, encará-lo, mas da nossa maneira!

  4. Nazarethe Coelho
    20 de julho de 2016 - 10:19

    Desculpe querida, onde saiu ” piadinhas”, por favor, desconsidere!.. é PITADINHAS! .OK!

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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