quinta, 30 de abril de 2015

Panquecas americanas com calda de laranja

7 Comentários

Finalmente assisti Blade Runner. Depois de anos vendo pedacinhos em doses homeopáticas, ou começando e parando lá pelos 8 minutos porque tinha algo pra fazer.
Ainda estou avaliando mentalmente o que eu achei sobre o filme. É um desses que você tem que pensar muito, preferencialmente reassistir, pra captar exatamente se você gostou ou não. Eu já sei que gostei, só preciso concluir com certeza se o filme vale todo o hype criado em torno dele durante anos ou não.
Assisti ao longa em uma sessão do projeto que meu amigo Vini está participando na faculdade aqui em Brasília, junto com minha orientadora da monografia de quando me formei. É o Cine CEUB, só com bons filmes clássicos a cada 15 dias, às terças a noite. Depois da sessão, rola um debate sobre o filme com um convidado.

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Apesar da discussão dessa semana não ter rendido muito – principalmente porque a sessão estava apinhada de jovenzinhos forçados a assistir o filme como parte de uma aula do segundo semestre –, eu fiquei pensando em como um longa-metragem sofre nas mãos de produtores. Eu já sabia que isso acontecia, desde que li o maravilhoso “Filme”, da Lillian Ross. Recomendo.
Mas Blade Runner teve pra lá de sete versões, gente. SETE. Eu nem sei se a versão que eu assisti foi a mais recente ou não, a mais aceita pelos fãs ou a preferida do diretor. Sei apenas que foi uma versão sem uma dublagem patética que o Harrison Ford teve que fazer para outras, e só isso já a torna melhor. Detesto esses filmes que o produtor acha que tem que colocar uma narração pra reexplicar o que está acontecendo na tela – tipo como quem diz “oi, seus burros, não entenderam? Vou desenhar pra vocês”.

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Ainda vou digerir Blade Runner por um tempo. Pesquisar sobre, ler algumas críticas e análises, que é o que eu curto fazer com filmes mais profundos assim.
Enquanto isso, vamos aproveitar aqui essas panquequinhas estilo americanas, que em nada tem a ver com Blade Runner, já que são coloridinhas e doces, e o filme só não é preto e branco por falta de vontade do diretor. Ficaria bom no preto e branco também.

Panquecas americanas com calda de laranja
Rende: 20 panquecas finas e bastante calda
Receita da massa da linda e eterna Martha Stewart.

Massa
1/2 xícara (60g) de farinha
1 colher de sopa (15g) de açúcar
1 colher de chá de fermento
uma pitada de sal
1/2 xícara (120ml) de leite
1 ovo pequeno
1 colher de sopa de manteiga derretida
1 colher de chá de extrato de baunilha

Calda
3/4 de xícara (175ml) de suco de laranja (espremido da fruta, com amor)
1/2 xícara (120ml) de água
1/2 xícara (115g) de açúcar
1 colher de sopa de amido de milho (maizena)
1 colher de sopa de manteiga

1 – Primeiro, a calda: em uma panela, ferva a água e o açúcar, misturando com uma colher, até que ele esteja dissolvido. Reserve.
2 – Em uma pequena tigela, misture o suco de laranja e a maizena até não ter mais bolotinhas de maizena. Faça a calda de açúcar ferver novamente e, então, diminua o fogo para o mínimo e acrescente o suco de laranja.
3 – Deixe ferver no fogo mínimo por 5 a 8 minutos, quando vai estar mais consistente. Por último, retire do fogo e adicione a manteiga. Misture tudo e reserve.
4 – Prepare um prato limpo e um pedaço de papel alumínio para cobrir as panquecas e as manterem quentinhas. Em uma tigela, misture todos os ingredientes secos com um fouet: a farinha, o fermento, o açúcar e o sal.
5 – Abra um buraco no centro dos ingredientes secos e quebre dentro o ovo. Bata levemente sem misturar os secos, depois acrescente o leite, a manteiga derretida e a baunilha por cima.
6 – Misture então todos os ingredientes juntos, com calma e cuidado. Não precisa bater nem misturar demais, só o suficiente para umedecer tudo. Se ficarem algumas bolotinhas de farinha, não tem problema.
7 – Unte de leve uma frigideira com um pouco de manteiga (eu passo um papel toalha empapado de manteiga) e coloque meia concha de feijão da massa. Na verdade, aqui depende do seu gosto: eu prefiro panquecas mais finas, então coloco meia concha e ainda dou uma girada na frigideira pra massa espalhar. Se gostar daquelas bem grossas, então coloque uma concha inteira e deixe parado.
8 – Vire com uma espátula quando começar a formar bolhas na superfície. Faça uma de cada vez e vá colocando uma em cima da outra no prato e cobrindo com o papel alumínio para mantê-las quentinhas. Se quiser reaquecer algumas quando todas estiverem prontas, também pode. Na real eu comi elas já frias e amei do mesmo jeito.
9 – Depois é só derramar a calda por cima e ser feliz!

Essa calda é ÓTIMA, e serve pra mil coisas. Serve pra saborizar o buttercream (uma ou duas colheres de sopa é suficiente pra uma receita cheia), serve pra molhar o bolo de laranja e deixar mais laranjudo, serve até pra colocar umas gotinhas no chá da tarde, pra ficar mais aromatizado! Não é um extrato ou essência, mas serve até como isso nessa receita de cupcakes de laranja que já fiz aqui.

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O que sobrar da calda você pode guardar na geladeira, em um pote bem vedado, por uns 15 dias.

Já assistiram Blade Runner? O que acham do filme?

  1. Juliana Cunha
    30 de abril de 2015 - 09:18

    Oi Ju. Nunca assisti Blade Runner, mas fiquei curiosa. Vou incluir na lista do feriado! Sobre as panquecas, minha mãe tem uma receita de panqueca que aprendeu com uma senhora americana na casa de quem ela morou por um tempo e a receita leva também um pouquinho de fubá. Fica muuuuito bom, por que o sabor do fubá fica bem discreto e a cor fica bem amarelinha. Uma delícia. Depois se quiser experimentar posso te enviar a receita! Essa calda deve ficar maravilhosa! Vou experimentar com certeza! Beijos e bom final de semana!

  2. Inês B.Teixeira
    30 de abril de 2015 - 09:36

    Bom dia…. Esse filme é para ser assistido varias vezes. Há tantos elementos, tantos ensinamentos que uma única vez é impossível absorver tudo. Quando assisti pela primeira vez, te confesso que não gostei, mas algo me dizia, assista de novo… Assisti pela, segunda, terceira…. muitas vezes e a cada vez que assistia algo novo entendia. É denso e delicado ao mesmo tempo. É duro e sutil.. é ateu e espiritual. Quem não assistiu, recomendo… assista de mente aberta e sem paradigmas…

  3. Suely
    30 de abril de 2015 - 23:20

    Oi Ju!
    Eu só assisti o filme uma vez e gostei por ser cool. Me deu mais vontade de assistir de novo!
    Sobre a panqueca….eu costumo rechear com banana amassada com mel, delicia das delicias!
    Ou então….banana em rodelas com nutella! Agora a calda de laranja…….vou experimentar nesse fim de semana.
    Bom feriado e bjuuus

    • 05 de maio de 2015 - 15:04

      Suely, o bom de panquecas é que elas são multiuso e combinam com qualquer coisa, né?! Amo!!

  4. ANA PAULA LAMOUNIER
    04 de maio de 2015 - 18:39

    Oi Ju,

    você é tão fantástica, tanto nas suas receitas quanto nos seus textos, que fico entrando no site do cupcakeando para ver se tem novidades. Adoro ler os seus comentários sobre cinema, decoração, receitas, etc.
    Tenho feito cupcakes de churros (a pedidos de amigos!) e não estava gostando da textura do bolinho, então usei o seu primeiro cupcake de baunilha e adicionei canela… bingo!!! consegui a qualidade do cupcake de churros que buscava!!!
    Obrigada por me ensinar sempre!
    Beijos
    Ana

    • 05 de maio de 2015 - 15:09

      Ana, obrigada pelos elogios, flor! Fico muito feliz ao ver comentários como o seu. Que bom que o blog lhe ajudou! :)

  5. Grazieli
    04 de agosto de 2016 - 18:03

    Primeira vez que fiz uma calda de laranja, perfeita!!!

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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