segunda, 04 de janeiro de 2016

Jambalaya e mais metas para dobrar em 2016

16 Comentários

Outra meta para 2016 é aprender uma nova língua. Sou fluente em inglês, mas sempre senti que isso não era suficiente. Sempre quis ser uma dessas pessoas que fala três ou quatro línguas.
E eu seria uma delas se eu não tivesse um bloqueio imenso com espanhol. Tive aulas na escola, mas eu simplesmente não consigo entender espanhol. É tipo matemática pra mim, tem algum botão, lá no fundo do meu cérebro, que desliga todo o sistema quando algum número ou palavra em espanhol aparece em um texto ou em uma conversa. O Sr. Namorado faz chacota com meu bloqueio, pois em Buenos Aires a única coisa que eu conseguia dizer era “si si” para qualquer pergunta, até quando o taxista perguntava “qual sua idade?”. “Si si” era a minha resposta padrão.

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Mas eu também sempre quis aprender italiano, só porque eu amo a Itália. No entanto, de uns tempos pra cá, passei a ver essa nova empreitada como também uma chance de melhorar minha vida profissional e acadêmica, então o francês se tornou uma opção muito mais interessante nesses aspectos.
Só que tem o alemão, que tem sido uma língua muito pedida para currículos. E tem o polonês, só porque eu apaixonei completamente por aquele país e minha meta de vida é voltar lá sempre que possível, então é bom falar um pouco da língua para me virar por lá.

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Claro, pensando menos com o coração (italiano e polonês) e mais com o cérebro, minhas opções válidas para aprender em 2016 são espanhol e francês. Então não sei qual dos dois vou escolher: Mercosul ou Europa? Qual eu começo primeiro? Claro, porque não vou parar por aí. Aprendo uma agora e depois me aplico em outra.
A impressão que tenho é que francês é mais importante ter aulas em si, por ser uma língua mais diferente da nossa. Espanhol eu talvez consiga aprender bastante coisa com aulas intensivas de férias, enquanto o francês eu tenho a impressão que terei que começar do zero, com aulas de iniciante mesmo.

jambalaya
Que dúvida! Mas gosto desse sentimento de ir em busca de coisa nova. Ar novo nessa vida, estou precisando.
E como todo começo de ano no qual eu busco ar novo e coisas diferentes, vou passar pra vocês uma receita de um prato salgado que fez meus dias mais felizes ultimamente. Comi isso no almoço e no jantar acho que umas três semanas diferentes – não seguidas, não sou tão obsessiva.
Diferente porque tem pimenta e eu nunca gostei de pimenta. Fujo de pratos apimentados. Mas decidi aprender a gostar, já que muita gente me disse que é só questão de costume. Jambalaya é uma receita tradicional de New Orleans, nos EUA, e é tipo uma paella. Eles usam a holy trinity – cebola, pimentões e aipo – para dar um sabor maravilhoso ao prato.

Jambalaya
Rende: 5 porções generosas
Receita por Closet Cooking, com adaptações.

Mistura de tempero creole
2 1/2 colher de chá de páprica doce
2 colheres de chá de sal
2 colheres de chá de alho em pó
1 colher de chá de cebola em pó
1 colher de chá de pimenta preta moída
1 colher de chá de pimenta cayena em pó
1 colher de chá de orégano seco

Jambalaya
500g de linguiça de frango
2 xícaras de caldo de frango
1 colher de sopa de manteiga
1 cebola pequena, picada
1 pimentão vermelho médio, picado
2 talos de aipo, picados
2 dentes de alho, picados
1/2 colher de sopa da mistura de tempero creole
1 lata de tomate pelato (se encontrar em cubos, perfeito, se não, fatie os tomatos pelatos grosseiramente antes de usar)
1 colher de sopa de extrato de tomate
1 colher de chá de molho inglês (opcional)
2 folhas de louro secas
1 xícara de arroz branco
sal e pimenta a gosto

1 – Deixe o caldo de frango ferver e depois desligue, mas o mantenha sempre quente. Ou seja, se estiver ainda preparando as coisas e ele esfriar, lembre-se de fervê-lo antes de usá-lo na receita. Em uma tigela pequena, misture todos os ingredientes para o tempero creole, até ter certeza que tudo está bem misturado e uniforme.
2 – Em uma panela bem grande onde caiba todos os ingredientes (lembrando que o arroz cresce!), coloque um fio de azeite ou óleo e frite as linguiças dos dois lados. Quando estiverem quase prontas, retire-as e as fatie em rodelinhas. Devolva as linguiças para a panela e frite novamente até que elas estejam totalmente cozidas e já ganhando cor.
3 – Adicione a cebola, o pimentão e o aipo e cozinhe mexendo sempre, por uns 5 minutos, até a cebola ficar translúcida.
4 – Adicione o alho e a 1/2 colher de sopa de tempero creole e cozinhe por mais um minuto, mexendo sempre.
5 – Coloque na panela o caldo fervente, a lata de tomate, o extrato de tomate, o molho inglês, as folhas de louro e o arroz. Misture bem para que fique tudo bem uniforme. Prove e se achar que precisa de mais tempero creole, adicione agora. Diminua o fogo para o mínimo e cozinhe com a panela semitampada até que o arroz esteja pronto e o caldo tenha reduzido até o seu gosto. Eu prefiro úmido, mas pouco aguado, então ele ficou ali por mais ou menos uns 30 minutos, um pouco mais talvez. Ajuste sal e pimenta, se estiver fraco pra você, e sirva imediatamente com um pouco de cebolinha picada por cima!

Se você quiser e tiver em casa, acrescente camarões e frango em cubinhos também, para ficar mais próxima do verdadeiro jambalaya. Como eu nem sempre tenho, e essa linguiça de frango é bem acessível pra mim, eu faço só com ela. E se você for mais acostumado com pimenta do que eu, regule a quantidade do tempero creole ao seu gosto!

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Dicas:
– Regule a umidade do seu jambalaya de acordo com seu gosto: se quiser mais úmido, retire do fogo antes, se quiser mais seco, deixe secar mais, etc.
– Se quiser ser mais jambalaya ainda, use uma linguiça apimentada. Eu estou indo com calma ainda, hahaha.
– Rende bastante, sim. Divida a receita pela metade ou faça como eu e coma no almoço e no jantar por uns 3 dias seguidos. Puro amor!
– Se quiser colocar camarões também, deixe para acrescentá-los nos últimos 4 ou 5 minutos de cozimento do arroz. Se optar pelos cubinhos de frango, basta dourá-los junto com as rodelas de linguiça.
– Vai sobrar bastante da misturinha do tempero creole. Dá pra guardar como qualquer outro tempero e usar em outras receitas.

Qual língua vocês acham que devo aprender? Espanhol e Mercosul, ou francês e Europa? Qual é mais fácil, ou mais difícil?

  1. Juliana
    04 de janeiro de 2016 - 09:32

    Juuuu! Super me identifiquei com seu bloqueio espanhol! Também sou fluente em inglês e parti para o francês, é a língua mais linda da vida =) Cursei na Cooplem da Asa Norte, é um curso bom! Se quiser ir além, tente um intercâmbio no Canadá, fiz um curso intensivo de 1 mês em Montreal e aprendi muita coisa! Feliz Ano Novo e sucesso com a nova língua!

    • 17 de janeiro de 2016 - 22:41

      Ju xará, obrigada pela dica! Vou atrás desse Cooplem pra ver como é, quanto é, etc! :D

  2. Claudia
    04 de janeiro de 2016 - 09:37

    Sou sua fã, de verdade! Minhas ideias batem demais com as suas! Acho que eu devia te conhecer pessoalmente, pq tenho a impressão que vc mora perto da minha casa! Meu marido já encontrou com vc e o Freddie no parquinho!!! Amo jambalaya! Ah! Eu escolheria francês, até comecei semestre passado, mas por vários contratempos, parei! ;*

    • 17 de janeiro de 2016 - 22:42

      Claudia, eu lembro do seu esposo! Hahahaha, nunca mais o encontrei descendo com os cães… na verdade, não vou tanto lá, já que o Freddie não mora comigo… Mas quem sabe a gente se encontra por ali qualquer dia! :D Beijos beijos!

  3. Valéria
    04 de janeiro de 2016 - 11:33

    Espanhol, quando vc decidir aprender vai ser muito rápido. Frances é uma língua de uma sonoridade sem igual. Vejo várias motivações para aprender frances: para vc que gosta de culinária imagine-se lendo os grandes chefes de uma cozinha maravilhosa no original; literatura riquíssima é um outro estímulo, não precisa nem falar na sensualidade de um frances bem pronunciado, acho que Sr. Namorado vai gostar disso, etc. etc. etc.. Escolha aprender com um professor de Paris, a pronúncia é linda, clara e de fácil entendimento. As ex colonias tem um frances pastoso, acho que não vale a pena. como também algumas regiões da França, como o sul, que a língua tem uma certa influência italiana não é uma pronúncia bonita. Boa Sorte, sucesso. Quero ver posts em frances em pouco tempo.

    • 18 de janeiro de 2016 - 17:29

      Valéria, é uma das motivações pra aprender francês também: o fato de poder falar a língua da culinária, né? Um bom argumento o seu! Beijos!

  4. Maitê
    04 de janeiro de 2016 - 12:14

    Ju, minha sugestão é você aprender francês!!! Eu cheguei a fazer um pouco e posso dizer que você vai encontrar muita relação com o inglês, mesmo sendo de raízes diferentes. O mais difícil pra mim foi essa confusão inglês/francês, já que o inglês eu sei melhor e está muito mais presente no nosso dia a dia.
    Espanhol é mais fácil, o que dificulta é a proximidade com o português, dá a impressão que o”portunhol” nunca vai te abandonar, mas o importante é conseguir se comunicar, se fazer entender, então o “portunhol” não é tão problemático! rsrs
    Boa sorte em 2016 pra mais receitas maravilhosas como esta de Jambalaya!

    • 18 de janeiro de 2016 - 17:32

      Maitê, acho que vou no francês mesmo, torcendo pra não dar muita confusão mental com o inglês! Um ótimo 2016 para você também, queridona! :)

  5. Gabriel
    04 de janeiro de 2016 - 17:18

    Oi Ju!!
    Eu também morro de vontade de aprender italiano, mas me falta tempo até mesmo de pegar fluência no inglês, então vai ficando na fila. Mas acho que entre espanhol e francês, acho que é mais vantagem o francês, por mais difícil que seja.
    Que cor linda que fica este prato!! Quero fazer e experimentar com pedaços de frango, tentar fazer uma versão com arroz integral dele, pra poder incluir na dieta… kkkk
    Difícil, mas a gente tenta.

    Beijos

    • 18 de janeiro de 2016 - 17:34

      Gabriel (já pode chamar de Biel? Me sinto íntima), acho que francês é mais vantagem mesmo. Pensei em fazer com arroz integral, mas fiquei sem muita noção da quantidade de água que colocaria, já que o integral demora mais para cozinhar. Faz e me conta o resultado! :D

  6. Rosalia
    16 de janeiro de 2016 - 13:41

    Oi! Olha, eu sou professora de francês e, pela minha experiência, não importa qual língua você escolha, é importante que você tenha alguma conexão, de fato, com ela e com a cultura dos países em que ela é falada. Eu acabo recebendo muitos alunos que estudam francês porque é “importante” ou “bonito”, mas que não tem nenhuma afinidade ou conexão concreta com a língua. Nesse caso, a aprendizagem fica mais demorada, cansativa e difícil pois a pessoa não escuta músicas na língua, vê filmes ou séries, lê livros, quadrinhos ou jornais na língua. Ou seja, antes de olhar a parte “prática”, olha o que te cativa mais, o que te motiva de verdade. =) Daí em diante, a aprendizagem vai ser um grande prazer e não um processo chato, lento e pouco efetivo. Bonne chance!

    • 25 de janeiro de 2016 - 22:47

      Rosalia, mais uma razão para talvez investir no francês, porque eu teria mais contato ainda com filmes e livros de confeitaria e gastronomia em geral, não é? Espanhol eu confesso que não ia me interessar tanto… Obrigada pela dica!

  7. Yasmin
    02 de fevereiro de 2016 - 11:02

    Oi Ju! Olha, sempre tive essa vontade de aprender vários idiomas, e como você já sou fluente em inglês. Eu já fui pra outro lado, estou aprendendo coreano (e adorando, apesar de ser muito difícil!). Como a Rosalia falou, estudar um idioma que você tenha uma conexão facilita. Eu já ouvia músicas coreanas antes de começar e comecei a assistir programas de variedades, séries e filmes. E realmente, ajuda muito. Sem contar que você sai um pouco daquele formato de aula tradicional e aprende um pouco nos seus momentos de lazer.
    Estou me mudando pra Brasília e acho que vou continuar os estudos na UNB, vi que lá tem muitas opções de idiomas (até grego tem). Boa sorte!

    • 10 de fevereiro de 2016 - 08:11

      Yasmin, por mim eu aprenderia polonês! Hahaha. Pena que não encontro ninguém que dê aulas de polonês, e também não teria nenhuma utilidade para meu currículo, a não ser se eu quisesse me mudar pra lá agora – o que é verdade pura, mas né, vamos pensar com o cérebro e não com o coração… hahaha. Beijos!

  8. 23 de janeiro de 2017 - 08:01

    […] conclui minha meta para o ano de 2016 e, é claro, eu falhei miseravelmente. Nem fui atrás do tal curso de língua estrangeira que quis fazer. Ainda quero! E decidi por francês. Mas estou focando em novos projetos, inclusive aqui para o […]

  9. 02 de maio de 2017 - 08:00

    […] de salmão, com o molho de salada de macarrão frio, com o molho de tomates da Paolla, com o jambalaya e com umas outras trocentas receitas de cupcakes daqui do blog. O bom dessa obsessão é que eu […]

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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