quarta, 25 de novembro de 2015

Cupcakes salgados de ervas e cenoura

12 Comentários

Sabem aquelas leis que a gente devia seguir e exigir, mas acabamos sem sequer saber que elas existem? Essa é a lei das águas nos restaurantes. Sei que é uma lei do Distrito Federal, e fiquei sabendo pelo vídeo da Jout Jout que também existe no Rio de Janeiro.
A lei n. 1.954/1998 do DF diz, simplificando bastante, que qualquer estabelecimento que forneça comida aos clientes deve, obrigatoriamente, oferecer água potável para eles. Potável acaba sendo até da torneira, mas um local correto – e um garçom bacana – irá trazer do filtro dos funcionários, é claro.
Pessoas do meu Brasil. Isso não é fantástico?! Porque cargas d’água estamos pagando por água sem gás em restaurantes, a não ser pelo luxo de levar pra casa uma garrafa de plástico?

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Mas porque não sabemos dessa coisa maravilhosa chamada “cumprir a lei”? Porque é óbvio que o restaurante prefere que você pague pela água numa garrafinha. Muitos donos sequer sabem dessa lei e os que sabem raramente repassam aos funcionários. Eu e meus amigos descobrimos essa façanha incrível ao ir em um Outback de Brasília e receber um copão gigante de água de graça da garçonete, que gentilmente explicou da existência da legislação.
Pronto. Eu tirei prints da lei e ando com ela salva no meu celular, para comprovar. Já tive que mostrar em dois lugares, que disseram que não conheciam lei nenhuma que tratava disso.
Acaba ficando uma situação desagradável pro cliente, que está no direito dele, mas se sente “inconveniente” em pedir a “água da lei”.

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Mas gente, porque nós é quem temos que nos sentir mal? Quem devia se sentir mal é o dono do restaurante, café, padaria ou bar que não averiguou a legislação e que também não treinou seus funcionários. Ele devia se sentir mal, primeiro de tudo, por não usufruir ele mesmo da lei nos locais onde ele vai comer! Hahaha.
O Sr. Namorado, no começo, ficou meio sem graça de pedir a “água da lei” quando saíamos juntos. “Ah, deixa pra lá”, ele dizia, e pagava as trocentas garrafinhas que tomávamos. Mas ultimamente já notei que ele se libertou das amarras sociais e, assim como no vídeo da Jout Jout, está pedindo “um copo de água, do restaurante, por favor”.
A técnica é: peça com calma, deixando claro que você não quer a garrafa fechada (ou o garçom pode abrir já no balcão). Se o atendente não entender, diga com simpatia que é a água “do filtro”. Se ele disser que eles não servem isso, explique que é lei, mostre um print, ou peça para ele levar ao gerente.
Se eles não quiserem te servir, não tente arrumar briga por isso: política aprendida com Sr. Namorado é jamais discutir com quem prepara a sua comida/água. Agradeça e sugira que eles devem se adequar à legislação. E não volte mais lá. Pronto!
Viva o compartilhamento de conhecimento das leis do País! E se o seu estado não tem isso, exija JÁ! E se você mora no DF ou no RJ, comece IMEDIATAMENTE a pedir o seu direito como cidadão de ter água potável de graça enquanto você consome e paga verdinhas para aquele estabelecimento.

Cupcakes salgados de ervas e cenoura
Rende: 12 cupcakes + 1 bolo pequeno
Receita do livro 175 Best Babycakes, com adaptações.

1 1/2 xícara de farinha
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de chá de fermento
1 colher de sopa de salsinha fresca picada
1/2 colher de chá de alecrim seco
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
1/2 xícara de leite
1/4 xícara de óleo
1/4 xícara de cenoura ralada

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela grande, peneire juntos a farinha, o fermento e o sal.
2 – Acrescente o açúcar e a salsinha à tigela. Antes de acrescentar o alecrim seco, esfregue e esprema eles com os dedos para que quebrem e liberem os aromas. Misture tudo com um fouet e reserve.
3 – Em outra tigela, quebre o ovo e acrescente o óleo. Bata levemente até incorporar os dois. Adicione então o leite e a cenoura, e misture bem até que esteja tudo uniforme.
4 – Despeje os líquidos nos ingredientes secos e misture com uma espátula, fazendo movimentos envolventes, de baixo para cima. Não mexa muito para não solar a massa. Se achar que está com grumos de farinha, bata vigorosamente com um fouet, mas apenas por 10 segundos. Isso é suficiente para acabar com as bolinhas, mas tem que ser VIGOROSAMENTE. Mas sem derramar tudo pra fora da tigela (eu talvez esteja falando por experiência…………).
5 – Divida entre as forminhas e leve para assar por 14 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.

Não cobri esses cupcakes com cobertura, porque só queria fazer aquele purê de batatas como cobertura, e não tive tempo de fazer. Sobrou massa depois dos cupcakes, porque os fiz menores, mas se você os fizer do tamanho padrão, talvez a receita renda uns 14 ou 15.

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Usei as forminhas maravilhosas da Ultrafest nos cupcakes, que jamais perdem a cor mesmo depois de assar. Muito amor! E ainda usei a fôrma de papel para fazer o bolo no formato inglês. Ela é ótima porque não precisa de uma fôrma externa de metal, pois ela é rígida e segura perfeitamente a massa dentro enquanto assa. Sem contar as cores lindas da lateral. Dá pra fazer pro Natal e já entregar nessa forminha linda, com um laço fofo. Acho até que é isso que vou dar nesse Natal pra quem eu amo.

Dicas:
– Eles não necessariamente vão dourar no topo, alguns meus ficaram até meio brancos, mas se achar esquisito um cupcake salgado branquinho, pincele um ovo batido neles depois de prontos e leve ao forno novamente por no máximo 2 minutos, na grade superior, apenas para dourar.
– A receita tem açúcar que deixa um sabor bem gostoso, de salgado com um leve doce. Eu gosto assim, não ligo para a mesclagem de sabores. Mas se você quiser um cupcake apenas salgado, é só tirar as colheres de açúcar e acrescentar uma colher de sopa de leite.

  1. Viviane
    25 de novembro de 2015 - 09:29

    Juliana, sobre São Paulo e a obrigatoriedade da água, temos um projeto de lei que ainda está em tramitação pela assembléia. É o Projeto de lei Nº 1001 / 2014. Vamos torcer.

    • 25 de novembro de 2015 - 14:49

      Viviane, que boa notícia! Agora o que vale é fazer pressão para que a lei seja aprovada!

  2. Daniela
    25 de novembro de 2015 - 09:41

    Eu simplesmente AMO quando você posta receitas de cupcakes salgados!
    E esse parece divinamente maravilhoso!

  3. Fer
    25 de novembro de 2015 - 10:23

    Que delícia. Vou testar.
    Meu irmão é fanático por bacon e cheddar, e uma vez me desafiou a fazer um cupcake com isso.
    Peguei uma receita antiga da minha avó de bolo de fubá salgado, adicionei bacon frito em cubinhos, e por fim uma cobertura de cheddar cremoso. Ficou DI-VI-NO.

    • 25 de novembro de 2015 - 14:49

      Fer, acho que uma cobertura de cheddar nesse cupcake aqui também ia ficar incrível! Beijos!

  4. Paula
    25 de novembro de 2015 - 15:33

    Juliana,
    Meu esposo está desempregado por conta da crise e resolvemos fazer cupcakes para vender. Mas estou com um problema… não estou encontrando embalagens para transportá-los sem amassar as pitanguinhas… só serve para os cupcakes com pasta americana. Estou preocupada com o transporte quando tiver encomenda com pitangas… Também moro no DF. não achei nada em conta no taguacenter que coubesse. Você sabe de algum lugar com e barato?

  5. Priscilla
    25 de novembro de 2015 - 15:51

    Ju, onde comprou a forma de pão? Foi aqui em Brasília?
    Adoro suas receitas, beijo grande.

    • 07 de dezembro de 2015 - 15:08

      Priscilla, essa descartável da Ultrafest vende em lojas de confeitaria pela cidade! Beijos!

  6. Vânia
    26 de novembro de 2015 - 13:28

    Oi Juliana, acabei de fazer e amei . Meu filho adorou!!! Falou: estou confuso, tem gosto de cup cake, de bolo, de empadinha. Kkk é muito bom. Eu acrescente parmesão por cima pra da um charme. Ficou lindinho !!! Obrigada e parabéns

  7. Cintya
    16 de dezembro de 2015 - 11:19

    Oi Juliana… posso trocar a farinha por farinha integral ou farinha de milho?

    • 18 de dezembro de 2015 - 16:54

      Cintya, acho que a farinha integral vai requisitar mais líquidos na receita, aí você precisa ajustar. A de milho talvez fique muito boa, vou testar!

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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