sexta, 05 de fevereiro de 2016

Couscous marroquino com camarões

9 Comentários

Tive um fim de dia não muito bom recentemente. Daqueles que fica um gostinho de amargo na boca e você nem entende direito o motivo. Além de triste, foi frustrante porque achei que seria tudo 100%. Criei expectativas, sabem, e expectativas não prestam muito para manter a sanidade de uma pessoa.
Para salvar o resto do dia, tive um ímpeto de ver meus amigos. Reuni minha coragem de sair de casa – porque eu sou preguiçosa e caseira, não necessariamente nessa ordem – e fui, aos 47 do segundo tempo, atrás do meu melhor amigo. Acabei em uma casa de outros amigos, com pessoas que eu não conhecia e que pessoalmente acabei nem interagindo muito.
Mas somente essas horinhas a mais acordada, com pessoas que eu desejo bem e que sei que me desejam bem, foi o suficiente para aliviar as angústias do meu coração. O amargo passou, o dia não ficou marcado como um lixo total. Rendeu boas histórias e alguns minutos daqueles risos que doem a barriga.

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Eu sou dessas que acredita que família não é determinada pelo sangue, ou pela obrigação. Família é quem a gente ama. Então eu posso escolher minha família, desde que eu ame aquelas pessoas.
Eu escolhi uma família de amigos para mim. Pessoas que eu sei que posso contar, seja às 6h da manhã para bater um papo, no meio da tarde sem nenhum planejamento pra comer um burgão ou às 23h59 da virada do ano quando eu disser “cadê você?”. Pessoas que sabem dos meus defeitos e problemas, sabem que eu sou sarcástica, pentelha, crítica, exagerada, preguiçosa, péssima com matemática, de humor negro e altamente duvidoso e que algumas vezes eu vou falar sem pensar.
Mas são as mesmas pessoas que puxam minha orelha delicadamente, ou grosseiramente mesmo, que me dizem que eu sou preguiçosa na minha cara, que fazem piada com minha ineficiência total com números e que apontam sem cerimônia quando eu ofendo ou magoo alguém com meus comentários.
São as mesmas pessoas que sabem que eu sou amiga deles, provavelmente do mesmo jeito que eles são meus. E eles passam pelos meus defeitos e problemas, assim como eu passo pelos deles, e chegamos – juntos – ao que significa família… ou amizade! Pra mim dá na mesma. E é por isso eu amo essas pessoas do fundo do meu coração.

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Desde que me mudei para morar sozinha, descobri os fascínios do couscous marroquino. Esses pequenos grãos – que nem são grãos! – são ótimos como um acompanhamento rápido e que deixa todos bem satisfeitos. Dá pra servir puro ou incrementar, como essa receita faz. A versatilidade dele tem me feito muitas vezes trocar o famoso arroz nosso de cada dia por couscous.

Couscous marroquino com camarões
Rende: porções para 5 pessoas
Receita da incrível Martha Stewart, que não tem como dar errado. Adaptei um pouquinho.

2 colheres de sopa de azeite
600g de camarões, sem casca e limpos
1 1/2 alho poró, cortado ao meio e depois fatiado em rodelas
2 cenouras médias, raladas
5 dentes de alho, picados
1 xícara de couscous marroquino, tamanho médio
1 xícara de ervilhas verdes (pode usar a congelada, só descongele antes)
2 xícaras de água fervente (ou 2 xícaras de caldo de legumes fervente)
sal e pimenta a gosto

1 – Mantenha a temperatura da água ou do caldo fervendo de vez em quando enquanto prepara a receita. Lembre-se que a água vai evaporar aos poucos, então garanta que no fim você terá 2 xícaras.
2 – Em uma panela bem grande, esquente o azeite no fogo médio e coloque os camarões. Deixe-os cozinhar com um pouco de sal e pimenta, até que estejam prontos. Não leva mais do que 2 minutos, se seus camarões não estiverem gelados. Assim que ficarem rosinhas dos dois lados, estão prontos. Não deixe cozinhar muito senão ficam borrachudos. Remova-os da panela e reserve.
3 – Adicione o resto do azeite na mesma panela e coloque o alho poró, as cenouras e o alho. Cozinhe mexendo sempre por 5 minutos, ou até que tudo tenha murchado um pouco.
4 – Adicione o couscous e as ervilhas. Misture bem. Tempere com um pouco de sal e pimenta, acrescente a água ou caldo fervente e desligue o fogo. Misture de leve, ou apenas balance a panela para que o líquido se assente. Prove o sal e ajuste, mas seja rápido pois o couscous precisa ser abafado no calor do líquido.
5 – Tampe a panela e deixe descansar por 5 a 10 minutos fora do fogo. Depois abra e misture com um garfo. Deve estar super fofinho e o couscous deve ter absorvido todo o líquido. Então devolva os camarões já prontos, dê uma mexidinha para ficar uniforme e sirva imediatamente.

Dá pra usar camarões congelados também, mas eles contém muita água, então na hora de saltear na panela, vá removendo o líquido que sai aos poucos. Se não tiver alho poró, dá pra fazer com cebola também, é só usar uma inteira de tamanho grande, bem picadinha.

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Quem está na sua família de amigos?

  1. Martha Rosemberg
    05 de fevereiro de 2016 - 09:49

    Sua receita me lembrou de outra: quinua com cogumelos. Que delícia! Obrigada.

    • 10 de fevereiro de 2016 - 08:14

      Martha, hmmmmm, quinua com cogumelos me parece uma excelente ideia vegetariana! Beijos!

  2. Mariane
    05 de fevereiro de 2016 - 09:59

    Excelente texto Ju, família é aquela que a gente ama e que podemos contar sempre, independente de sangue ou não! Espero que as coisas melhorem :)
    Adorei a receita! :D Beijos <3

    • 10 de fevereiro de 2016 - 08:14

      Mariane, estão melhorando! Obrigada, querida <3

  3. Bruna
    05 de fevereiro de 2016 - 12:26

    Ju, onde vc comprou esses camarões lindos? Foi aqui em Brasília?

    • 10 de fevereiro de 2016 - 08:15

      Bruna, foi sim! Compro sempre na Peixaria Ueda, na Feira do Guará, aos sábados de manhãzinha assim que saio da CEASA :) Eles estão frescos, sem ser congelados, e tem várias opções: inteiro, sem cabeça, sem casca, de vários tamanhos, etc. :)

  4. Andressa
    11 de junho de 2017 - 12:30

    Nossa parece uma delicia..queria um vídeo pois não sei cozinhar mto bem kkk…

  5. Sergio Chagas
    23 de março de 2018 - 10:53

    Sou suspeito pra opnar adoro tds os tipo de cuscuz.

  6. 04 de dezembro de 2018 - 08:40

    ADOREI A RECEITA, VOU FAZER SE PODER AINDA HOJE , QUANTO AO CAMARÃO EU TENHO ELE VIVO , MAIS JA QUE MORO NA BEIRA DA PRAIA DE OLINDA ,ESTOU COM DIFICULDADE DE ENCONTRA A MASSA , ASSIM QUE EU FAZER EU MANDO MEU COMENTÁRIO

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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