segunda, 27 de novembro de 2017

4 extratos caseiros para chamar de seus, e presentear no Natal

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O que que a gente tem que pensar durante o Natal além de o que vamos fazer pra ceia e como vamos emagrecer depois dos muitos kgs alcançados com a comilança?
Bom, Natal também é aquela época de presentear quem a gente gosta, né?! Aquela falência que vem aos poucos, mas duradoura até uns dois meses depois. Não há décimo terceiro que sustente, será?

Extratos caseiros de limão, hortelã, café e baunilha para fazer e presentear os amigos no Natal
Bom, pra economizar um pouco e ainda fazer um presentinho que tenha a cara de carinho e atenção, por que não planejar algo caseiro, homemade?
Extratos caseiros são mais fáceis de fazer do que gelo. Basta colocar dentro de uma garrafinha ou pote bem limpinho o que você quer como saborizante, vodka nele e esperar umas semanas. Dois meses é o ideal, pra ficar bem apurado. Um ano inteiro e você vai ter AQUELE extrato top.

Extratos caseiros de limão, hortelã, café e baunilha para fazer e presentear os amigos no Natal
Nem tudo funciona como saborizante, é claro, mas a grande maioria das coisas sim. E hoje vou ensinar a vocês quatro extratos caseiros pra você preparar agora e deixar maturando até dia 24, quando você vai colocar em um potinho bem bonito, com um laço, e dar pra mamãe fazer os bolos mais gostosos, ou pro seu pai fazer aquele drink mix com gostinho de hortelã, ou pra seu amigão saborizar o chá favorito.

4 extratos caseiros para chamar de seus

Todos requerem 230ml de vodka, cada

Limão
Raspas grossas de um limão

Hortelã
1/2 xícara de folhas de hortelã, rasgadas com os dedos

Café
3 colheres de sopa de grãos de café, levemente moídos e quebrados

Baunilha
3 favas de baunilha

Eu não devia nem colocar passo a passo, de tão simples que é, então na verdade vou dar dicas pra cada extrato.
Limão: tire raspas grossas do limão e não raladas, finas. As grossas são melhores para extrair o sabor. Se você não tiver esse utensílio que eu usei no vídeo, descasque o limão normalmente e corte a casca em fatias finas. Não use a parte branca, que amarga.
Hortelã: hortelã ou menta, tanto faz. Corte as folhas com os dedos e não com uma faca pois com a faca, elas oxidam. Quando medir na xícara, pode compactar, sem pressionar MUITO, mas pressionando um pouco para caber bastante.
Café: se você não tiver um pilão para moer um pouco os grãos, coloque-os em um ziploc e quebre com um rolo de abrir massa, em cima de uma toalha para não quebrar sua bancada.
Baunilha: você pode abrir as favas e usar as sementes em outra receita, utilizando para o extrato somente a casca das favas. Ou raspe as sementinhas de dentro e coloque dentro do extrato também, para que toda vez que você usar, saia um pouco de sementinhas. No de baunilha, você pode ir sempre colocando mais cascas de favas conforme usar sementes em outras receitas. Isso faz com que o extrato fique mais e mais forte.

1 – Complete cada pote/garrafa com a vodka e feche bem fechadinho. A cada 3 ou 4 dias, balance os extratos levemente, para misturar as coisas ali dentro. Depois de umas 4 semanas, ele já vai estar bom pra ser usado, mas o ideal mesmo é deixar bem uns 2 meses para maturar bastante.

Extratos caseiros de limão, hortelã, café e baunilha para fazer e presentear os amigos no Natal
Faltaram lacinhos fofos nos meus potinhos, mas considere-os os extratos “mães”. Quando eu for presentear os coleguinhas com eles, vou fazer separados em outras garrafinhas menores.

Já está comprando presentes de Natal? Ou vai fazer algo caseiro? Diz aí o que vai ser, mas não conte pros seus entes queridos que você já deu spoiler aqui! :)

quinta, 23 de novembro de 2017

Guiozas vegetarianos

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Sempre tenho um pacote de proteína texturizada de soja em casa – a famosa PTS. Acho super prático e bom pra substituir a carne moída em diversos pratos, o que eu de vez em quando faço.
Cozinho a PTS em água fervente com um pouco de shoyu por um minutinho, depois desligo e deixo ali quietinho por uns 5 minutos. Escorro em uma peneira e retiro a maior quantidade de água que eu conseguir. Espremendo mesmo. Daí, refogo com cebola e temperinhos, geralmente páprica picante e defumada, um pouco de gengibre e pimenta caiena, e fica uma delícia!

Guiozas vegetarianos

Guiozas vegetarianos
E guiozas são essas coisas de restaurante que você sempre se pergunta porque são tão caras, junto com crepes e sucos. Nunca compreendo como água e farinha com carne moída pode custar 50 reais por aí.
Decidi fazer em casa, mas optei por fazer uma versão vegetariana com a PTS por motivos de: eu gosto. Usei o tempero tradicional japa que encontrei pela interwebs, mas se você quiser tornar este guioza vegano é só remover o molho de ostras, né?

Guiozas vegetarianos

Guiozas vegetarianos
A misturinha do recheio com a PTS também pode ser facilmente substituída por carne moída de porco ou salmão, como é tradicional nos restaurantes. Ou você pode fazer um com legumes apenas, tipo um rolinho primavera. Experimente com outras coisas além da cenoura também!

Guiozas vegetarianos
Rende: 12 guiozas médios
Receita da massa pela Ochikeron.

Massa
100g de farinha
1/4 colher de chá de sal
55ml de água morna

Recheio
1 xícara de proteína de soja texturizada, hidratada e com a água escorrida
100g de repolho branco bem picadinho
50g de cebola branca bem picadinha
100g de cenoura ralada

Tempero para o recheio
1/2 colher de sopa de molho shoyu
1/2 colher de chá de açúcar
1/2 colher de sopa de óleo de gergelim (torrado ou não)
1 colher de sopa de amido de milho (maizena)
1 colher de chá de alho ralado
1/2 colher de chá de gengibre ralado
1/2 colher de sopa de molho de ostras
1/4 colher de chá de sal

1 – Para fazer a massa do guioza, basta misturar todos os ingredientes da massa numa tigela até que a água absorva a maior parte da farinha. Depois transfira para uma superfície com um pouquinho de farinha, só pra não grudar, e sove por uns 6 minutos. A massa vai ficar bem lisinha. Deixe ela descansar por 30 minutos fora da geladeira, embalada em papel filme, enquanto prepara o recheio.
2 – Misture todos os ingredientes do recheio em uma tigela grande. Depois, em outra tigelinha, prepare o tempero que vamos colocar no recheio misturando todos os ingredientes de uma vez. Em seguida, derrame por cima do recheio. Você pode misturar com uma colher mas eu gosto mesmo é de usar a mão pra sentir que tudo está bem uniforme. Deixe o recheio descansar para absorver os temperos, coberto com um papel filme também, enquanto você abre as massinhas de guioza.
3 – Abra a massa em um rolinho e corte em 12-13 pedaços. Dependendo do tamanho que você quiser seu guioza, rende mais ou menos. Não é muito bom um guioza gigante porque o centro pode acabar não muito quente. Bom é comer com duas mordidas, na minha opinião.
4 – Então depois de ter os pedacinhos cortados, abra cada um deles em um círculo. Não precisa ser perfeeeeeito, porque o que importa mesmo é o sabor né gente, mas se quiser perfeição, você pode abrir a massa e depois cortar com um cortador circular. Deixe todas as massas abertas, com um pouco de farinha entre elas para não grudar entre si.
5 – Prepare uma assadeira ou prato com mais farinha, para apoiar os guiozas. Preencha cada um deles com mais ou menos 1 1/2 colher de sopa do recheio. Molhe as bordinhas com um pouco de água e feche igual um pastelzinho. Para fazer o tradicional formato de fecho, precisa de um pouco de prática. Veja esse vídeo que ensina como faz. Mas desde que esteja fechado, já ta ótimo pra cozinhar, ta? Não vamos morrer por isso.
6 – Esquente um pouco de óleo vegetal em uma panela, no fogo alto, que você possa cobrir com uma tampa firme. Abaixe para o médio quando estiver quente e coloque os guiozas – coloquei seis de cada vez – com um dos lados virado pra baixo. Deixe que fritem até que esse fundinho fique corado. Quando ficar, acrescente 30ml de água (mais ou menos duas colheres de sopa), tampe bem a panela e abaixe o fogo para o mínimo. Não encoste mais – deixe os bonitinhos cozinharem no vapor por completo.
7 – Quando a água secar, basta retirar da panela e servir bem bonito com shoyu e cebolinha picada por cima, que nem nos restaurantes.

Guiozas vegetarianos
Guiozas geralmente também tem um molhinho tradicional, meio agridoce e picante, que acompanha quando são servidos no restaurante. Eu optei por servir com shoyu mesmo, e coloquei um pouco de furikake por cima. Furikake é aquele tempero misturado que vende em lojas especializadas orientais, que tem gergelim, alga e um trilhão de outros ingredientes secos. Lembre-se de procurar um que seja vegetariano para manter esses guiozas #crueltyfree :)

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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