segunda, 25 de setembro de 2017

Cookiecup de cheesecake de morango

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Dei uma sumida, eu sei. Mas é que a vida virou um turbilhão de coisas nas últimas semanas que eu mal tive tempo pra respirar. Parece que todo dia eu tinha algum problema pra resolver, alguma coisa pra finalizar, algo que precisava da minha atenção – talvez até amigos. E eu priorizo amigos, sempre.
Então estou até agora com esses cookiecups – cheesecups, cupcheesecookie, sei lá – sem colocar aqui, e com as fotos das comidinhas da Festa do Morango do DF para mostrar pra vocês.

Docinhos da Festa do Morango do DF de 2017

Docinhos da Festa do Morango do DF de 2017

Docinhos da Festa do Morango do DF de 2017
A Festa desse ano aparentemente quase não aconteceu, o que seria terrível. Não é como se os preços fossem gritantemente diferentes do centro de Brasília – talvez já tenham sido em alguma época. Mas é porque é um evento, sabem? É um passeio, um dia tirado pra isso. A gente sai de casa, leva 30 minutos ou mais pra chegar em Brazlândia, visitamos cada barraquinha de pequenos produtores e provamos trocentas geleias antes de decidir por qual vamos levar. Comemos um monte de morango pra escolher qual está mais doce, ou azedo se for o seu gosto.
Depois almoçamos, com foco sempre na comida das famílias japonesas pra incentivar que continuem, e aí partimos para mais sobremesas – como se ainda houvesse espaço vazio na barriga. Mas naquele dia a gente descobre novos compartimentos.

Cookiecup de cheesecake de morango

Cookiecup de cheesecake de morango
Por fim, saímos esgotados de tanto andar, de tanto conversar com vendedores e de passear com caixas e geleias pra cima e pra baixo. Nessa última parte, talvez o mais prejudicado seja o Sr. Namorado que é um gentleman que quer carregar tudo pra gente.
Esse ano, fomos eu, ele, Dona Mamãe e minha prima do Espírito Santo, que estava em Brasília nos visitando e conhecendo pela primeira vez a cidade. Se pra gente a Festa do Morango já é um evento, pra ela acho que parecia um espetáculo observativo de tipos de pessoas que é possível encontrar pelo Brasil. Ela adorou tudo. Ou pelo menos era educada demais pra reclamar da secura de Brasília em pleno agosto (muitas vezes, quando estamos com mais de cem dias sem chuva).

Cookiecup de cheesecake de morango

Cookiecup de cheesecake de morango
Pra comemorar tanto morango consumido, vamos colocar receitas… com morango, obviamente. Qual seria a graça de colocar algo diferente?
Como eu chamo do que eu quiser, esse aqui vai ser cookiecup de cheesecake de morango. E como haviam acabado os morangos, decorei com frutinhas vermelhas, mas obviamente fica melhor se decorado com morangos, né.

Cookiecup de cheesecake de morango
Rende: 12 grandes ou uns 26 minis
Receita da Liv for Cake.

Cookiecup
2 1/4 xícaras (320g) de farinha
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
220g de manteiga
1 1/2 xícara (290g) de açúcar
2 ovos
2 colheres de chá de extrato de baunilha

Cheesecake de morango
1 xícara (250ml) de creme de leite fresco, com mais de 35% de gordura
220g de creamcheese, sem ser o light
1/2 xícara (100g) de açúcar refinado
1/2 xícara (120g) de purê de morango

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Se não estiver usando uma fôrma antiaderente, unte cada cavidade com um pouco de manteiga ou use aqueles sprays que untam fôrmas bem de leve.
2 – Para os cookiecups: em uma tigela, misture a farinha, o bicarbonato e o sal. Reserve. Em outra tigela, bata a manteiga e o açúcar por uns 3 minutos até incorporar bem e a mistura ficar mais pálida e fofinha. Então, adicione um ovo de cada vez, batendo bem após cada um, e acrescente por fim a baunilha.
3 – Adicione a farinha e bata até obter uma mistura uniforme. A consistência não é dura como um biscoito normalmente seria, mas também não é mole como de bolo. O meio termo você é até capaz de colocar o dedo e ele pode grudar um pouco, mas com as mãos umedecidas de leve, não gruda.
4 – Para os grandes, coloque aproximadamente 3 colheres de sopa da mistura em cada cavidade. Para os minis, achei que uma colher de sopa era suficiente. Pressione a massa com a mão umedecida, para ir preenchendo a fôrma e montando um copinho em cada cavidade. Tente não deixar partes muito grossas!
5 – Leve a fôrma para assar por 10 a 12 minutos para os grandes, ou 6-8 minutos para os minis – até que fiquem mais ou menos coradinhos, sem queimar. Assim que saírem do forno, espere uns 2 minutos e então pressione o centro de cada um com a ajuda de uma colher ou o fundo de algo que encaixe ali, como um copo pequeno de tequila que eu usei hahahaha. A ideia é amassar o fundo enquanto ele ainda está morno. Depois, deixe esfriar completamente para retirar da fôrma (ainda morno, eles são bem frágeis).
6 – Para o cheesecake: bata o creme de leite fresco até o ponto de chantilly. Reserve na geladeira.
7 – Em outra tigela, bata o creamcheese e o açúcar até incorporar bem. Então, adicione o purê de morango e o chantilly, e vá misturando com uma espátula aos poucos, com movimentos envolventes para não retirar a aeração do chantilly. A mistura é bem pouco firme, mas enquanto estiver gelada dá pra colocar no saco de confeitar e preencher os cookiecups com uma voltinha. Ela não fica 100%, não, já aviso, mas fica bonitinha. Coloque os cookiecups preenchidos imediatamente na geladeira para endurecerem. Depois, decore com frutinhas vermelhas ou limão, como eu fiz e super combina!

Cookiecup de cheesecake de morango

Cookiecup de cheesecake de morango
E como foi a época do morango na sua cidade? Teve Festa do Morango? Tem eventos específicos? Conta aqui pra gente!

sexta, 08 de setembro de 2017

Faça em casa: Manteiga vegana

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Quando fiz o cupcakes vegano usando o substituto de ovo com linhaça, a hora de fazer a cobertura foi tensa. Veio sem tardar e eu havia esquecido dessa coisa óbvia. Afinal, não da pra fazer um buttercream. Ou dá?
Fui pesquisar e descobri manteigas veganas. Substitutos da manteiga animal, usando ingredientes bem diferentes. Fiquei curiosa e decidi experimentar em casa uma manteiga vegana caseira, para assim poder fazer aquele buttercream delícia.

Manteiga vegana caseira
Comecei pesquisando receitas mais simplificadas no passo a passo, e encontrei em sua maioria as que me indicavam utilizar aquafaba.
Gente, mas o que é aquafaba, pelo amor de dios mio?
Então, adentrei mais ainda no mundo vegano e descobri que aquafaba é aquele líquido que sobra dos enlatados de legumes, como grão-de-bico, lentilha, e etc. Especialmente grão-de-bico. E aí que vem a magia e a ciência – duas coisas maravilhosas neste mundo que, na minha opinião, são a mesma coisa –, pois esse líquido que consideramos “nojento” muitas vezes é CHEIO de proteína. O suficiente para agir igual uma clara de ovo.

Manteiga vegana caseira
Manteiga vegana caseira
E por ter tanta proteína, ele é usando como basicamente um substituto de ovos, sendo possível fazer esse modelo de manteiga vegana que vou ensinar e até mesmo suspiros – PERFEITOS! Fiz em casa também, gravei vídeo, e virá em seguida.
Para essa manteiga vegana, a aquafaba é essencial. Uma lata de grão-de-bico é suficiente para fazer uma boa quantidade de manteiga vegana.

Manteiga vegana
Rende: 80g de manteiga
Receita por PlantePusherne.

3 colheres de sopa de aquafaba
1/3 xícara + 1 colher de sopa (85g) de óleo de coco
1 colher de sopa + 1 colher de chá (20ml) de óleo vegetal
2/3 colher de chá de suco de limão

1 – Tudo começa com uma lata de grão-de-bico. Abra e retire somente o líquido. O grão você pode usar pra comer puro ou fazer uma enorme sorte de receitas maravilhosas – vou indicar aqui o site do André com várias! Depois, meça as colheres de aquafaba necessárias para a receita. Em outra tigela, derreta o óleo de coco – pode ser no microondas. Acrescente a ele o óleo vegetal e reserve.
2 – Em um mixer, que é o ideal pra fazer isso, coloque o suco do limão e a aquafaba. Bata até que comece a espumar. Vai ser tipo como se estivesse batendo claras de ovo mesmo, ele vai espumar bastante e clarear.
3 – Quando começar a espumar, acrescente aos poucos os óleos, batendo a cada adição. Se você já fez maionese, é mais ou menos o mesmo processo. Vai demorar uns 3 minutos batendo sem parar para que tudo se misture. Daí, a consistência vai ser exatamente de maionese mesmo, e bem branquinha. Sabe monange? Tipo isso. Lembre-se da Xuxa, hahaha.
4 – Transfira a mistura para um potinho para levar à geladeira. Não cubra com nada, leve para a geladeira do jeitinho em que está, por pelo menos 6h. Quando for comer, deixe fora da geladeira por uns 30 minutos pelo menos, pois como toda manteiga, ela estará bem dura e vai ser impossível passar no seu pão.

A manteiga, depois de geladinha e consistente, começa a soltar um certo líquido, que é a própria aquafaba. Basta ignorar, na verdade. Passe um papel toalha e retire antes de comer, não faz muita diferença.
É claro que, por ter óleo de coco, a manteiga tem sabor de coco. Mas é impressionante ver como ela atua exatamente igual uma manteiga: se você passar ela no pão, como mostro no vídeo, fica igualzinha. E colocar ela na panela para fritar algo, te juro, fica MUITO igual manteiga. Faz até o mesmo barulho!

Manteiga vegana caseira
Agora temos essa manteiga delícia para usar em diversas receitas veganas que vão surgir aqui :)

Dicas:
– Se conseguir encontrar latas de grão-de-bico com menos sódio, opte por elas. As padrões tornam a aquafaba muito salgada e o resultado final da manteiga também. Se você encontrar uma que não tenha sal nenhum, o que é raro, vai ser ainda melhor pois será possível fazer manteiga sem sal. Daí, se quiser, controle a quantidade de sal da sua manteiga – acrescente o sal enquanto bate a mistura.
– Óleo vegetal significa qualquer óleo, mas prefira aqueles com menos sabor ou odor possível. Gosto do de canola.
– A receita original indica que você utilize óleo de coco sem odor/sabor para manter a manteiga menos com sabor de coco possível. Mas eu sinceramente nunca encontrei pra vender por aqui. Será que vende no Brasil? Se sim, use!

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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