terça, 01 de dezembro de 2015

Faça em casa: Pesto de manjericão e nozes

8 Comentários

Semana passada, tivemos que dar adeus a nossa poodle, a Mel. Ela estava velhinha, já cega e surda, bem debilitada. Ela não tinha forças para levantar. Quando conseguia, ela se perdia sozinha pela casa, depois de andar sem enxergar e bater a cabeça nas paredes várias vezes. Minha mãe tinha que tirar as fezes de dentro dela, porque ela não tinha mais forças para fazer sozinha.
Foi melhor assim para ela, menos sofrimento. O céu está cada vez mais bem habitado, na minha opinião.
Pessoalmente, quero lembrar dela em outros momentos.

melzinha
Quando ela fez nevar papel higiênico em casa, porque esquecemos a porta do banheiro aberta. Ou quando ela comeu meu CD do Evanescence e eu morri de raiva, mas graças a arte dela ganhei outros dois de aniversário. O quanto ela adorava ficar na janela do carro e detestava passear na rua, a não ser que fosse com minha mãe. Ou em como ela latia para qualquer desconhecido que entrasse lá em casa, pra nos proteger. Tinha menos de 30 cm de altura e era mais invocada do que os huskies siberianos que tínhamos. Ah, quantas mordidas levei dela tentando pegar seus brinquedos.
Aliás, ela nunca se deu bem com a Yoko. A Yoko, enquanto filhote, fazia a vida da Mel um inferno. Quando cresceu e ficou mais calma, já tinha criado inimizade com Mel. E tinha ciúmes também, eu acho. Mas tenho certeza que vão ficar amigas nos campos verdes que estão agora.

pesto_manjericao3
Foram muitos anos – quase 18! – com a Melzinha. Ela mereceu cada pouquinho de amor e carinho que recebeu a vida toda. Com todos os defeitos e qualidades, um cachorro é mais do que um bicho. É uma vida, praticamente uma pessoa. A Mel foi minha irmã, mais baixinha e felpuda com dentes afiados.
Obrigado por maravilhosos 18 anos, Mel.

pesto_manjericao

Faça em casa: Pesto de manjericão e nozes
Rende: 1 xícara

1/4 xícara de nozes, sem casca
2 dentes de alho
1 1/2 xícara de manjericão, só as folhas, bem fresco
1/4 xícara de queijo parmesão ralado na hora
1/4 xícara de azeite
sal e pimenta a gosto

1 – Em um multiprocessador ou liquidificador, processe os dentes de alho e as nozes até quebrar tudo de leve.
2 – Adicione o queijo e as folhas de manjericão. Para medir as folhas nas xícaras, pode apertar as folhas pra dentro. Isso dá mais ou menos um maço de manjericão, se você usar apenas as folhas. Dá pra usar os cabos? Dá, mas eles deixam um toque de amargo no fim da boca, quando a gente come. Eu não gosto, então não uso.
3 – Processe novamente até incorporar tudo e vá adicionando o azeite em um fio, aos poucos. Vai formar uma pastinha verde linda. Não coloque mais azeite, porque com a dica de preservação do pesto que eu vou dar, pode ficar azeite demais. Prove e, se achar que precisa, coloque mais sal e pimenta.

Ainda não acostumei com a ideia de não ter mais a Mel por aqui. Ela parecia eterna, com aquele andar de modelo desfilando. Mas infelizmente eles não são eternos. Agora, é passar esse amor todo que ela recebeu durante anos para outros bichinhos que também precisam.

pesto_manjericao2
Cachorros vivem pouco porque já nascem sabendo tudo o que importa, e o que o mundo está precisando ultimamente: amor, fidelidade, simplicidade e companheirismo.

Dicas:
– Guarde em potinhos de vidro, bem vedados, na geladeira. Dura uma semana ou mais na geladeira, e uma infinidade no congelador.
– Em contato com o ar, as folhas processadas no pesto começam a ficar escuras (estão oxidando). Para evitar isso, coloque o pesto no pote e dê leves pancadinhas na palma da mão para nivelar a pasta. Depois, coloque umas duas colheres de sopa de azeite por cima, ou o suficiente para cobrir a superfície. Voilá, pesto preservado.
– Para congelar, divida o pesto em uma fôrma de gelo e deixe congelar. Depois retire e coloque em saquinhos ziploc – agora você não apenas tem pesto caseiro e preservado, como já está em porções para uma macarronada para duas pessoas.
– Se você curte alho, pode botar mais se quiser. Se você não curte, é só fazer sem também. E não use parmesão de saquinho, ele não derrete direito. A ideia do pesto é virar um molho quando entra em contato com o macarrão quente e, com parmesão de saquinho, não fica 100%.

  1. Ilza Rosa Batista
    01 de dezembro de 2015 - 09:40

    Juliana, querida! Fiquei emocionada com seu depoimento. Bichos são melhores do que nós e precisamos aprender muito ainda com eles! Tenho certeza de que a Mel foi muito amada por toda sua família e que agora brilha mais do que tudo do céu dos bichinhos!!!
    Que São Francisco de Assis conforte a todos!

    Um Beijão!

    P.S. Já ia esquecendo, adoro molho pesto!! KKKK!!

  2. Paula
    01 de dezembro de 2015 - 14:32

    oi Juliana! td bem? Você sabe onde eu encontro aquelas formas de cupcake gigante aqui em brasília?

    • 07 de dezembro de 2015 - 15:44

      Paula, já vi pra vender na Festiva, mas faz muito tempo. Talvez seja mais fácil comprar online!

  3. Bia Levorse de Araujo
    01 de dezembro de 2015 - 15:50

    Ju, querida . Um abraço para vc amada . Meus sentimentos por esta tua filha de quatro patas tao amadinha .. Beijinhos e au au au das minhas duas filhas felpudas também .. Crystal e Angelina Jolie .Escrevi no teu facebook também.

  4. Juliana
    02 de dezembro de 2015 - 23:59

    Poxa, Ju… já passei por isso. Minha eterna princesinha, estrelinha, ursinha. Hoje sinto falta e não vejo a hora de ter outro, mas passei muito tempo sem querer ter um novo cachorrinho só com medo de sentir a mesma dor que senti quando ela se foi. Um dos dias que mais chorei na minha vida foi quando soube da notícia, mas teve um dia que chorei ainda mais: quando olhei pra ela e percebi o quanto ela estava sofrendo.

    Pensa na paz que ela recebeu, tão merecida! Te desejo forças, de coração.

    • 07 de dezembro de 2015 - 15:44

      Obrigada pelo carinho de todas vocês! Realmente, ela está num lugar melhor. :)

  5. 03 de dezembro de 2015 - 16:06

    “A Mel foi minha irmã, mais baixinha e felpuda com dentes afiados.”
    Eu chorei lendo seu relato, pq lembro de todos os cães que já tive na vida que já foram para o céu dos cães.
    E com certeza eles são as melhores e mais leais cias que a gente tem a vida toda.
    Beijos e força!

    • 07 de dezembro de 2015 - 15:45

      Sarinha, só os cãezinhos mais queridos e amados, ou seja: todos. Cães melhores seres.

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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