Thursday, 14 de March de 2013

Bruschettas tradicionais

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Disclaimer: leitores, pelo amoooor dos céus, não pensem em tentar essa dieta com base no que vocês leram aqui. Eu não falei nem 1/6 do que o livro explica, resumi bastante. Seguir só o que eu falei aqui é garantia de prejudicar a sua saúde, ok? Leiam o comentário da Keila, logo abaixo, que ela está certíssima! E, se tiverem a chance e o interesse, procurem o livro e leiam. :)

Duas semanas atrás, o Sr. Namorado veio me pedir para acompanhá-lo em uma dieta que ele leu em um livro. Não sou de acreditar em dietas de livros, ainda mais com aqueles títulos ridículos, mas o Namorado tem persuasão. Além disso, faz um tempo que eu tenho de tudo e não perco um quilo sequer. Então, ah vai, não to fazendo nada, fui tentar a tal dieta.
O livro conta a seguinte história: um gordinho nerd um dia resolveu testar zilhares de dietas para ver se emagrecia de vez. Muitas tentativas e testes consigo mesmo e com outras pessoas depois, ele chegou a uma que garante perda de peso rápida – coisa de 10kgs por mês, dependendo da pessoa. Milagre, né?

bruschettas_tradicionais
Mas todo milagre tem sacrifício. Vou explicar pra vocês como funciona a dieta. Durante a semana toda, de quatro em quatro horas, você só é autorizado a comer alface, espinafre, aspargos, lentilha, ervilha, feijão preto e ovo, mais proteínas como peito de frango, peixe e carne. Só água e chá, tudo sem açúcar ou adoçante. O martírio só tem fim em um dia da semana – que eu batizei de Dia do Carboidrato – no qual você pode comer tudo. E quando eu digo tudo, eu quero dizer comer igual um boi esfomeado há meses no deserto. Comer de passar mal. É o que o cara diz no livro, desse jeito mesmo, mas mantendo os intervalos de quatro em quatro horas.

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Confesso que a única razão que me convenceu a acompanhar o Sr. Namorado nessa roubada é a ideia de ter um dia na semana para comer absolutamente tudo que eu quiser. A maioria das dietas te autorizam a comer essas coisas em porções moderadas, espalhadas pelos dias do mês, mas isso não funciona comigo porque eu não sei pegar uma fatia de 1 centímetro de bolo – eu preciso pegar outras 5 de 3 centímetros cada.
Então, estou passando cada dia triste da semana à espera do sábado. Estabelecemos ele como o dia da loucura e essas bruschettas só podem aparecer pra mim nesse dia, infelizmente. Mas, acreditem: elas valem a pena esperar tanto tempo!

Bruschettas tradicionais
Rende: 15 a 20 bruschettas, dependendo da espessura do corte

1 baguete (um dia mais velha é ainda melhor)
1 dente grande de alho
1 a 2 xícaras de queijo parmesão, ralado na hora
2 tomates
Azeite de oliva
Sal e pimenta a gosto
Folhas de manjericão (quantas você quiser, mas pelo menos 1 por fatia)

1 – Ligue o seu forno em 180˚C. Em seguida, descasque os tomates, parta-os ao meio e retire as sementes – elas são amargas demais. Depois, corte-os em cubinhos, como se fizesse um vinagrete.
2 – Com uma faca com serra, tipo aquelas grandes para pão, corte a baguete em fatias. Eu cortei cada uma com 1,5 centímetro de espessura, mas você pode fazer do jeito que achar melhor!

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3 – Arrume as fatias da baguete em uma assadeira e leve ao forno aquecido. Asse por uns 10 minutos, até que fiquem levemente douradas, e então retire.
4 – Esfregue delicadamente o dente de alho na superfície de cada fatia – cuidado, estão quentes! Em seguida, coloque um pouco de tomates em cima de cada, salpique o parmesão ralado, tempere com sal e pimenta e finalize com um fio rápido de azeite em cada um.
5 – Leve ao forno novamente, mas dessa vez coloque em uma grelha mais em cima, se possível. Deixe até derreter o queijo e exalar aquele cheiro de “Meu Deus do céu”, no máximo 8 minutos!
6 – Coloque a folha de manjericão por cima e sirva quente!

Bruschettas são coisas tão simples de fazer, mas tão gostosas! Ficam ótimas como entrada em qualquer jantarzinho pros amigos, pra família ou pro Dia do Carboidrato.
E para quem tem interesse nessa dieta maluca, o livro se chama 4 Horas para o Corpo, do Timothy Ferriss, e acabou de ser lançado em português.

Dicas:
– Não existe muita regra em fazer bruschettas: você pode colocar mais ou menos tomate, mais ou menos queijo, mais ou menos pimenta. Você que decide! No dia dessas fotos, eu decidi por menos queijo, pois em seguida viria um risoto, então já era lactose demais para meus convidados.
– Você também pode variar nos tipos de queijos e tomates, desde que seja um queijo que derrete e um tomate gostoso!
– Se gostar de comidas picantes, troque o dente de alho por geleia de pimenta.

Qual foi a última dieta maluca que você se meteu?

Monday, 19 de November de 2012

Arancinis, ou bolinhos de risoto

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Eu sou uma pessoa geralmente positiva – num ângulo bem realista, não daquelas que acham tudo algodão doce e cor de rosa –, mas tem horas que a gente fica meio decepcionado com os caminhos da vida. Comecei a cursar uma pós-graduação no ano passado, dentre vários motivos pelo incentivo das palavras que recebi na minha banca de apresentação de monografia da graduação. Afirmaram que eu deveria entrar na pós e continuar estudando meu tema de monografia, pobremente explorado nas limitadas 45 páginas que eu tinha direito.
Meu tema era bonito de dizer: “Análise do processo de transmutação literária para o cinema”, o que significa, em palavras floreadas, adaptar livro pra filme. Essa é uma das minhas paixões há muitos anos e eu tenho verdadeira fixação em ver longas baseados em livros. Compro o livro, corro pra ler, vou pro cinema, depois leio de novo, comparo, etc. Essas pequenas loucuras.
Entretanto, descobri que meu tema é academicamente inviável de ser continuado na minha pós, pois, em nenhum momento durante o curso, cinema foi sequer mencionado. E aí vai embora meu mundinho feliz.
Entendo quando dizem que monografia e TCC são partos dolorosos, mas a minha foi uma linda e confortante amiga que me acompanhou por 6 meses e vários anos. Ela nasceu com uma facilidade imensa, exatamente porque eu adorava o tema. Então, pensei em escrever sobre gastronomia, mas quem disse que teria a ver com a pós? É… vou ter que me decidir em um tema e torcer pra não ser extremamente maçante e insuportável.


Na primeira vez que comi arancinis, eu nem sabia que eles tinham nome. Achei que o restaurante estava inventando moda com o risoto que sobrava na cozinha. Mas, sim, tem nome, sobrenome e tipo sanguíneo. Os meus são do tipo queijo de cabra A+.

Arancinis de carne de porco e queijo de cabra
Receita do eterno e único livro La Cucina: The Regional Cooking of Italy.
Rende: 25 arancinis, de 6cm de diâmetro

2 1/2 xícaras (450g) de arroz arbório ou carnaroli
1 ovo batido
4 colheres de sopa (50g) de manteiga sem sal
3/4 de xícara de queijo provolone, ralado na hora
1 colher de sopa de salsinha, finamente picada
Sal a gosto

Recheio
200g de carne de porco moída
1 colher de chá de açafrão em pó
1/2 xícara de ervilhas
1/2 cebola pequena, finamente picada
100g de queijo de cabra, cortado em pequenos cubos
Sal e pimenta a gosto

1 xícara de farinha de pão, farinha de rosca ou panko
1 ovo batido
Óleo para fritar

1 – Prepare o arroz arbório em 4 xícaras de água levemente salgada, cozinhando até que toda a água seja absorvida. Mexa sempre, para dar liga.
2 – Assim que ficar pronto, desligue o fogo e acrescente imediatamente o ovo batido, a manteiga e o queijo. Mexa bem para incorporar tudo e derreter o queijo. Acrescente, então, a salsinha e tempere com pimenta e mais sal, se precisar.
3 – Transfira o arroz para uma travessa e leve para a geladeira, enquanto faz o recheio.
4 – Em uma panela média, coloque um pouco de azeite e refogue a carne, mexendo sempre para que ela fique bem solta e não forme grumos. Acrescente o açafrão e refogue até que toda a carne esteja bem cozida.
5 – Transfira a carne para uma tigela grande, mas mantenha um pouco do caldo natural na panela. Volte para o fogo e esquente novamente esse caldinho.
6 – Acrescente a cebola picada e refogue, até que ela fique translúcida. Leva uns 2 minutos. Depois, acrescente a ervilha e refogue por mais 2 minutos. Cuidado para não abrir as ervilhas.
7 – Coloque tudo na vasilha junto com a carne, tempere com pimenta e sal e misture bem, até que tudo esteja bem uniforme. Retire o arroz da geladeira.
8 – Organize sua estação de trabalho para empanar: um prato com o ovo batido, outro com o panko ou a farinha de pão ou rosca, enquanto lá no final uma assadeira com papel manteiga, para colocar os arancinis antes de fritar. Unte as mãos com um tiquinho de manteiga – o arroz gruda bastante! – e comece a montar: coloque 1/4 de xícara de arroz na palma da mão, abra um pequeno buraco, coloque 1 colher de sopa de recheio e um quadradinho de queijo de cabra, depois feche com mais arroz e molde em uma bola.
9 – Passe a bola no ovo batido e depois, imediatamente, no panko/farinha. Posicione na assadeira com papel manteiga enquanto faz outros.


10 – Repita o processo até que acabe o arroz. Então, esquente o óleo em uma panela de fundo grosso, o suficiente para cobrir os arancinis, e frite até que fiquem dourados.

A verdade é que você pode repetir essa receita com absolutamente tudo que tiver na sua cozinha, das sobras do dia anterior. Pode inclusive fazer sem recheio. Isso é simplesmente a coisa mais viciante que já fiz na cozinha. Acabou em menos de 10 minutos e a plateia queria mais. A imagem dos arancinis abrindo, o queijo derretendo e aquela fumacinha saindo é de ajoelhar e agradecer aos céus pelos italianos. Esses sacanas abençoados.


Dicas:
– O queijo provolone pode ser substituindo por parmesão ralado na hora. O queijo de cabra, usado no recheio, também pode ser substituído por outro, até mesmo parmesão, desde que seja um queijo que derreta facilmente. A versão original dessa receita, no livro, pedia por queijo caciocavallo, típico do sul da Itália. Como não encontrei para vender, e suponho que seria um absurdo de caro, troquei por provolone, que descobri ter um sabor parecido.
– Você pode fritar com óleo vegetal ou com azeite de oliva.
– Da próxima vez que cozinhar risoto para os amigos ou família, que tal fazer um pouco mais para sobrar e virar arancinis no dia seguinte?

Já teve momentos que você se decepcionou com algo e perdeu seu otimismo? O que fazer para sair dessa?

Juliana Morgado

I’m a journalist with more passions than time can allow me to have. I have found in the kitchen my paradise, my resting place after a long and exhausting day. It’s my addiction, really. Not only cupcakes but anything that I find interesting, challenging or fun to do. Despite the blog’s name, it’s not all about cupcakes. I love cooking risotto, of all kinds, and I simply love any recipe with cheese.

Cupcakeando’s History

I’m not sure when or why I started to cook. My memories are of my mother putting me in the kitchen and teaching Brazilian white rice and her awesome pomodoro sauce for spaghetti, with fresh tomatoes just the way only she can do. All I know in the kitchen I’ve learned by one way: practice. My recipes are created from my head and implemented with the tests I run, or even meticulously measured from trusted sources.
I have a true passion for cupcakes, because I believe they represent everything that’s good in the kitchen: butter, sugar, cuteness, dedication and creativity. Everything in the right amount for one person.
I enjoy experimenting with these little ones, and finding out new ways do decorate them. When I have nothing better to do, I start researching and studying recipes, theories and decorations for cupcakes. Yeah, study, that’s right.
The blog is also a place for my second passion: photography. I’m that person who keeps looking for angles and shots while walking on the park. I also study the art of photography through websites and books.

The Name

Cupcakeando means, roughly, cupcakeing in Portuguese. The noun “cupcake” is in a verb tense that most well-schooled Brazilians hate because it means an action that will never stop. That’s precisely my intention. I don’t have any wish to stop my cupcake factory anytime soon, or even stop cooking in general. If I don’t have anymore orders, it will be for friends. If my friends get sick of it, it will be for my family. When my family says “ENOUGH”, it will be for myself (and maybe for my Siberian husky and my Pembroke corgi). Because that’s what I love to do and what makes me truly happy.

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