segunda, 23 de setembro de 2013

Cupcakes de baunilha, feitos com óleo

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Eu só tenho três palavras para vocês: Rock in Rio.
Sim, eu fui. Esta é a segunda edição que eu vou e provavelmente a última. Fui na primeira pelo evento e nesta segunda por um artista específico. Não vejo motivos para ir na próxima, a não ser que o Eminem ou o Cake participe.
Eu não fui para o fim de semana do rock. Ou o que quer que isso signifique. Fui nos dias 14 e 15 porque, desde os meus 13 anos de idade, sou uma ardente admiradora de Justin Timberlake. Não sei se me enquadro em fã, porque quando penso em fã, imagino aquelas meninas de 18 anos que berravam insandecidas a cada movimento de quadril que ele fez durante o show.
Eu admiro o artista, o bom humor, o trabalho, a evolução e a pessoa de Justin Timberlake. Afinal, temos que concordar que sair disso para isso é uma verdadeira evolução. Eu não berrei insandecida porque ele requebrou, ou porque ele é bonito e charmoso. Na verdade, passei parte do show sem palavras para agradecer o Sr. Namorado por me colocar a menos de 40 metros do Justin e outra parte cantando as músicas.

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Talvez porque eu tenha ido no que chamam de “fim de semana do pop no Rock in Rio”, ou talvez porque eu me considero muito tolerante, mas eu detesto ter que ouvir de qualquer pessoa que “o Rock in Rio não é mais um festival de rock”.
Primeiro, nunca foi, já que a primeira edição em 1985 teve Alceu Valença, Elba Ramalho, Baby Consuelo e Al Jarreau. Segundo, o nome Rock in Rio é uma referência ao termo em inglês “rocking” que significa algo do tipo balançar ou agitar, ou seja, agitando o Rio de Janeiro. Terceiro, se o fato de ter “rock” no nome impede o evento de ter Ivete Sangalo, Jessie J ou Katy Perry, então “Rio” também impede o festival de acontecer em Lisboa, Madri e Las Vegas (o próximo lugar que a produção quer ir) – e isso é muito estúpido, ok?
Rock in Rio é um festival de música. Por mais que existam críticas, pop, funk, axé, samba e jazz são estilos de música e, portanto, tem todo o direito de aparecer por lá. A produção faz o melhor que pode: divide as bandas em dias que combinam, para que os metaleiros não se irritem com o pop e as fãs insandecidas de Justin não morram de medo das rodinhas punk.

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Então, vá no dia da sua banda e pare de ser tão purista e preconceituoso. E isso vale para todos os lados. Que tal mais amor, tolerância e música, e menos – bem menos – mimimi?

Cupcakes de baunilha, feitos com óleo
Receita por Glorious Treats.
Rende: 14 cupcakes

1 1/4 xícaras de farinha de bolo
1 1/4 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
2 ovos
3/4 de xícara de açúcar
1 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha
1/2 xícara de óleo
1/2 xícara de buttermilk

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela grande, peneire a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal.
2 – Na tigela da batedeira, coloque os dois ovos e bata por 20 segundos. Adicione o açúcar e continue batendo em velocidade média por 30 segundos.
3 – Acrescente a baunilha e o óleo e bata novamente, por mais uns 30 segundos.
4 – Adicione os ingredientes secos em três partes, alternando com o leite e batendo rapidamente entre adições, apenas para incorporar tudo. Não bata demais ou a massa ficará dura, seca e pode solar.
5 – Divida a massa em forminhas de papel, dentro da fôrma de metal – essa massa é bem líquida! –, e asse por 13 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.
6 – Remova do forno e deixe esfriar dentro da fôrma de metal por 2 minutos, nada mais, nada menos que isso. Retire imediatamente em seguida, ou a forminha de papel pode começar a soltar.

Essa massa foi um pedido de leitores, que queria uma receita de cupcake de baunilha que não precisasse de manteiga. Às vezes, é bem chato ter que esperar a manteiga amolecer só pra fazer um bolo, então que tal fazer com óleo? A cobertura que usei foi o buttercream com gosto de sorvete, e um pouco de corante laranja em gel. O bico é o 1M da Wilton, como sempre para conseguirmos voltinhas clássicas como essa.

Você foi no Rock in Rio? Que dias? O que achou dos shows?

terça, 10 de setembro de 2013

Hambúrguer de salmão e maionese caseira

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Então, de sexta para sábado passados, eu tive que madrugar. Quando digo madrugar, quero dizer ficar plenamente acordada, e trabalhando, até o sol raiar novamente. Cochilos de 30 minutos quebram isso, então se você um dia “madrugou” com um cochilinho aqui e ali, não vale. Madrugar é ouvir exatamente quando os passarinhos começam a cantar.
Tive que fazer uma grande encomenda de cupcakes e, na falta de planejamento, acabei com tudo para a última hora. Em algum ponto da longa noite, comecei a achar que meu cérebro fosse desligar. Como uma TV com defeito que desliga do nada, achei que meu corpo inteiro fosse dar tilt em algum momento e eu ia cair de cara em potes de chocolate e brigadeiro.
Mas aguentei forte o resto da madrugada. Finalizei a encomenda, entreguei e voltei para casa. Às 20h de sábado, finalmente, deitei na minha cama e apaguei. Já completava quase 38 horas sem dormir e tive um sono correspondente. Só acordei às 8h do dia seguinte.
Entendi que nunca mais vou passar por isso na vida e ninguém deveria. Nada é mais importante do que dormir, gente. De verdade, dormir é muito gostoso e faz muito bem pra sua cabeça. Em certo ponto do sábado, o Sr. Namorado falava comigo e eu não sabia se era um estado de sonho ou de realidade.

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No domingo, já completamente relaxada, fiz este hambúrguer para nós dois. É parte da dieta de reestabelecer as energias – pelo menos é o que eu gosto de pensar. E junto comigo, mais um monte de mocinhas legais fizeram receitas de hambúrguers, que você pode conferir aqui:

Veggie-burger de grão de bico e ricota, da Priscila, no Culinarístico.
Hambúrguer de Frango com Alho Poró, da Sara, no Cozinha em Cena.
Hambúrguer com maionese de alho caseiros, da Ana, no Conversando e Cozinhando.

Hambúrguer de salmão com shoyu e gengibre
Rende: 4 hambúrguers

600g de salmão, sem pele e sem espinhas
1 dente de alho
1 colher de chá de gengibre ralado
2 colheres de sopa de shoyu
4 colheres de sopa de pão moído, ou farinha de rosca
4 colheres de sopa de cebolinha picada finamente
sal e pimenta a gosto

1 – Corte o salmão em pequenos pedaços e coloque em uma tigela grande. Ele precisa estar em temperatura ambiente ou levemente gelado. Congelado não vai funcionar.
2 – Com uma pitada de sal e algumas gotas de azeite, moa o dente de alho até conseguir uma pasta. Se não tiver ralado o gengibre ainda, faça-o e misture com o alho. Coloque tudo na tigela do salmão.
3 – Como cozinha que é cozinha é feita colocando a mão na massa, mergulhe no peixe: com as duas mãos, vá amassando o salmão e misturando o alho e o gengibre muito bem. Amasse bem, o ideal é que não tenha grandes pedaços de peixe. Use a ponta dos dedos!
4 – Acrescente o shoyu e o pão moído (ou farinha de rosca). Tempere com sal e pimenta agora e adicione a cebolinha. Misture bastante, garantindo que a massa toda está bem uniforme (e cheirando divinamente).
5 – Separe em quatro pedaços e modele os hambúrguers, deixando cada um com uma espessura de no máximo 1,5cm. Envolva em filme plástico e leve ao congelador enquanto você faz a maionese. Para fritá-los depois, é só esquentar uma colher de sopa de azeite numa frigideira antiaderente e fazer em fogo baixo, tampando para acelerar o cozimento da carne e evitar os respingos. Deixe por 4 ou 5 minutos de cada lado, a depende do quão frio seu hambúrguer ficou.

Maionese caseira
Rende: 1 xícara

3 gemas
1 1/4 de xícara de óleo
sal a gosto

1 – Prepare-se para malhar o braço: arrume uma tigela em formato de cone, como a da minha foto aí embaixo (facilita muito!), em cima de um pano para não escorregar – ou peça para o Sr. Namorado segurar, como eu fiz. Coloque as gemas e misture, para que elas quebrem.
2 – Separe a quantidade de óleo em um medidor. Com um batedor de ovos e sem parar em nenhum momento, comece a bater as gemas e a derramar o óleo de gota em gota.
3 – Os primeiros 30 segundos de bater as gemas e adicionar o óleo são cruciais: mexa vigorosamente e não pare de maneira alguma. Se seu braço parecer que vai soltar do ombro, reúna toda a sua força e continue. Se você parar de bater, as gemas vão se separar do óleo e a mistura vai virar uma coisa nojenta. Continue sem parar e quando você já tiver acrescentado 1 xícara de óleo, a mistura vai estar bem pastosa e mais clara.

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4 – Adicione o resto do óleo batendo sempre e tempere com o sal. Voilá! Você malha o braço e ainda faz maionese sem conservantes e muito mais gostosa em casa.

Pão moído é fácil de encontrar em padarias, que costumam moer os pães que sobram durante o dia e vender isso em saquinhos. É ótimo para empanar bifes, deixa mais crocante. Você pode usar panko também, mas talvez tenha que diminuir na quantidade de colheres de sopa.
Já a maionese, normalmente se faz com mostarda, mas eu fiz sem pois não havia nenhuma aqui em casa. Mesmo assim, ficou delicioso. Se quiser usar, basta 1 colher de chá!

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Monte seu hambúrguer e delicie-se com a felicidade de fazer comida em casa, que é bem mais saudável e gostoso, ainda mais para reestabelecer suas energias depois de não dormir por 38 horas.

Você já teve que madrugar? Porque? Se arrependeu muito depois?

Ju Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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