segunda, 20 de outubro de 2014
Blondies com gotas de chocolate e castanhas

Gente, mas o que está acontecendo nessas eleições? Eu costumava dizer que faltava paixão dos brasileiros com relação a política, mas agora estou achando que estamos fervorosos demais. Tenho presenciado amizades antigas sendo desfeitas porque fulano vai votar em siclano, ou porque beltrano concorda com o que fulano disse no debate.
Minha timeline no Facebook nunca esteve tão claramente dividida. Não há meio termo. Não há quem ache que o partido x é mais ou menos bom, mas tem defeitos. Não. Não. O partido x é UMA PORCARIA SEM TAMANHO, e a única solução é o partido y. Ou então o partido y é UM ANTRO DE CORRUPTOS NOJENTOS, e a única solução é o partido x.
Sério, menos. Pfv todos parem agora.

blondies_gotas_castanhas
Já falei aqui que vivo a vida com moderação, porque acredito de verdade que nada é preto ou branco. Ninguém é a solução pra nada, e ninguém é tão ruim quanto tentam pintar. Isso serve pra qualquer lado, qualquer partido, qualquer candidato.
E gente, apenas parem. Cada um tem o direito de votar em quem quiser. Isso não te torna inimigo imediato da pessoa. Pra mim, o Gregório Duvivier quase ser agredido em um restaurante por dizer que votaria no PT é tão absurdo e abusivo quanto jovens levarem cuspe e serem xingados na rua porque carregam bandeiras do Aécio. Aparentemente, o que o Brasil precisa agora é mais amor e respeito, e não um segundo turno.

blondies_gotas_castanhas2O que acontece quando você tira fotos perto do seu cachorro guloso.
Em nome da paz e das amizades que não deviam acabar por causa de uma situação que ocorre de quatro em quatro anos, um blondie pra todo mundo. Blondies são tipo brownies sem o chocolate. São bem gostosos e, só pra ninguém brigar mais, coloquei gotas ao leite pra deixar ainda mais indulgente.

Blondies com gotas de chocolate e castanhas
Rende: 1 fôrma de 20x20cm ou similar
Receita da Stephanie, do Joy of Baking, com adaptações.

113g de manteiga
1 xícara (110g) de farinha
1/4 de colher de chá de sal
1/2 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1 ovo
3/4 de xícara (150g) de açúcar mascavo
1 colher de chá de extrato de baunilha
70g de gotas de chocolate ao leite
70g de castanhas do pará, sem casca

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Leve as castanhas para assar por 10 minutos, ou até que comecem a liberar os aromas. Retire, espere esfriar e pique a gosto. Eu prefiro que fiquem bem picadinhas, mas se gostar mais de pedaços maiores, fica a seu critério.
2 – Derreta a manteiga no microondas e reserve. Em uma tigela separada, peneire a farinha, o sal e o bicarbonato e reserve também.
3 – Bata o ovo e o açúcar até que fique bem fofinho, por uns 2 minutos. Adicione a baunilha e a manteiga, tomando cuidado para que não espirre na hora de bater novamente.
4 – Adicione os ingredientes secos e bata novamente, até incorporar tudo. Procure não bater demais e desenvolver o glúten.
5 – Por último, acrescente as castanhas e as gotas de chocolate ao leite. Misture com uma espátula cuidadosamente.
6 – Unte uma fôrma quadrada ou retangular de tamanho aproximado a 20x20cm, e cubra o fundo com papel manteiga. Se quiser, deixe um pouco do papel saindo da fôrma para auxiliar na hora de retirar, como se fosse uma alça.
7 – Despeje a massa, nivele e leve para assar por aproximadamente 28 minutos, ou até que um palito inserido no centro saia limpo, mas ainda úmido. Retire e deixe esfriar dentro da fôrma antes de remover.

blondies_gotas_castanhas3
As gotas podem ser de chocolate branco ou meio amargo, tranquilamente. Se não gostar de castanhas do pará, pode trocar por qualquer outra, ou simplesmente deixar sem, mas a graça de blondie, assim como brownie, é ter alguma coisa pra dar uma crocância.
Corte em quadradinhos e seja feliz. Distribua pros amigos e praquela pessoa que você andou brigando no Facebook por causa dessas eleições, ou entre no meio de alguma disputa absurda dessas e distribua blondies. Se nem doce resolver a briga, então mostra o Freddie nessa foto, porque ele também tem o mágico poder de acabar com discussões, por motivos de: fofura.

Muita gente discutindo no Facebook de vocês também? O que acham disso?

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terça, 14 de outubro de 2014
Cupcakes de tiramisù e a saga da mesa de jantar

A obra do apê já dura longos seis meses, se considerarmos que eu comecei a fechar contratos no final de abril, antes de viajar para a Polônia. Os motivos são que os serviços preferem esperar um ou outro fornecedor para começar a fazer o que precisam fazer, argumentando que isso reduz o risco de ajustes e problemas. Então, por exemplo, a marcenaria da cozinha só começou depois que a marmoraria entregou as bancadas, e a marmoraria só começou a produzir as pedras depois que a alvenaria de base estava pronta. E por aí vai.
Nessa brinks, sem contar os atrasos (a marcenaria da cozinha acaba de me avisar que ficarei de molho por mais 20 dias), eu só devo me mudar mesmo lá pro meio de novembro. A ansiedade é grande.

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Enquanto isso, vou contar pra vocês sobre a saga da mesa de jantar. Pra quem curte cozinhar, e especialmente confeitaria, espaço de bancada numa cozinha é essencial. Imagina fazer fondant espatulado numa bancada pequenininha. Ou até mesmo sovar uma massa de pão, né. Só que eu queria uma torre quente e eu também precisava de uma pia consideravelmente grande. Então a solução pensada foi ter a mesa de jantar também como área de trabalho.
A ideia é adquirir uma mesa firme o suficiente para sovar uma pasta americana enorme, por exemplo. Saí com o Sr. Namorado para pesquisar as opções, porque eu só me convenço indo pessoalmente em cada loja e fingindo sovar uma massa nos mostruários. Em nossa busca, descobri que mesas com quatro pés são excelentes, mas iam ficar ruins no apê, porque é tudo apertadinho. Já as com base central precisam ter uma estrutura metálica e firme.
Mas e as caldas ferventes de açúcar pra fazer fondant, por exemplo, Juliana? Pois bem, em cima da mesa, pode-se colocar um tampo de vidro temperado transparente, de pelo menos 8 milímetros. É o que farei e daí vou ver como ele se comporta. Se eu não sentir muita confiança, vou cogitar comprar um pedaço de mármore qualquer para usar nessas situações, como meu professor de chocolates indicou.

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No fim das contas, acabei com uma mesa chamada Alcachofra (que nome, né? Acho que tudo no apê vai ter nome de comida). Ela é tipo assim e não é barata, não. Mas, assim como o Silestone, acho que um investimento único que durará por muito tempo é muito válido. Pra compensar, fico uns dois anos com o colchão velho lá de casa. Não ligo.
Como já havia anunciado aqui no blog, fiz esses cupcakes para meu aniversário com o Sr. Namorado. Ele é bem viciado em tiramisù e já havia um tempinho que eu queria fazer esse cupcake. Pensei bastante em como criá-lo, porque a maioria das ideias por aí é um bolinho com recheio de mascarpone e cobertura de alguma coisa com vinho Marsala.
No entanto, o verdadeiro tiramisù tem muito mais creme que biscoito, ou sequer bolo. Então foi o que eu tentei fazer nesse cupcake e, modéstia a parte, acho que ficou muito bom. Chuto sem medo que esse é o melhor cupcake que já fiz. A massa de baunilha serve para formar a base, que absorve o café e o vinho, para o lindíssimo creme que vem por cima. E como esse cupcake precisa ficar na geladeira, a massa tem que ser feita com óleo para que não endureça demais quando estiver fria!

Cupcakes de tiramisù
Rende: 14 cupcakes

Base
1/2 xícara e 1 colher de sopa de farinha de bolo
1/2 colher de chá de fermento
1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
pitadinha de sal
1 ovo
1/4 de xícara e 1 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de chá de extrato de baunilha
1/4 de xícara de óleo
1/4 de xícara de buttermilk

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata o ovo por 20 segundos. Depois, acrescente o açúcar e bata novamente por mais uns 30 segundos. Acrescente a baunilha e o óleo e bata mais uma vez, até uniformizar tudo.
2 – Peneire por cima a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal, alternando com o buttermilk. Misture delicadamente com uma espátula.
3 – Coloque duas colheres de sopa de massa em cada forminha, no máximo, e leve para assar por 8 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada um saia limpo. Retire do forno, reserve em uma grade de resfriamento, ainda dentro da fôrma de metal.

Calda
50ml de café bem forte e frio
25ml de vinho Marsala

1 – Misture tudo junto. Fure as massas nas forminhas com um palito de dente e coloque duas a três colheres de chá da calda em cada uma. Veja na foto! Depois, reserve na geladeira enquanto faz o creme.

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Creme
50g de gemas (aproximadamente 2 gemas e meia)
25g de açúcar refinado
200g de queijo mascarpone, em temperatura ambiente
1/4 de colher de chá de extrato de baunilha

1 – Em uma tigela, bata as gemas por uns 2 minutos. Em seguida, acrescente o açúcar e bata até clarear bastante.
2 – Adicione a baunilha e o mascarpone e misture tudo com uma espátula em movimentos envolventes.
3 – Quando a base estiver bem geladinha, coloque o creme de um saco de confeitar com um bico redondo – um em um ziploc e corte a ponta! – e preencha as forminhas até bem rente ao fim ou até passar, depende do gosto do freguês.
4 – Leve para gelar por pelo menos 3 horas ou, de preferência, durante a noite, para comer no dia seguinte!

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Retire da geladeira, peneire cacau em pó por cima e sirva imediatamente. É assim que achamos mais gostosos, bem geladinhos, mas se quiser esperar uns minutinhos, não tem problema. O creme vai segurar a forma por um tempinho. O que não segura por muito tempo é a vontade de comer um seguido do outro, de acordo com o Sr. Namorado que comeu uns seis sozinho, em uma lapada só.

Dicas:
– Se não tiver ou encontrar vinho Marsala, use um vinho doce. Eu mesma não achei e usei um do Porto. E entendo zero de vinhos.
– Se sobrar creme, faça a festa com biscoitos champagne e usando a calda, montando o tiramisù normalmente.

Onde é a área de trabalho mais ampla da sua cozinha? Na bancada mesmo? Na mesa de jantar?

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