quinta, 19 de janeiro de 2017

Bolo confetti e ganache de chocolate, sem lactose

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Semana passada foi aniversário de cinco anos do sobrinho do Sr. Namorado. O loirinho Davi, carinhosamente chamado de pimpolho, é uma das crianças mais fofinhas que eu já conheci. Alguns fatos corroboram isso.
Como aquela vez que Sr. Namorado chegou na cozinha e ele estava sentadinho no chão, perto do potinho de comida do Freddie, dividindo cada raçãozinha. Uma pra ele, outra pro Freddie, e o Freddie aguardava calmamente cada um para comer.
Como aquela vez que ele insistiu para a Tia Ju – eu mesma – ser o vampiro no parquinho perto de casa, como se eu realmente fosse uma excelente atriz vampiresca.
Ou como aquela vez que ele veio pro apê porque queria fazer um bolo. Sim, um bolo. E ficou super feliz quando dei o cano de pvc que sobrou do brinquedo que montei pro Whey. Era uma excelente pista de carrinho de brinquedo.


Uma das coisas mais gracinha que eu acho nele é como ele gosta do Sr. Namorado. O Davi constantemente imita os trejeitos do Léo quando pode. Ele chama atenção do Freddie igual, ele caminha com o Freddie segurando a coleira igual. E o mais fofinho de tudo é que ele posiciona as mãozinhas para observar algo igual ao Sr. Namorado: pancinha pra frente, mãos na cintura, perna direita arcada e levemente pro lado. Os dois parados assim, sem perceber que se copiam, olhando pro além, é de matar meu coração de amor.


Além de copiar o tio em trejeitos, ele também fez questão de ser igual em problemas de saúde e herdou de algum ponto da família a intolerância à lactose. Com ele, é mais problemático: ele fica cheio de urticárias na pele. Então, diferente do Sr. Namorado que só tem uns piriris mais sinistros, ele realmente evita lactose.
Portanto, o bolinho que fiz para ele tinha que ser sem lactose total.

Bolo confetti e ganache de chocolate, sem lactose
Rende: 1 bolo de 16cm de diâmetro, três camadas de bolo e duas de recheio, aprox. 1,5kg

Massa
4 ovos
3/4 xícara (177ml) de óleo vegetal (canola ou girassol são melhores)
1 xícara (236ml) de leite sem lactose, ou água (com o leite fica mais saboroso, claro)
1 1/2 xícara (290g) de açúcar
2 colheres de chá de extrato de baunilha
3 xícaras (330g) de farinha
2 1/2 colheres de chá de fermento
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal
1 pacotinho de granulados arco-íris (Sr. Namorado comprou errado e eu usei os em formato de estrela, e deu certo, mas o ideal são os granuladinhos comuns hahaha)

Ganache
200g de creme de leite sem lactose
250g de chocolate 70%, sem lactose (usei o Chocosoy 70%)
1/4 xícara de açúcar impalpável ou glaçúcar

Cobertura
3 claras
1/2 xícara + 2 colheres de sopa de açúcar refinado
uma pitadinha de sal
corante em gel ou em pó (opcional)

1 – Para a ganache: em uma tigelinha, misture o chocolate sem lactose, cortado em pedacinhos, com o creme de leite. Leve ao microondas por 20 segundos, retire e mexa com uma colher. Repita mais duas ou três vezes, até derreter todo o chocolate, mas com cuidado para não queimar. Ao fim, acrescente o açúcar e mexa delicadamente com a colher. Reserve por pelo menos umas 2 horas, para ficar mais firme. Ideal mesmo é fazer um dia antes e deixar no balcão da cozinha até o dia seguinte.
2 – Para o bolo: ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela grande, bata os ovos com o óleo, até obter uma mistura cremosa. Adicione o leite (ou água) e a baunilha e misture bem.
3 – Acrescente o açúcar e mexa bem. Agora, peneire por cima a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal. Com um fouet, misture tudo até obter uma massa líquida. Bata com o próprio fouet umas 10 vezes, para quebrar grumos de farinha e também formar estrutura para o bolo. Por último, acrescente os granulados coloridos e misture delicadamente, apenas para misturar uniformemente, mas não mexa demais senão eles começam a “derreter” na massa e a colorir tudo.
4 – Forre as fôrmas de bolo com papel manteiga ao fundo e divida a massa em três partes. Se você só tiver uma ou duas fôrmas, não tem problema – asse um de cada vez, enquanto deixa a massa coberta com um pano na tigela. Inclusive, se for reusar as fôrmas, nem precisa lavar e você ainda pode reutilizar o papel manteiga do fundo, basta desenformar um bolo, retirar o papel e deixar o bolo esfriando enquanto assa o próximo. Asse os bolos por 20 minutos, ou até que o centro de cada um esteja assado, testando com um palito. Se fizer bolos em fôrmas maiores ou menores, ajuste o tempo adequadamente.
5 – Quando todos estiverem prontos, corte o topo com a ajuda de uma faca serrilhada e grande (tipo as de pão), tentando deixar o mais retinho que conseguir. O resto do bolo pode virar cakepop ou bolo de pote!
6 – Leve os bolos para a geladeira quando estiverem em temperatura ambiente. Eu deixo até mesmo no congelador, para ficar bem firmes, por 1h mais ou menos. Acredito que facilita a montar.
7 (opcional) – Se quiser, você pode molhar cada bolo com mais leite sem lactose.
8 – Para montar: coloque a ganache em um saco de confeitar, com bico redondo, ou só cortando a ponta mesmo. Faça círculos de ganache em dois dos bolos, seguindo do centro até a borda. Deixe um espacinho de meio centímetro na borda de cada bolo. Leve esses dois para o congelador para firmar. Depois de uns 30 minutos, retire-os, monte um sobre o outro, finalizando com o último bolo de cabeça pra baixo, para ficar bem retinho no topo. Dê uma prensadinha de leve no topo, para ficar mais encaixadinho, mas com cuidado para não quebrar os bolos.
9 – Para a cobertura: leve as claras, o açúcar e o sal, misturados, para esquentar em um banho-maria, mexendo sem parar com um fouet até chegar à temperatura de 78-80˚C. Se não tiver um termômetro, meça pegando um pouquinho da mistura e esfregando entre os dedos. Não devemos sentir nenhum granuladinho de açúcar nesse ponto.
10 – Leve a mistura imediatamente para bater em velocidade média-alta, por pelo menos 5 minutos. Uma batedeira fixa ajuda nessa hora. O ponto certo é quando forma picos firmes. Se quiser colorir, coloque corante em gel ou em pó agora e bata mais uma vez.
11 – Cubra o bolo com o merengue, com uma espátula. Se quiser igual ao meu na foto, é só fazer movimentos de vai e vem e não tentar deixar perfeito. A ideia é ficar rústico mesmo, hehehe.

Pode ser que sobre um pouco de massa crua, considerando uma fôrma de 16cm de diâmetro e se você preencher corretamente – que é somente até 3/4 da fôrma para que tenha espaço pro bolo crescer. Se sobrar, faça uns cupcakes!
Sim, dá pra usar essa mesma receita para cupcakes sem lactose, é só dividir entre as forminhas e assar por uns 15 minutos ou até o palito sair sequinho do centro dos cupcakes.
OBS (editado às 11h29, 19/1): caso a pessoa seja intolerante à proteína do leite e não possa nem consumir o leite ou creme de leite sem lactose, use água para a massa e para o recheio, use a própria cobertura de merengue que é uma delícia! :)

segunda, 16 de janeiro de 2017

Picolés de cappuccino

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Banner da parceria entre Cupcakeando e Café do Sitio.

Em nome das camisetas adoráveis da Coffee Crop, que recebi do Café do Sítio, sai usando a do café no sangue. Nesse dia, o Sr. Namorado olhou bem profundamente pra camisa e me disse “você nem toma tanto café assim, mulher”.
Eu iniciei um debate porque tomo, sim, um monte de café por dia. Nada próximo das quantidades que ele toma, isso é verdade – Sr. Namorado toma 4 espressos e várias xícaras de café coado por dia, se estiver disponível. Mas eu devo dizer que tomo bem umas duas xícaras cheias de café por dia, se juntarmos todas as vezes. Isso, pra ele, é pouco. Mas pra muita gente que só toma uma xicrinha de 20ml por dia, eu estaria enquadrada em viciada.

Picolés de cappuccino

Picolés de cappuccino
Na verdade, eu sou viciada em café. Houve um tempo, mais ou menos no meu segundo ano do ensino médio, quando eu era uma pequena gafanhota de 16 aninhos, que eu tomava com facilidade uma garrafa inteira de café por período do dia. Não na escola, pois não ficava disponível, mas em casa ou no reforço escolar de tarde… era batata.
Não me esqueço da semana que passei estudando para a prova final da escola, quando ou eu tirava 80 em matemática ou eu reprovava. Eu sentei na mesa de jantar de casa com uma garrafa de café enorme que foi reabastecida umas 2 vezes. Somente na tarde.

Picolés de cappuccino
Só que chegou um dia que eu tive uma dor sinistra na barriga e não soube dizer o motivo. Ela passou, eu nem fui ao médico por ela, mas algo me apontou um alerta. Talvez as quantidades de café estivessem um pouco acima do saudável. Achei que pudesse ser um princípio de gastrite, sei lá. De qualquer jeito, parei de tomar tanto. Na verdade, praticamente eliminei café da vida (tive um breve período de chá gelado para compensar minha vontade imensa de cafeína, mas com o tempo também parei pois aí tive medo das proporções de açúcar na bebida).
Por fim, cheguei a como estou hoje. Tomo umas duas xícaras de café cheias por dia, bem espaçadas entre si, e me sinto tranquila com meu estômago. Busco cafés de boa qualidade e sabor intenso, como o Café do Sítio, porque sinto que estou aproveitando melhor esses momentos do que tomar um café meia boca.
Então, sim, eu me sinto no direito de usar a camisa da Coffee Crop. Me deixa.

Picolés de cappuccino
Rende: 8 picolés pequenos

300ml de leite ou água fervente
6 colheres de sopa de preparo para cappuccino do Café do Sitio
1/4 xícara de creme de leite fresco, bem gelado
1 colher de sopa de açúcar impalpável
2 colheres de sopa (30g) de açúcar

1 – Ferva o leite ou água com o açúcar. Quando o leite subir ou a água borbulhar, desligue o fogo. Acrescente na mesma panelinha o preparo para cappuccino e misture bem até dissolver tudo. Reserve um tempinho para que esfrie.
2 – Enquanto isso, bata o creme de leite fresco bem gelado com a colher de açúcar impalpável até obter chantilly. Cuidado pra não virar manteiga. Reserve na geladeira.
3 – Agora é a hora de montar: preencha mais ou menos 3/4 de cada fôrma de picolé com o cappuccino, depois complete com o chantilly batido. Deixe um leve espaço porque você ainda vai encaixar o palito de picolé (algumas fôrmas trazem um de plástico, outras você precisa usar aqueles de madeira, comprados em lojas de confeitaria e até de artesanato). Como o creme de leite batido fica bem consistente, já dá pra encaixar o palito.
4 – Depois é só levar para gelar por pelo menos 2 horas (se forem pequenos, se estiver repetindo essa receita com picolés maiores, deixe mais tempo) e se esbaldar!

Eles derretem rápido assim que saem da geladeira, então é pra consumir como o The Flash. Mas isso é ótimo, porque afinal eles são tão saborosos que todo mundo vai querer um e rapidinho acabam! :D

Picolés de cappuccino
Para esse verão, não tem nada melhor do que começar o dia com um picolé de cappuccino, ao invés de sentir o quente da bebida descendo a garganta. Não nesse calor, né?

E você, numa escala de 0 a 10, quanto você gosta de café?

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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