quarta, 20 de agosto de 2014
Cupcakes de chocolate com buttercream de chocolate Curaçao, e a saga da cor das paredes

Como falei pra vocês no post passado, eu sou a psicótica do branco. A cozinha vai ser toda branca, toda. Vou ter um nicho azul Tiffany, os puxadores são pretos e os eletros são de inox, mas o resto todo, absolutamente todo, é branco.
Isso faz parte do meu pequeno pavor de bancada preta depois de anos convivendo com ela aqui em casa. Não sei onde está a sujeira, não sei cadê as formigas, não vejo nada. Ficava irritadíssima com isso e, aos poucos, fui cultivando na minha mente uma linda cozinha toda branca hospitalar.
O apê tinha paredes brancas do proprietário anterior (e uma verde com grafiato que eu achava terrível). Como mudamos os pontos de eletricidade, precisaria pintar tudo de novo. E como a psicótica aqui quis tudo no mais puro branco, tanto minha arquiteta, quanto minha mãe e o Sr. Namorado achavam que eu devia escolher uma cor para as paredes.

cupcake_chocolate_curacao
Eu esperneei o máximo que pude. Argumentei com ardor e paixão a favor do branco em tudo, enquanto o Sr. Namorado protestava que uma corzinha ia ficar ótimo. Como eu era voto vencido, pensei que talvez eu estivesse exagerando mesmo e fui escolher uma cor.
A marca da tinta é a Sherwin-Willians, a melhor do mercado de acordo com mamãe. Lá no site americano deles, tem um aplicativo muito legal pra ver as opções de cores. Sei que tem muitas opções do site deles que não vendem no Brasil, mas você pode começar pelo aplicativo e dar uma ligadinha na loja pra ver se tem.
Na ferramenta, você escolhe uma cor e a vê aplicada em alguma foto, o que ajuda muito pra ter uma noção. Mas definitivamente o mais legal é que quando você seleciona uma cor, ele te dá cores próximas aquela, variando de acordo com clareza, intensidade ou tonalidade. Então você escolhe um branco e ele te mostra outros “brancos” com tons de laranja ou verde por baixo. Fiquei um dia inteiro futucando esse aplicativo e achei o máximo!
Depois disso, escolhi algumas cores e comprei na loja um mini baldinho de teste. Minhas opções eram a Everyday White (SW 6077), Modest White (SW 6084) e a Marshmallow (SW 7001).

amostras_de_cores
Vou dar uma chance pra vocês adivinharem qual cor eu escolhi… sério, gente! Lógico que escolhi a Marshmallow porque não vai ter nada mais a ver com uma confeiteira do que ter uma tinta com esse nome no apê inteiro! Além disso, ela era a mais clara de todas.

amostra_de_cores_2
O teto é branco e a parede já pintada embaixo. É basicamente essa a diferença. Vou assumir que gostei bastante, com uma corzinha. Acho também que vai combinar bastante com os azuis tiffanys que quero colocar em todo canto e, segundo minha arquiteta, vai destacar os móveis brancos. Então, na verdade, foi tudo estrategicamente pensado para ficar AINDA MAIS BRANCO! <3

cupcake_chocolate_curacao3
Vai aí um cupcake de chocolate, amado e delicioso. Como que ficou tão bom? O cacau é o segredo, sempre. Usei o cacau em pó da Kaebisch, que é excelente e bem escuro. Além disso, aproveitei o licor que ganhei de presente de uma amiga que viajou pra Curaçao, só pra dar um gostinho a mais na cobertura. Mas se você não tiver esse licor ou nenhum outro, fica igualmente bom, é só fazer sem!

Cupcakes de chocolate com buttercream de chocolate Curaçao
Rende: 12 cupcakes

Massa
2/3 de xícara (165ml) de leite
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 1/2 xícaras (200g) de farinha
4 colheres de sopa (25g) de cacau em pó – usei o da Kaebisch!
1 xícara (200g) de açúcar
100g de manteiga
3 ovos
2 colheres de chá de fermento

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata a manteiga e o açúcar por 3 minutos, até que fique bem pálido e fofo.
2 – Acrescente um ovo de cada vez, batendo entre cada um. Por último, adicione o extrato de baunilha e bata novamente.
3 – Em outra tigela, peneire a farinha, o cacau e o fermento. Alterne a adição dos ingredientes secos e do leite à mistura anterior, batendo entre cada um para incorporar. Tome cuidado para não bater demais ou a massa pode solar.
4 – Distribua a massa entre as forminhas, completando apenas 2/3 de cada uma, e asse por 18 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.

Cobertura
1 1/2 xícaras de açúcar impalpável
3 1/2 colheres de sopa de cacau em pó
100g de manteiga
2 colheres de chá de licor de Curaçao de chocolate (opcional)

1 – Peneire junto o açúcar impalpável e o cacau em uma tigela e reserve.
2 – Bata a manteiga até branquear um pouco, por uns 3 minutinhos. Desligue a batedeira, acrescente o açúcar e o cacau de uma vez, cubra a tigela e a batedeira com um pano e comece a bater novamente na velocidade mínima. Porque? Senão vai voar pó na sua cozinha inteira. Depois de uns segundos misturando, aumente a velocidade aos poucos, até chegar ao médio e então bata por 4 minutos.
3 – Acrescente o licor e bata novamente. Se não tiver, use outro licor qualquer (um cointreau fica uma delícia) ou simplesmente omita da receita. Se achar a consistência muito firme pela falta do licor, acrescente duas colheres de chá de leite no lugar.

cupcake_chocolate_curacao2
Não vejo a hora de ter minha cozinha branca hospitalar maravilhosa.

E você, tem alguma obsessão por cor? Qual?

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sexta, 15 de agosto de 2014
Apê: uma geral e a saga da bancada da cozinha

Obrigada por todas as dicas e comentários sobre a reforma, pessoal! Eu estou fazendo tudo com projeto sim, como várias pessoas me indicaram. Realmente móvel planejado, apesar do preço, é a melhor opção pra quem quer aproveitar cada cantinho. Meu projeto foi feito pela Mariana Aguiar e a Renata Vieira, aqui de Brasília. Elas são ótimas, com muito bom gosto, atenciosas e experientes! Se alguém quiser o contato, é só pedir nos comentários que eu mando por e-mail.
Trouxe uma foto geral da cozinha do apê pra vocês verem de onde em breve brotarão muitos cupcakes para o blog.

ape_cozinha_geralSe liga na edição tosca.
Essa é a ideia geral. Sempre quis ter uma torre quente – essas com forno e micro-ondas – e conseguimos isso nesse projeto, na parte amarela que marquei aí. Além de uma pseudo-ilha que vai ficar junto com a mesa de jantar, nessa parte laranja. Isso é o ideal pra mim porque sempre que eu chamo alguém pra me visitar em casa, é pra cozinhar pra pessoa, então nada mais óbvio que juntar os ambientes todos em uma coisa só. Eu gosto dessa linha de visão livre, sem paredes, drywalls ou vidros, muito menos tetos rebaixados (eu subi com o gesso do original, dá pra notar a diferença de cor nos ladrilhos da parede).
Ali na direita, no canto, fica a minúscula área de serviço composta por uma cuba de 40 centímetros e a futura lava e seca. Em nome de uma cozinha maior, me privei do luxo de lavar edredon em casa, por exemplo. Viva a casa dos pais, ou as lojas de lavagem a seco!

Depois de longos 2 meses de espera e um leve atraso porque “o caminhão de entrega teve problemas na estrada”, chegou a bancada da cozinha. O que segundo minha mãe é a desculpa padrão de todas as marmorarias. A escolha do material e da cor da bancada foi uma pequena saga, que acho válida compartilhar.

O material
As opções eram, basicamente, três: granito, silestone ou aço inox. De acordo com minhas pesquisas, visitas às marmorarias e dicas de arquitetas, esses são os materiais mais ideais para utilização constante. Na verdade, o melhor de todos pra quem se considera um culinarístico é o inox. Inclusive deixa o lugar com uma cara de cozinha industrial, né? É porque o inox é o material que melhor aguenta variações altas de temperatura sem danificar, não é poroso e ainda é muito fácil de limpar. O defeito é que arranha fácil. Porém, desde sempre, eu quero uma bancada branca na minha cozinha, então o inox não era uma opção tão interessante (e na real eu nem me considero TÃO culinarista assim).
Já o granito é poroso, com 0,1 a 0,3%, o que significa que comidas e alimentos em geral podem entrar na pedra e, com o tempo, criar bactérias, mesmo limpando muito. Não queria escolher granito. O da cozinha daqui de casa criou pequenos buraquinhos na pedra, provavelmente pelo uso incorreto colocando panelas muito quentes diretamente, que ficariam perceptíveis demais numa cor mais clara como eu queria. Além disso, o branco mais branco do granito ainda é cinza demais para o que eu sempre sonhei.
Então, no fim, gastei mais e escolhi o silestone pra bancada da cozinha. A porosidade dele é de 0,01 a 0,02%, é resistente a arranhados e manchas e tem um acabamento brilhoso lindo. O defeito é que ele não aguenta muito bem altas temperaturas, tipo acima de 230˚C, então contarei com muitos descansos de panela e panos.

A cor
A referência para essa cor de silestone que escolhi é Blanco Norte. Ele tem uns pontinhos delicados na cor cinza e creme. Essa cor estava na promoção e bem mais em conta que o branco mais branco ainda, que é o White Storm. E, honestamente, um pouquinho de detalhes na pedra não vai ser ruim, já que o todo o resto da cozinha é branco. Sim, eu sou a psicótica do branco, quase hospitalar.

Então, gente, essa odisseia me levou alguns dias de pesquisa. Vale mesmo ler tudo que vocês encontrarem sobre pedras para cozinha e escolherem o que é melhor. Vale consultar arquitetos também e prestar bastante atenção em papo de vendedor na marmoraria. Eles sempre vão querer empurrar uma venda e oferecer um material que nem sempre é bom. É bom fazer vários orçamentos e sempre perguntar o que tem em promoção na loja, vai que tem um silestone lindo te esperando.
No próximo post sobre o apê, vou mostrar pra vocês as loucuras que criamos pra fazer caber anos de entulhamento de utensílios culinários em uma cozinha minúscula. Ou pelo menos é o que eu espero.

E pra não ficar com pouca foto, vou apresentar pra quem não conhece o céu de Brasília. Tirei essa foto no mesmo dia da visita ao apê na qual bati a foto da geral, lá em cima. Esse é um céu padrão na cidade, que a gente vê quase todo dia, mas não cansa de encantar.

ceu_brasilia

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