quarta, 17 de setembro de 2014
Cupcakes de chocomenta e a saga dos eletrodomésticos (ou em busca do forno elétrico perfeito)

O grande drama de ser culinarista e ir morar num apartamento pequeno, na minha opinião, é não ter espaço pra ter todos os eletrodomésticos gigantes que você gostaria de ter. Claro que não cabe tudo, só nos sonhos nossos de cada dia. Então, a saga dos eletrodomésticos consistiu em reduzir minhas megalomanias e encontrar opções acessíveis e ideais para o que eu preciso, cabendo em pequenos metros quadrados.
Eu sei que todo mundo recomenda fazer sua cozinha inteira com apenas uma marca de eletrodomésticos. Porém, não consegui reunir em uma marca só tudo que eu precisava (sempre falta uma coisa ali e aqui), então minha cozinha virou uma salada mista sinistra. Não reparem a bagunça.
Minha geladeira e cooktop são Electrolux, enquanto o microondas e a coifa são Elettromec (por motivos de: o que estava mais barato ou em promoção versus quanto de espaço interno você tem pra me oferecer?). Sob protestos do Sr. Namorado, não quis uma lavadora de louças porque calculei que não haveria espaço para minhas bugigangas e minha dispensa. Então bora malhar o braço na pia, pessoal, em nome de mais armário.

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Porém, o eletrodoméstico que mais doeu pra escolher foi, sem sombra de dúvida, o forno. Eu sabia que seria elétrico, porque pra confeiteiros, eles são melhores: controlam melhor a temperatura interna, distribuem melhor o calor, tem várias funções diferentes e ainda te deixam assar mais de uma coisa ao mesmo tempo. Dá pra usar a gás? Claro que dá, vovó usava, mamãe usa até hoje. Mas os resultados são mais certeiros com o elétrico.
Além disso, o forno precisava caber uma fôrma de metal de cupcakes dentro. O que eu fiz e recomendo a todos? Compre uma trena, meça todas as suas fôrmas, anote num papel e leve enquanto pesquisa modelos e preços. Eu não tinha a menor vergonha de sacar a trena e medir o interior dos fornos no meio das lojas.
Atrás do forno perfeito, descobri uma coisa terrível de todas as marcas: nenhuma disponibiliza, em manual nenhum, em site nenhum, as funções e maneiras de configurar cada uma nos fornos. Então, eu não podia conferir uma exigência importante, por exemplo, se você quer assar macarons: se a temperatura regula de 5 em 5 graus.
Só consegui finalmente me decidir pelo forno quando uma vendedora bacana (ou desesperada?) me deixou arrastar um dos que ficam de mostruário até o centro da loja, sentar no chão e ligar numa tomada. Daí levei na hora, afinal a moça merecia a comissão.
Forno elétrico: Brastemp Ative! de embutir (modelo BO160AR), que permite regular a temperatura de 5 em 5 graus.
Lindo, estou apaixonada. A maçaneta dele é embutida e os botões também, o que faz diferença num espaço apertadinho. Torço pra que nem ele nem nenhum dos outros eletros venham com defeito de fábrica e quebrem minha ilusão (porque convenhamos que comprar eletro é praticamente uma roleta russa).

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O cupcake de hoje foi um presentinho de um tempo atrás pra minha amiga que curte chocolate e menta. Lembram do brigadeiro com recheio cremoso? Mesma amiga, mesma vibe de companheirismo e de carinho, ela merece, ela merece. <3

Cupcakes de chocomenta
Rende: 12 cupcakes

Massa
Receita da Sam, do Fofurices, com adaptações.
1 ovo grande
1/4 de xícara de óleo (de canola ou girassol)
2/3 de xícara de leite
3/4 de xícara de açúcar
1 colher de sopa de extrato de baunilha
uma pitada de sal
1/3 de xícara + 1 colher de sopa de cacau
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de fermento
1 1/2 xícaras de farinha

Recheio
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de leite
1 1/2 xícaras de açúcar impalpável
1/4 de colher de chá de essência de menta
corante verde em gel

Cobertura
1/2 receita de buttercream de merengue italiano
40g de chocolate meio amargo

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata o ovo com o óleo até incorporar. Adicione em seguida o leite, o extrato de baunilha e o açúcar e misture tudo.
2 – Em outra tigela maior, peneire a farinha, o cacau, o bicarbonato, o fermento e o sal. Abra uma cavidade ali e derrame os ingredientes úmidos. Mexa com uma espátula até incorporar tudo e não ver mais grumos de farinha. O ideal é fazer com movimentos envolventes, pra não trabalhar muito a massa, mas dá pra fazer com a batedeira de mão também, é só bater desde o começo com ela e parar assim que tudo estiver uniforme.
3 – Divida a massa nas forminhas e asse por 16 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.
4 – Para o recheio, em uma tigela, misture todos os ingredientes de uma vez, com uma colher, garfo, batedor de ovos ou até com sua batedeira, se conseguir. Se achar que precisa de mais menta, adicione gota a gota, senão fica muito exagerado! Colora com uma ou duas gotinhas de corante verde, de acordo com sua preferência. Eu gosto de tons pastéis então coloquei uma só! Reserve o recheio enquanto os cupcakes esfriam para depois recheá-los.
5 – Para a cobertura, derreta o chocolate no microondas, levando de 15 em 15 segundos em uma tigela e mexendo a cada intervalo. Reserve por um tempinho, até a temperatura descer, senão você vai derreter o buttercream. Ele tem que ficar levemente gelado no seu lábio. Depois, é só bater a metade da receita de buttercream com o chocolate derretido até incorporar tudo.

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Para a decoração, usei o bico 1A da Wilton, que é um redondo aberto, simples. Por cima, derreti um pouco de chocolate branco que colori de verde com corante especial para chocolate, só pra ter uma firula mesmo, porque o sabor desse cupcake é o suficiente pra atrair qualquer um, né?
Se você estiver sofrendo de indecisão pra escolher um eletrodoméstico pra sua cozinha, minhas dicas são pesquisar bastante, ir atrás de recomendações de outras pessoas ou em sites de compras online (o Buscapé é muito bacana!). Se tiver a chance de vê-los ligados em alguma loja, é ótimo! E compre a trena. Sério! Se você estiver em reforma geral, ela vai lhe ser útil em outras ocasiões também.

Qual o forno que vocês têm em casa? Elétrico? A gás? Qual modelo? Gostam dele?

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quarta, 10 de setembro de 2014
Pierogis de batata, cebola e queijo

Semana passada foi meu aniversário com o Sr. Namorado. Completamos mais um ano de amor, companheirismo, piadas duvidosas, um gosto por rir de nós mesmos e confiança inabalável. Se eu muito menciono o Sr. Namorado aqui no blog, é porque ele realmente faz parte de cada detalhe da minha vida, de um jeito que vocês não fazem ideia.
Então pra comemorar esse relacionamento que eu encho a boca pra dizer que é perfeito com orgulho, resolvi fazer um jantar pra ele com coisas simbólicas pra nós. Começamos com bruschettas que ele tanto gosta, depois tivemos pierogis e fechamos com cupcakes de tiramisù, que ficaram perfeitos e em breve vão vir aqui pro blog!
Mas o que são pierogis, Juliana?

pierogis_batata_cebola_queijoIsso são pierogis.
Como vocês sabem, eu e o Sr. Namorado viajamos para a Polônia-país-maravilhoso-te-amo em maio desse ano. Lá, ganhamos alguns quilos a mais comendo pratos típicos como loucos e a maior parte foi de pierogis, que são tipo uns pastéis cozidos, parecidos com gyozas. O Sr. Namorado saía de noite dizendo “vou comprar janta” e voltava com trocentos pierogis, toda santa vez.
Resolvi agradá-lo com uma lembrança da nossa viagem favorita até agora.

Pierogis de batata, cebola e queijo
Rende: 30 pierogis
Receita do Portal Polônia, com adaptações.

Massa
500g de farinha
1/2 ovo batido
1 colher de sopa de manteiga com sal
250mL de água morna

Recheio
600g de batata
1 cebola grande picada bem fina
1 colher de sopa de creamcheese
200g de queijo gruyere (ou outro queijo que derreta)
sal e pimenta a gosto

250g de bacon (um pacote de bacon em tiras)

1 – Antes de tudo, retire a pele do bacon e a maior quantidade de partes brancas (gordura) que você conseguir. Provavelmente, vai acabar com 180g dos 250g iniciais. Bacon por si só já tem muita gordura, então retirar essa parte branca não muda o sabor – na verdade, eu acho que fica mais gostoso! Depois, pique as tiras em quadradinhos e frite em uma frigideira antiaderente até ficar bem crocante. Passe por uma peneira e recolha a gordura do bacon. Quanto ao bacon, você vai reservar até a hora de servir.
2 – Frite a cebola nesse óleo até que fique levemente marrom. Reserve até esfriar.
3 – Leve as batatas para ferver em uma panela grande com água e sal até que fiquem bem moles, no ponto que o garfo facilmente atravessa. Quando chegar nesse ponto, escorra a água e amasse até chegar a um purê.
4 – Acrescente o creamcheese e a cebola, tempere com sal e pimenta e misture tudo até ficar bem homogêneo. Reserve o recheio. Pique o queijo em quadradinhos bem pequenos.
5 – Prepare uma assadeira com papel manteiga e coloque bolinhas do purê. Faça-as do tamanho que caberá nos seus pierogis, dependendo do seu cortador. As minhas tinham aproximadamente 1 colher de sopa. Em cima de cada uma, pressione pedaços do queijo. Reserve coberto com um pano de cozinha.

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6 – Para a massa, misture em uma tigela a farinha, a água morna, o 1/2 ovo batido e a manteiga até chegar a uma massa. Transfira para uma superfície enfarinhada e sove até ficar uniforme. Me levou umas 30 sovadas e é o suficiente.
7 – Abra a massa em uma espessura fina, de menos de meio centímetro, e corte círculos. Se não tiver um cortador, use a boca de um copo!
8 – Preencha cada círculo com o recheio, molhe as bordas levemente com água e feche os pasteizinhos, garantindo que você retirou o ar de dentro o máximo que pôde. Feche beliscando as pontas firmemente, pode até repetir outra vez antes de cozinhar, porque a massa é bem resistente. Posicione cada pierogi em um tabuleiro coberto com uma toalha de cozinha enfarinhada, porque eles podem grudar se colocar no papel manteiga.
9 – Leve uma panela bem grande, de cozinhar macarrão, para ferver água, aproximadamente dois litros. Pense que é como fazer nhoque: quando a água estiver fervendo, adicione um pouco de sal e coloque três ou quatro pierogis por vez. Quando eles subirem, espere mais um ou dois minutinhos e retire, escorrendo a maior parte da água.
10 – Coloque diretamente no prato para servir e salpique o bacon crocante por cima. Ta pronto!

É assim que eles são servidos de maneira clássica na Polônia: sem apresentação chique, sem frescurite, sem molhos e caldas. Pierogis são comida de família, simples. O que importa neles é o recheio, que aliás você pode variar e fazer do que achar melhor. Por lá, nós comemos de salmão defumado (eles gostam muito), misto de queijos de cabra, bacon por dentro e até mesmo os pierogis doces: de mirtilo ou de chocolate.
Eles também podem ser servidos com creme de leite fresco, mas, de novo, sem nenhum tempero (no máximo um salzinho). Os pierogis doces, esses sim tinham caldas fantásticas, de creme de confeiteiro com sementes de baunilha ou calda de frutas vermelhas, por exemplo.
E ó, parece trabalhoso porque é uma receita longa, e eu mesma achei que ia levar décadas, mas juro que é tudo muito rápido e simples! Vale a pena!

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