terça, 25 de abril de 2017

Muffins com morangos e gotas de chocolate branco, e a saga do HD externo

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Agora que está tudo bem, já me sinto melhor pra contar a vocês a saga do HD externo por completo. Parte dela já tratei nos Stories do blog no Instagram, mas a conclusão ainda não.
Tudo começou na viagem de férias para Miami e New Orleans. Além de produzir milhares (foram na casa dos milhares mesmo) de fotos pro site novo, que em breve estará orgulhosamente no ar pra vocês, eu também providenciei um HD externo para salvar minha biblioteca de fotos que já estava se tornando impraticável no notebook. São quase 200GB de foto.
Voltei de viagem com mais trocentas imagens para vocês, que obviamente não caberiam no notebook velho – nem no novo que eu adquiri. Portanto, antes de pagar uma hospedagem no Dropbox em nuvem (mais segura num geral), eu coloquei todas as fotos da viagem no HD externo.
Isso foi em um dia.
No segundo dia, coloquei o HD na bolsa do notebook. Mas a bolsinha safada tem um zíper muito escondido, e eu esqueci de fechá-la. Peguei a bolsa nos braços e andei até o elevador do prédio. Foi ali que aconteceu.
O HD caiu com tudo no chão.

Muffins com morangos e gotas de chocolate branco
Na hora, nem liguei muito. Peguei e coloquei de volta na bolsa. Pensei “testo se ta tudo ok mais tarde”, porque eu realmente não sabia o quão terrível isso era pra um HD externo. Foi só quando pluguei no notebook novo e ele não conectava que eu entendi o azar que eu tive.
Não ligava, não lia, não abria em nenhum computador. Fazia um barulhinho estranho. E, aos poucos, conforme eu ia consultando todos os formados em TI que eu conhecia no trabalho e fora dele, eu fui caindo na real de que, talvez, eu tivesse acabado de perder todas as 2.309 fotos da viagem.

Muffins com morangos e gotas de chocolate branco
Conforme essa percepção me dominava, eu comecei a ficar cada vez mais deprê – deprê por isso ter acontecido, deprê por ter sido apenas MINHA culpa, deprê por não ter feito o backup no Dropbox antes, deprê por ter apagado as fotos do notebook antigo sabe-se lá porquê. Deprê porque me esforcei muito, mesmo, pra produzir conteúdo legal pro site novo. Porque eu realmente acredito no site e quero que ele seja bacana, no meu jeitinho, mostrando as coisas que eu acho legais de mostrar em viagens e na vida pra vocês.
Sr. Namorado que o diga: ele tomou muitos cafés frios por causa disso.
Então, fiquei muito triste.

Muffins com morangos e gotas de chocolate branco
Acho que muita gente pode achar bobagem eu ficar tão triste assim com algo do tipo. Sim, a viagem ainda existiu. Tenho as lembranças dela, que valem mais do que fotos. Posso produzir outros conteúdos pro site novo. Que probleminha ridículo de primeiro mundo, hein Juliana?
Eu sou da política que cada um tem uma tristeza e eu não posso diminuir a dos outros só porque eu acho boba. E ninguém pode diminuir a minha.
Eu raramente fico deprê – num geral, até quando algo chato aconteceu, eu prefiro fazer piada. Mas once in a while eu fico realmente deprê. E a única coisa que eu quero é me enrolar numa coberta em casa e fingir que sou uma pedra até o dia seguinte. Não quero falar com ninguém, ver ninguém, fazer nada.

Muffins com morangos e gotas de chocolate branco
Sr. Namorado, prontamente, veio me resgatar do poço mental, sequestrando meus amigos no meio do caminho. Tentei melhorar o humor. “Vamos levar pro conserto, vai dar tudo certo”, ele dizia. Veremos.
No primeiro orçamento, o valor era quase o que eu pago em 3 meses de gasolina pro meu carro. Ouch. Levei em outra loja, onde já entrei sendo afrontada pela atendente, que disse “é, se já tentou recuperar em outro lugar, vai ser mais difícil aqui”, que eu não sei bem qual a lógica disso além de vamos sim te cobrar o que a gente quiser porque se o que tem aqui é importante pra você, você vai pagar qualquer valor.

Na quinta (13), veio o orçamento da segunda loja – módicos 1.300 reais e um alerta de que só daria pra recuperar, TALVEZ, 60% das coisas.
Depressão bateu forte de novo. Socorro. “Amor, fica fria, vai dar tudo certo”. Eu queria bater no Sr. Namorado e sua calma.
Frustrada, reuni os amigos na sexta, fingi que estava tudo certo, fui dormir. Sábado, cedinho, abri meu notebook para editar fotos pro blog.

Pote com gotas de chocolate branco e morangos picados
O iPhotos do Mac estava aberto – pois o Sr. Namorado havia aberto para mostrar pros meus amigos a Trackbar do Macbook novo. Já pensei “que saco esse programa abrindo sozinho” e fui fechar… quando eu vi.
Era o vídeo que gravei andando nas ruas de Fort Lauderdale com o Sr. Namorado. Aí me bateu “oi? Mas… esse vídeo estava com as fotos…” e rolei pra baixo para checar.

SIM MEUS AMIGOS. O IPHOTOS, ESSE LINDO, FAZ UM BACKUP AUTOMÁTICO E NÃO SOLICITADO DAS SUAS FOTOS QUANDO VOCÊ IMPORTA ELAS PRA ELE. Que foi o que eu fiz brevemente antes de copiar pro HD externo.
Comecei a tremer de leve e larguei o teclado do notebook. Meio irracional, sabe, como se encostar fosse fazer elas desaparecerem. Calmamente, fui em “exportar” e selecionei todas. 20 minutos depois, todas as fotos e vídeos, as 2.309 fotos, estavam sã e salvas.
Isso, caros amigos, foi um milagre de Páscoa.

Eu fiz questão de responder o orçamento quase dizendo “PODEM ENGOLIR ESSE HD SEUS USURPADORES”, mas me contive com “gentileza providenciar remontagem do HD, buscarei na segunda”.
Liguei desesperada de felicidade para o Sr. Namorado, que agora acredita piamente que foi o responsável por tudo, só porque ele abriu o iPhotos. “Você abriu mas nem se tocou que eram as fotos”, “é, mas EU ABRI! DE NADA! SOU SEU HERÓI!”. Ok, baby, aceito porque foi ele que aguentou minhas lamúrias por dias.
Todas as fotos já estão devidamente salvas no Dropbox, sem riscos. Perdi um HD, mas não perdi o trabalho que tive. Nem os registros dos momentos ótimos que tivemos na viagem. O agora intitulado Milagre de Páscoa 2017 renovou minha fé em sair da onda de azar que insiste em me atacar desde o começo desse ano.
Vamo que vamo!

Muffins com morangos e gotinhas de chocolate branco
Rende: 16 muffins

2 xícaras (280g) de farinha
1 xícara (200g) de açúcar
2 colheres de chá de fermento
1/4 colher de chá de sal
2 ovos
1 xícara (280g) de iogurte grego
1/3 xícara (75ml) de óleo de girassol (ou canola)
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 1/3 xícara (180g) de morangos, picados em pedacinhos de 1 cm cada
1/2 xícara + 2 colheres de sopa (110g) de chocolate branco em gotas, ou picado em pedaços pequenos

1 – Ligue seu forno em 200˚C. Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes secos (farinha, açúcar, fermento e sal).
2 – Em outra tigela, bata os ovos levemente até quebrá-los. Em seguida, acrescente os outros ingredientes líquidos: o iogurte, o óleo e o extrato de baunilha. Misture bem.
3 – Adicione os ingredientes líquidos diretamente aos secos, de uma vez. Misture com um fouet delicadamente a princípio, depois dê umas batidas para acabar com grumos de farinha que possam se formar. Não bata muito, só o suficiente para misturar tudo. A massa fica bem grossa e pouco líquida, isso é normal.
4 – Adicione os morangos e o chocolate e misture com uma espátula, com movimentos envolventes. Garanta que os morangos e o chocolate estão por toda a massa, e não só em um lado ou parte dela.
5 – Divida a massa entre as forminhas, garantindo que tem morango e chocolate mais ou menos uniformemente em todos. Leve para assar por 18 minutos, ou até que um palito inserido no centro saia limpo. Espere esfriar para servir, eles são melhores em temperatura ambiente ou levemente gelados! :)

E fica o ensinamento aí: a lei de Murphy sempre vai te atacar, o mais rápido que ela puder, então garanta que você está blindado de todas as formas. E mesmo que ela estrague algo seu, o importante mesmo é não desanimar. Tudo fica bem no final. Sempre.

Já teve problemas com HD? Perdeu fotos queridas? Conta seus causos aqui!

segunda, 17 de abril de 2017

Cupcakes de doce de leite

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Às vezes, quando não tenho mais o que fazer, eu vou atrás do cardápio de alguns restaurantes que eu sonho em ir depois que assisti Chef’s Table. A ideia (maluca) é avaliar qual viagem dá pra encaixar um deles ou qual viagem teria que ser criada só pra chegar nele. Fico colocando na balança qual oferece a melhor experiência, ou qual deles eu sairia ainda com fome. Todos, de maneira unânime, eu sairia falida.
Mas faz parte. É uma experiência única que se paga para ter, para caminhar entre as nuvens (dos ricos) por algumas horas e provar ingredientes e texturas que sua boca jamais imaginou. Pelo menos é isso que eu busco.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Se você já viu Chef’s Table, sabe como é incrível ver a montagem daqueles pratos. Sim, eles parecem minúsculos, mas não é essa a ideia. Se for pra sair na fartura, melhor ir num self-service. A ideia ali é comer até o ponto exato necessário para seu paladar sentir coisas que você talvez nunca sentiu antes. Isso tudo me fascina e, por isso, pagar uns 200 dólares na refeição, uma vez na vida, não me parece tão absurdo.
Mas eu sou exigente, também. Me recuso a pagar 200 dólares numa marca – ou seja, quando não estou provando coisas inovadoras, e sim experimentando os testes de alguém de renome.
Claro que todos esses do Chef’s Table – e todos os chefs que acabam em listas de melhores do mundo ou com estrelas Michelin – passam a cobrar pela marca. Porém, já diferenças, honestas diferenças.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Meu favorito de todos os Chef’s Table por enquanto é Grant Achatz. Primeiro episódio da segunda temporada. Ainda não terminei a terceira.
Grant, depois de vencer um câncer na boca e perder parte do paladar e achar que ia morrer aos 30 anos de vida, consegue servir um prato em cima de um travesseiro de noz-moscada. Que chef. É esse tipo de momento que eu pago sem sofrer os 200 dólares pra reserva da mesa.
Grant te fala: não existem regras, você faz o que quiser. E, disso, dá pra tirar um monte de coisas pra sua vida. Pare de achar que não dá pra fazer algo porque existem regras. Que regras? Quem as fez? Não está na hora de desconstruir regras? Quais regras dá pra desconstruir? Eu assistindo Grant montando uma sobremesa em cima da mesa e pensando nisso tudo.

Cupcake de doce de leite com cobertura de buttercream
Aliás, era o restaurante do Grant mesmo que eu estava olhando agorinha. O Next, que deve ser tipo o modelo mais humildão do Alinea, ambos em Chicago. Coincidentemente, Chicago é a cidade favorita do Sr. Namorado e, logo, um lugar que quero muito ir.
Aí fico naquele medinho de primeiro mundo de, no dia que eu finalmente conseguir ter a grana pra viajar pra Chicago, esse restaurante ter sumido do mapa. Falência? Não, mas esses caras tops não ficam muito tempo repetindo a mesma coisa. Eles sempre buscam uma coisa nova.
Acho que vou ter que perseguir o Grant Achatz pelo mundo.

Cupcakes de doce de leite
Receita da Tatyana’s Everyday Food, com adaptações.
Rende: 14 cupcakes

Massa
85g de manteiga
3/4 xícara (155g) de açúcar
2 ovos
1/4 xícara (65ml) de leite
190g de doce de leite, bem consistente
1 xícara (140g) de farinha
2 colheres de chá de fermento
uma pitada de sal
1 colher de chá de extrato de baunilha

Cobertura de buttercream de merengue suíço
3 claras
1/2 xícara + 1 colher de sopa (110g) de açúcar
1/4 colher de chá de cremor tártaro (ou uma gotinha de suco de limão)
200g de manteiga
4 a 6 colheres de sopa de doce de leite, bem consistente

1 – Ligue seu forno em 180˚C. Em uma tigela, bata a manteiga e o açúcar até obter um creme bem fofo. Adicione os ovos, um a um, batendo bem até incorporar e depois acrescente a baunilha. Bata novamente.
2 – Coloque o doce de leite em uma vasilha e leve ao microondas por 15 segundos, só pra dar uma leve amolecida nele. Não deixe ficar muito quente ou vai derreter a manteiga. Adicione ao creme na tigela e bata até incorporar tudo.
3 – Peneire a farinha, o sal e o fermento. Em seguida, alterne a adição dos secos e do leite, terminando com os secos e batendo somente até incorporar tudo.
4 – Divida a massa entre as forminhas (o que sobrar pra próxima fornada não tem problema deixar na bancada esperando) e leve para assar por 20 minutos, ou até que um palito inserido no centro de cada cupcake saia limpo.
5 – Fiz metade da receita de buttercream de merengue suíço. Como a original pede 5 claras, eu usei 3 aqui e deu certinho. Basta seguir todos os passos da receita original, usando as quantidades daqui. Quando estiver pronto, acrescente o doce de leite. Coloque primeiro as 4 colheres de sopa, depois adicione as outras se achar que precisa de mais sabor de doce de leite, mas lembrando sempre em checar a consistência da cobertura. Ela não pode ficar muito mole!
6 – Decore seus cupcakes como preferir. Eu usei um bico redondo comum, sem marca ou número, e fiz bolinhas conforme a foto, arrematando com outra bolinha por cima. Finalizei com uma bolinha no meio, e um confeito pra ficar ainda mais fofo.

Outros dos meus queridinhos do Chef’s Table incluem Massimo Bottura (QUEM não tem ele como queridinho?!), Magnus Nilsson, Ana Roš e Jeong Kwan. Estou terminando a terceira temporada e atualizo essa listinha no futuro.

E vocês? Já viram Chef’s Table? Quais os chefs mais interessantes pra você? Qual você viajaria pra conhecer?

Juliana Morgado

Sou uma jornalista com mais paixões do que o tempo me permite cultivar. Descobri na cozinha meu paraíso, meu refúgio depois de um dia cansativo ou estressante. É quase um vício, realmente. Não apenas cupcakes, mas qualquer coisa que eu ache interessante, desafiante ou divertido de fazer. Apesar do nome do blog, não é só de cupcakes que eu vivo. Amo fazer risotos, de todos os sabores, e simplesmente amo qualquer receita que envolva qualquer tipo de queijo.

A história do Cupcakeando

Não sei bem quando ou porquê eu comecei a me interessar por cozinhar. A lembrança mais antiga que tenho é de minha mãe me puxando para a cozinha, para me ensinar a fazer arroz branco, comum, e o molho de macarrão com tomates frescos que só ela sabe temperar.
Tudo que eu sei de cozinha aprendi de um jeito: prática. Minhas receitas são criadas da minha cabeça e implementadas dos meus testes ou então milimetricamente medidas de fontes confiáveis.
Tenho uma verdadeira paixão por cupcakes, pois acho que eles reúnem o que há de melhor na cozinha: manteiga, açúcar, fofurice, capricho e criatividade. Tudo na medida certa para uma pessoa saborear. Gosto de tentar coisas novas com esses pequenos e descobrir jeitos diferentes de decorá-los. Quando não estou fazendo nada, começo a pesquisar e estudar receitas, teorias e decorações de cupcakes. É, isso mesmo, estudar.
O blog também é uma maneira de praticar minha segunda paixão: fotografia. Sou daquelas que, enquanto passeia pelo parque, começa a achar ângulos de fotos que ficariam maravilhosas. Assim como eu estudo gastronomia e culinária, sento para ler sites e livros enormes sobre fotografia.

O gerúndio

Não fale mal dele antes de conhecê-lo melhor. Já ouvi por aí dizerem que jornalista jamais, sob nenhuma circunstância, pode usar o gerúndio. A justificativa fez sentido: “você usa o gerúndio quando não quer dar nenhuma previsão de término para sua a ação”, o que, no jornalismo, é basicamente como deixar o leitor esperando para sempre por aquela obra sanitária que o governo prometeu.
Mas foi exatamente a mesma explicação que me convenceu a usar o gerúndio para o nome do blog: eu não tenho previsão de fim para minha produção de cupcakes, jamais pretendo parar de fazê-los ou de cozinhar em geral. Se não tiver mais encomendas, será para amigos. Se meus amigos enjoarem, será para minha família. Quando minha família me dizer “CHEGA”, será para mim mesma (e talvez meu corgi. Eu tinha uma husky siberiana linda, que infelizmente se foi, mas vai estar sempre na minha memória). Porque é o que eu amo fazer e o que me deixa feliz.

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